Anvisa autoriza testes em humanos de vacina 100% brasileira contra malária

Nenhuma vacina existente protege contra o parasita que mais circula aqui
A Vivaxin foi desenvolvida especificamente para o Plasmodium vivax, diferentemente das duas vacinas recomendadas globalmente.
Mark

Por que essa vacina é tão diferente das que já existem?

Mimi

As duas vacinas contra malária disponíveis hoje foram desenvolvidas para o Plasmodium falciparum, que é predominante na África. A Vivaxin foi feita especificamente para o Plasmodium vivax, que é o parasita que mais circula aqui nas Américas e na Ásia. É como se tivéssemos uma arma que não funcionava contra o inimigo que realmente temos.

Luke

Mas isso é confirmado? Que as vacinas existentes não funcionam contra vivax?

Mimi

Sim, o ministério deixa claro que as duas vacinas recomendadas foram desenvolvidas para falciparum, não para vivax. Mas vale notar que ainda não sabemos se a Vivaxin vai funcionar — estamos apenas começando a testar.

Mark

Quanto tempo até sabermos se funciona?

Mimi

A fase I dura 360 dias com 48 voluntários. Depois vêm as fases II e III, que levam mais tempo. Estamos falando de alguns anos ainda.

Luke

E quanto foi investido até agora? O ministério está colocando R$ 12 milhões, mas isso é só para as três fases de testes, certo?

Mimi

Exato. R$ 12 milhões para as fases I, II e III. Não sabemos quanto foi gasto antes disso, no desenvolvimento inicial na UFMG.

Mark

Qual é o tamanho do problema que essa vacina poderia resolver?

Mimi

Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos de malária. A maioria está concentrada na Amazônia, mas a doença também aparece em outras regiões.

Luke

E quantas pessoas morreram?

Mimi

O ministério não divulgou esse número no comunicado. Mencionou apenas que a letalidade é maior fora da região amazônica, mas não deu números específicos.

Mark

Então essa vacina é realmente 100% brasileira?

Mimi

Foi desenvolvida integralmente no Brasil, pela UFMG, usando tecnologia nacional. Não há parceria internacional mencionada.

Luke

Mas "100% brasileira" pode significar muitas coisas — desde os componentes até o processo de fabricação. O comunicado não detalha isso.

  • A Anvisa deu sinal verde para a primeira vacina do mundo desenvolvida especificamente contra o Plasmodium vivax, espécie que domina os casos de malária no Brasil e nas Américas.
  • Com 118.037 casos registrados em 2025, a malária segue sendo uma crise silenciosa concentrada na Amazônia — e sem nenhuma vacina eficaz disponível para a espécie que mais circula na região.
  • Quarenta e oito voluntários entre 18 e 59 anos serão acompanhados por 360 dias para que pesquisadores avaliem segurança, reações e resposta imunológica da Vivaxin.
  • O Ministério da Saúde investirá R$ 12 milhões nas três fases clínicas, sinalizando compromisso institucional com uma tecnologia 100% nacional.
  • Se aprovada nas fases seguintes, a Vivaxin pode preencher uma lacuna global: as vacinas existentes combatem o falciparum africano, deixando o vivax — predominante nas Américas e na Ásia — sem proteção equivalente.

Há doenças que atravessam séculos sem encontrar resposta à altura — a malária por Plasmodium vivax é uma delas. Em outubro de 2026, a Anvisa autorizou os primeiros testes em humanos da Vivaxin, vacina desenvolvida integralmente pela UFMG, abrindo um capítulo inédito na ciência brasileira e na luta contra um parasita que ainda infecta mais de cem mil pessoas por ano no país. É o início de um caminho longo, mas o simples fato de ele existir já representa uma ruptura com décadas de dependência de soluções criadas para outros contextos geográficos.

A Anvisa autorizou, no início de outubro de 2026, os primeiros testes em humanos da Vivaxin — a primeira vacina do mundo desenvolvida contra a malária causada pelo Plasmodium vivax. O imunizante é fruto de anos de pesquisa conduzida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais, com investimento de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para financiar as três fases de ensaios clínicos.

A primeira fase envolverá 48 voluntários sem histórico de infecção por malária, com idades entre 18 e 59 anos, acompanhados durante 360 dias. O objetivo é avaliar a segurança da vacina, as reações que ela provoca e sua capacidade de estimular uma resposta imunológica adequada.

A Vivaxin nasce para preencher uma lacuna específica: as duas vacinas recomendadas internacionalmente foram criadas para combater o Plasmodium falciparum, predominante na África. Nenhuma oferece proteção eficaz contra o vivax, espécie que predomina nas Américas e na Ásia — e que responde pela maioria dos casos no Brasil. Em 2025, o país registrou 118.037 infecções, concentradas sobretudo nos estados amazônicos.

A malária é transmitida por fêmeas do mosquito Anopheles e não passa de pessoa para pessoa. Sem tratamento, um infectado pode permanecer como fonte de transmissão por meses ou anos. Fora da Amazônia, os casos são raros, mas a taxa de mortalidade nessas regiões é proporcionalmente mais alta. Os próximos meses de testes dirão se a Vivaxin consegue transformar essa promessa científica em proteção real.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária abriu caminho para um experimento que pode reconfigurar a defesa brasileira contra uma das doenças mais antigas do país. No início de outubro, a Anvisa autorizou os primeiros testes em humanos da Vivaxin, uma vacina desenvolvida integralmente no Brasil contra a malária causada pelo Plasmodium vivax — o parasita responsável pela maioria dos casos registrados no território nacional.

O imunizante é fruto de anos de trabalho conduzido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais. O Ministério da Saúde investirá R$ 12 milhões para financiar as três fases de ensaios clínicos. A primeira fase, que acaba de receber autorização regulatória, envolverá 48 voluntários sem histórico anterior de infecção por malária, com idades entre 18 e 59 anos. Durante 360 dias, pesquisadores acompanharão cada participante para avaliar a segurança do imunizante, as reações que ele provoca no corpo e sua capacidade de gerar uma resposta imunológica adequada.

O desenvolvimento da Vivaxin responde a uma lacuna específica no arsenal global contra a malária. As duas vacinas atualmente recomendadas pelas autoridades sanitárias internacionais foram criadas para combater o Plasmodium falciparum, a espécie predominante na África. Nenhuma delas oferece proteção eficaz contra o Plasmodium vivax, que predomina nas Américas e na Ásia — incluindo o Brasil, onde a doença segue sendo um problema de saúde pública significativo. Em 2025, o país registrou 118.037 casos.

A malária é transmitida por fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, mais ativas ao entardecer e ao amanhecer. Diferentemente do que muitos acreditam, não é uma doença contagiosa de pessoa para pessoa — o parasita não passa diretamente de um indivíduo doente para outro. Pessoas que sofrem múltiplos episódios podem desenvolver uma imunidade parcial, apresentando poucos ou nenhum sintoma, mas uma proteção total e duradoura nunca foi observada. Sem tratamento adequado, um paciente infectado pode permanecer como fonte de transmissão por meses ou até anos, dependendo da espécie parasitária.

No Brasil, a concentração de casos ocorre principalmente na região amazônica — Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Fora dessa área, as notificações são raras, mas o risco não pode ser ignorado: a taxa de morte por malária é proporcionalmente maior nas regiões extra-amazônicas. O Ministério da Saúde destacou que o avanço na pesquisa representa um marco significativo, abrindo a possibilidade de uma estratégia de prevenção inteiramente nova contra uma doença que continua marcando presença no país. Os próximos meses de testes dirão se a Vivaxin consegue cumprir essa promessa.

O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença
— Ministério da Saúde
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