Apple apresenta iPhone SE com 5G, iPad Air com M1 e Mac Studio com processador M1 Ultra

Um monstro de arquitetura com 114 mil milhões de transístores
Como Tim Cook descreveu o processador M1 Ultra, o chip mais poderoso que a Apple já criou.
Mark

Porque é que a Apple decidiu colocar o chip A15 Bionic num iPhone mais acessível?

Mimi

A estratégia é clara: o A15 é um processador tão capaz que consegue oferecer desempenho de topo de gama a um preço mais democrático. Permite à Apple servir utilizadores que não querem gastar 1.000 euros num telefone mas que querem a mesma velocidade de processamento.

Mark

E o iPad Air com M1 — isso não compete diretamente com o iPad Pro?

Mimi

Não exatamente. O M1 no iPad Air torna-o uma máquina de trabalho séria, mas o iPad Pro continua a ter vantagens em ecrã e capacidades gráficas. É mais uma questão de trazer performance profissional a um segmento intermédio.

Mark

O Mac Studio parece ser um computador muito poderoso. Para quem é realmente?

Mimi

É para criadores — editores de vídeo, artistas 3D, engenheiros que precisam de máquinas capazes de processar tarefas complexas. O facto de conseguir fazer 18 streams de 8K em simultâneo diz tudo sobre o público-alvo.

Mark

Porque é que o tamanho da caixa importa tanto?

Mimi

Porque historicamente os computadores mais poderosos eram máquinas enormes e barulhentas. O Mac Studio prova que podes ter potência extrema num espaço pequeno e silencioso. Isso muda a forma como os criadores podem organizar os seus estúdios.

Mark

E o monitor Studio Display — é apenas um ecrã bonito?

Mimi

Não. Tem um chip A13 no interior que gere uma câmara e microfones de qualidade profissional. É um monitor que pensa. Permite videochamadas com Center Stage e som espacial. É um periférico inteligente, não apenas um display.

Mark

Qual é a mensagem geral que a Apple está a enviar com estes anúncios?

Mimi

Que a inovação não é apenas para os produtos mais caros. O iPhone SE prova isso. Mas também que quando precisas de verdadeira potência — como no Mac Studio — a Apple tem soluções que competem com qualquer coisa no mercado.

  • A Apple comprime o poder do iPhone 13 num corpo familiar e num preço de entrada de 529 euros, tornando o 5G acessível a quem resistia à mudança.
  • O iPad Air absorve o chip M1 do iPad Pro, apagando a fronteira entre tablet de consumo e ferramenta de trabalho séria.
  • O Mac Studio desafia a lógica do mercado ao superar o Mac Pro numa caixa que cabe na palma da mão, graças à tecnologia UltraFusion que funde dois processadores num único chip de 114 mil milhões de transístores.
  • Com lançamento marcado para 18 de março, os três produtos chegam simultaneamente às lojas, pressionando concorrentes e criando um ecossistema coeso do bolso à secretária.
  • O Studio Display completa o conjunto com câmara Center Stage e áudio espacial, sinalizando que a Apple quer controlar também a experiência visual e sonora do utilizador profissional.

A 8 de março, Tim Cook apresentou em Cupertino três produtos que ilustram a filosofia duradoura da Apple: democratizar o poder computacional sem abandonar a excelência. Do iPhone SE acessível ao Mac Studio de nível profissional, a empresa traça uma linha contínua entre o utilizador comum e o criador mais exigente, unificada pelo mesmo ecossistema de silício próprio. É um momento que revela como a transição para os chips Apple Silicon está a remodelar não apenas o desempenho, mas a própria ideia do que cada categoria de produto pode oferecer.

Tim Cook subiu ao palco em Cupertino a 8 de março para apresentar uma linha de produtos que reafirma a estratégia da Apple: tecnologia de ponta em diferentes segmentos de preço. O primeiro anúncio foi o novo iPhone SE, equipado com o processador A15 Bionic do iPhone 13. Por 529 euros, o utilizador obtém um telefone 1,8 vezes mais rápido que o iPhone 8, com suporte 5G, ecrã Retina de 4,7 polegadas e vidro protetor equivalente ao do modelo topo de gama. Disponível em três cores, incluindo a versão RED, chega às lojas a 18 de março.

O iPad Air recebeu um upgrade igualmente significativo, herdando o processador M1 do iPad Pro. Os oito núcleos tornam-no duas vezes mais rápido que portáteis Windows 11 da mesma categoria. A câmara frontal de 12 megapixéis ultra grande angular foi pensada para videochamadas em família, e a porta USB-C 2.0 oferece velocidades duplicadas face à geração anterior. Compatível com Magic Keyboard e Apple Pencil de segunda geração, o tablet chega a 18 de março a partir de 709 euros, em cinco cores e com opções de 64 ou 256 gigabytes.

O destaque técnico do evento foi o Mac Studio com o chip M1 Ultra. Construído através da tecnologia UltraFusion — que liga dois processadores gerando 2,5 terabytes de largura de banda —, o chip reúne 114 mil milhões de transístores, 20 núcleos de CPU e 64 de GPU. A caixa mede apenas 7,7 por 3,7 polegadas, funciona em silêncio mesmo sob carga intensa e suporta até 128 gigabytes de memória unificada. A Apple afirma que é 3,8 vezes mais rápido que o Mac Pro, capaz de processar 18 streams de vídeo em 8K em simultâneo, com consumo energético muito inferior ao de soluções comparáveis. O modelo com M1 Ultra começa nos 4.649 euros.

A completar o ecossistema, o Studio Display oferece um ecrã Retina de 5K com 27 polegadas, câmara de 12 megapixéis com Center Stage — funcionalidade que chega ao Mac pela primeira vez —, três microfones de qualidade de estúdio e som espacial com seis colunas. Um único cabo Thunderbolt fornece 96 watts ao computador ligado. O monitor está disponível a partir de 1.799 euros, também a 18 de março.

Tim Cook subiu ao palco em Cupertino no dia 8 de março para apresentar uma linha de produtos que reafirma a estratégia da Apple: oferecer tecnologia de ponta em diferentes segmentos de preço e desempenho. O anúncio mais imediato foi o novo iPhone SE, que chega ao mercado a 18 de março equipado com o processador A15 Bionic — o mesmo chip que alimenta o iPhone 13 de topo de gama. Por 529 euros, o utilizador obtém um telefone 1,8 vezes mais rápido que o iPhone 8, com um motor neural de 16 núcleos capaz de realizar 26 vezes mais operações que o modelo anterior. O ecrã Retina de 4,7 polegadas mantém o design familiar, enquanto o vidro protetor na frente e trás oferece a mesma durabilidade do iPhone 13. A conectividade 5G confirma-se, e o dispositivo vem em três cores, incluindo a versão RED. A Apple salienta ainda o uso de materiais reciclados na construção.

O iPad Air recebeu um upgrade igualmente significativo. O novo tablet herda o processador M1 do iPad Pro, com oito núcleos que o tornam duas vezes mais rápido que qualquer portátil Windows 11 da mesma categoria. A câmara frontal de 12 megapixéis ultra grande angular foi desenhada para captar toda a família nas videochamadas, enquanto a conectividade 5G garante velocidades de transferência de dados sem comprometimentos. A porta USB-C 2.0 oferece velocidades duplicadas face à geração anterior. O tablet será compatível com o Magic Keyboard e o Apple Pencil de segunda geração, e o sistema operativo iOS 15 traz novas funcionalidades como Share Play e Sweet Playgrounds para facilitar a submissão de jogos pelos programadores. O iPad Air chega ao mercado a 18 de março a partir de 709 euros, disponível em cinco cores e com opções de 64 ou 256 gigabytes de armazenamento.

Mas o destaque técnico do evento foi o Mac Studio e o seu processador M1 Ultra. Cook descreveu-o como um "monstro de arquitetura", e os números justificam a caracterização. O M1 Ultra é construído através de uma tecnologia chamada UltraFusion, que permite ligar dois processadores e gerar 2,5 terabytes de largura de banda. O resultado é um chip com 114 mil milhões de transístores, 20 núcleos de CPU, 64 núcleos de GPU e 32 núcleos de neural. A Apple promete 90% mais potência que o M1 Max, consumindo menos energia que a maioria dos processadores do mercado.

O Mac Studio em si é um computador redesenhado do zero. A caixa mede apenas 7,7 por 3,7 polegadas, mas no seu interior cada elemento foi encaixado para maximizar o desempenho. O ar entra pelo meio e distribui-se pela máquina, permitindo que funcione de forma extremamente silenciosa mesmo durante tarefas intensivas. O computador pode ter até 128 gigabytes de memória unificada. As portas incluem quatro entradas Thunderbolt 4, duas USB-A, HDMI e jack de 3,5 milímetros. Na frente, duas entradas USB-C com Thunderbolt 4 e um leitor de cartões SDXC completam a conectividade. A Apple afirma que o Mac Studio é 3,8 vezes mais rápido que o Mac Pro, com capacidade para 8 terabytes de armazenamento interno e a possibilidade de processar 18 streams de vídeo em 8K simultaneamente. Os criadores podem trabalhar com complexos efeitos de partículas e edição de fotos pesada com múltiplas camadas sem degradação significativa de performance. O consumo energético é 1.000 quilowatts-hora inferior ao de outras soluções comparáveis.

O monitor Studio Display acompanha o Mac Studio como complemento visual. O ecrã Retina de 5K com 27 polegadas oferece uma paleta de cores cristalina e realista. No seu interior funciona um chip A13 que gere uma câmara de 12 megapixéis equipada com Center Stage — uma funcionalidade que chega ao Mac pela primeira vez. Três microfones de qualidade de estúdio e um sistema de som com seis colunas — divididas entre subwoofers e tweeters — suportam Spatial Audio para uma experiência cinematográfica. O monitor tem três portas USB-C e uma Thunderbolt, permitindo ligar um Mac com um único cabo que fornece 96 watts de potência. É possível ligar até três monitores a um portátil Apple.

Os preços refletem o posicionamento premium destes produtos. O Mac Studio equipado com o M1 Ultra começa nos 4.649 euros, enquanto o monitor Studio Display custa a partir de 1.799 euros. Ambos chegam às lojas a 18 de março. Para além dos produtos, Tim Cook dedicou tempo a destacar o serviço TV+, salientando sucessos como Coda — nomeado para três Óscares — e a Tragédia de MacBeth, enquanto anuncia a chegada de Friday Night Baseball ao serviço de streaming. A apresentação reafirma a posição da Apple como fabricante que consegue oferecer produtos em diferentes escalas de preço sem comprometer a qualidade ou a inovação tecnológica.

A empresa pretende oferecer o melhor equipamento possível a um preço mais acessível
— Estratégia da Apple apresentada por Tim Cook
O computador gasta menos 1.000 quilowatts-hora que outras soluções comparáveis
— Apple sobre o consumo energético do Mac Studio
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