Aos 19 anos, estudante de psicologia catarinense é bilionária mais jovem do mundo

Aos 19 anos, estuda psicologia e mantém vida discreta em Florianópolis
Livia Voigt, a bilionária mais jovem do mundo, deliberadamente evita os holofotes e trancou sua conta no Instagram após a divulgação.
Mark

Como uma estudante de psicologia de 19 anos acaba sendo a bilionária mais jovem do mundo?

Mimi

Ela não construiu essa riqueza — herdou-a. Livia é neta de um dos cofundadores da WEG, empresa de maquinário que cresceu para se tornar um gigante industrial. A riqueza vem dos dividendos dessa participação acionária que sua família mantém há décadas.

Mark

Então ela não fez nada para ganhar esse dinheiro?

Mimi

Não no sentido tradicional. Ela nasceu em uma família que já era proprietária de uma empresa bem-sucedida. O timing — nascer em 2004, quando a WEG já era consolidada — é o que a coloca nessa posição agora, aos 19 anos.

Mark

Por que ela trancou o Instagram depois que a notícia saiu?

Mimi

Provavelmente porque não quer ser conhecida por ser bilionária. Ela estuda psicologia, vive uma vida discreta em Florianópolis. Virou manchete internacional de repente, e isso claramente não é algo que ela buscou ou deseja.

Mark

A WEG tem muitos bilionários?

Mimi

Tem 29 no total. É extraordinário — uma única empresa concentra mais bilionários do que muitos países inteiros. Primos dela, tios, outros membros da família Voigt e de famílias ligadas aos fundadores. Santa Catarina é praticamente sinônimo de riqueza concentrada em poucas empresas.

Mark

Isso muda algo para ela, na prática?

Mimi

Provavelmente não muito. Ela já tinha acesso a recursos imensuráveis. O que muda é que agora seu nome está em um ranking global, e ela é uma figura pública, quer ou não.

  • A Forbes revelou no início de abril que uma estudante universitária brasileira de 19 anos havia silenciosamente se tornado a pessoa mais jovem do mundo a acumular mais de um bilhão de dólares.
  • A divulgação do ranking gerou exposição imediata e indesejada — Livia Voigt trancou sua conta no Instagram, apagando foto e biografia como quem fecha uma janela diante de uma multidão.
  • Sua fortuna não é fruto de empreendedorismo próprio, mas de décadas de valorização acionária da WEG, gigante industrial catarinense que sozinha abriga 29 bilionários entre seus acionistas.
  • Ao lado da irmã Dora, de 26 anos, Livia controla 3,1% da WEG, enquanto primos e outros descendentes do fundador Werner Ricardo Voigt também figuram no ranking global da Forbes.
  • O caso ilumina a concentração de riqueza geracional em Santa Catarina, estado que projeta nomes como Alceu Feldmann e Luciano Hang entre os super-ricos do Brasil.

Em meio à rotina de uma estudante de psicologia em Florianópolis, o mundo descobriu que Livia Voigt, de 19 anos, carrega um patrimônio de US$ 1,1 bilhão herdado das raízes industriais de sua família em Santa Catarina. A fortuna, construída ao longo de gerações a partir da WEG — empresa cofundada por seu avô —, elevou a jovem ao posto de bilionária mais jovem do planeta, superando herdeiros europeus de impérios igualmente simbólicos. Sua resposta ao reconhecimento público foi silenciosa e reveladora: fechar as portas das redes sociais e seguir a vida como antes.

Livia Voigt tem 19 anos, estuda psicologia em Florianópolis e, desde o início de abril, carrega oficialmente o título de bilionária mais jovem do mundo. Seu patrimônio líquido de US$ 1,1 bilhão — cerca de R$ 5,5 bilhões — provém inteiramente de dividendos da WEG, empresa de maquinário industrial sediada em Jaraguá do Sul e cofundada por seu avô, Werner Ricardo Voigt, que viveu de 1930 a 2016.

O nome de Livia veio à tona quando a Forbes publicou seu ranking anual de bilionários. Ela e sua irmã Dora, de 26 anos, detêm juntas 3,1% das ações da WEG e aparecem empatadas na 2.545ª posição global, ao lado do ex-senador Blairo Maggi e de Pedro Grendene Bartelle, da Vulcabras. Com o novo título, Livia superou o italiano Clemente del Vecchio, herdeiro da Luxottica — grupo controlador da Ray-Ban.

Apesar da magnitude do feito, a jovem reagiu com discrição. Após a repercussão do ranking, ela trancou sua conta no Instagram, alterando perfil e biografia — um gesto que diz mais sobre seu caráter do que qualquer declaração pública poderia dizer.

A WEG é um caso singular no universo dos bilionários brasileiros: a empresa concentra ao menos 29 super-ricos entre seus acionistas. Primos de Livia, como Eduardo Voigt Schwartz e Mariana Voigt Schwartz Gomes, aparecem logo acima dela na lista, com patrimônio de US$ 1,3 bilhão cada. Anne Werninghaus, neta de outro fundador da WEG, também figura no ranking com US$ 1,2 bilhão.

No topo dos bilionários catarinenses está Alceu Elias Feldmann, da Fertipar, com US$ 3,7 bilhões. Juntos, esses nomes revelam o peso econômico que Santa Catarina exerce no Brasil — e a força silenciosa de fortunas construídas ao longo de gerações.

Livia Voigt tem 19 anos e estuda psicologia em Florianópolis. Ela também é a pessoa mais jovem do planeta a atingir a marca de bilionário. Seu patrimônio líquido, avaliado em US$ 1,1 bilhão — aproximadamente R$ 5,5 bilhões — vem inteiramente de dividendos da WEG, a empresa de maquinário industrial sediada em Jaraguá do Sul, no norte de Santa Catarina, da qual ela é acionista.

O nome de Livia ganhou visibilidade quando a revista Forbes divulgou seu ranking de bilionários na segunda-feira, 1º de abril. Ela e sua irmã Dora, de 26 anos, controlam juntas 3,1% das ações da WEG. Na lista global, ambas aparecem empatadas na 2.545ª posição, dividindo o lugar com o ex-senador e empresário agrícola Blairo Maggi e com Pedro Grendene Bartelle, proprietário da fabricante de calçados Vulcabras. Logo acima delas está Dulce Pugliese de Godoy Bueno, uma das fundadoras do grupo de saúde Amil.

A trajetória que levou Livia a essa posição começou gerações atrás. Ela é neta de Werner Ricardo Voigt, um dos cofundadores da WEG que viveu de 1930 a 2016. A empresa cresceu para se tornar um dos maiores polos econômicos de Santa Catarina, e a participação acionária da família Voigt gerou riqueza substancial ao longo das décadas. Nascida em 2004, Livia conquistou o título de bilionária mais jovem do mundo ao desbancar o italiano Clemente del Vecchio, herdeiro da Luxottica — a corporação que controla a marca Ray-Ban.

Apesar da magnitude dessa posição, Livia mantém uma existência notavelmente discreta. Ela vive em Florianópolis e deliberadamente evita os holofotes. Após a divulgação do ranking da Forbes, ela trancou sua conta no Instagram, alterando tanto a foto de perfil quanto a biografia. Esse gesto sugere uma preferência clara por privacidade em relação ao seu novo status financeiro.

A WEG é um fenômeno particular no contexto dos bilionários brasileiros. A empresa abriga nada menos que 29 bilionários em sua base de acionistas — o maior contingente de super-ricos vinculado a uma única companhia no estado. Logo acima de Livia e Dora na lista estão seus primos Eduardo Voigt Schwartz e Mariana Voigt Schwartz Gomes, cada um com patrimônio de US$ 1,3 bilhão, ocupando a 2.287ª posição. Anne Werninghaus, neta de outro fundador da WEG, também figura na lista com US$ 1,2 bilhão, na 2.410ª posição.

No topo dos bilionários catarinenses está Alceu Elias Feldmann, fundador da empresa de fertilizantes Fertipar, com US$ 3,7 bilhões, na 871ª posição global. Feldmann subiu no ranking e ocupou o lugar que até então pertencia a Luciano Hang, proprietário do grupo varejista Havan, que agora possui US$ 2,3 bilhões e ocupa a 1.438ª posição. A dinâmica desses números reflete não apenas a riqueza individual, mas também a força econômica que Santa Catarina exerce no Brasil.

Desde a divulgação do resultado do ranking, Livia trancou sua conta no Instagram, mudando foto e biografia
— Descrição de sua reação à publicação do ranking da Forbes
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