Anvisa autoriza testes em humanos da vacina tetravalente contra gripe do Butantan

Proteção adicional contra novas variantes do vírus
A vacina tetravalente inclui duas subvariantes da cepa B, diferenciando-se da trivalente atualmente em uso.
Mark

Por que levou tanto tempo para chegar a essa fase 3? A vacina foi autorizada para testes em 2019.

Mimi

Houve duas grandes interrupções. A primeira foi a pandemia de covid-19, que paralisou muitos estudos. Depois retomaram em 2021, mas em março de 2022 o Butantan interrompeu novamente antes de completar o número de participantes.

Luke

E por que interromperam em 2022? O comunicado diz que foi por iniciativa própria e sem questões de segurança, mas não explica o motivo real.

Mimi

Não está claro nos registros públicos. Pode ter sido questão de recursos, prioridades institucionais ou até mesmo para reformular o protocolo.

Mark

Qual é a diferença prática entre a tetravalente e a trivalente que já usamos?

Mimi

A tetravalente tem duas subvariantes da cepa B, enquanto a trivalente tem apenas uma. Isso significa proteção mais ampla contra variantes que podem surgir.

Luke

Mas isso é uma vantagem teórica até agora. O estudo vai medir se essa proteção adicional realmente se traduz em menos infecções ou casos mais leves.

Mark

Sete mil pessoas em cinco estados — é uma amostra grande?

Mimi

Sim, é considerada robusta para um ensaio de fase 3. Permite detectar problemas de segurança raros e gerar dados confiáveis sobre resposta imunológica.

Luke

O acompanhamento é de seis meses após a vacinação completa, dentro de um estudo de doze meses total. Isso deixa margem para observar efeitos a médio prazo, mas não longo prazo.

Mark

E quando teremos resultados?

Mimi

O cronograma é de doze meses, mas pode ser prorrogado. Provavelmente não antes de 2024.

  • Após quatro anos de autorizações, paralisações e retomadas, a vacina tetravalente do Butantan finalmente chega à fase 3 — o teste definitivo em seres humanos.
  • A urgência é real: a vacina trivalente atual deixa descoberta uma subvariante da cepa B da influenza, uma lacuna que novas ondas do vírus podem explorar.
  • Sete mil participantes em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará e Pernambuco serão recrutados para um ensaio que durará doze meses.
  • O estudo comparará diretamente a resposta imunológica da nova vacina com a de duas doses da trivalente já consagrada nas campanhas nacionais.
  • O desfecho determinará se o Brasil poderá contar com um imunizante de produção nacional capaz de enfrentar com mais eficácia as mutações futuras da gripe.

Em um país que já conhece bem o peso das epidemias, o Instituto Butantan recebeu da Anvisa, em fevereiro de 2023, a autorização para avançar à fase mais decisiva dos testes de sua vacina tetravalente contra a gripe — aquela em que a ciência encontra, pela primeira vez em larga escala, o corpo humano. Sete mil brasileiros distribuídos por cinco estados serão os protagonistas desse capítulo, carregando consigo a esperança de uma proteção mais ampla contra as variantes do vírus influenza. O percurso foi interrompido pela pandemia e por escolhas institucionais, mas segue agora com renovado propósito.

A Anvisa autorizou, em 28 de fevereiro de 2023, o início da fase 3 dos testes clínicos da vacina tetravalente contra a gripe desenvolvida pelo Instituto Butantan. É a primeira vez que o imunizante será avaliado em larga escala em seres humanos — sete mil participantes espalhados por cinco estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará e Pernambuco.

Essa etapa é a mais exigente do processo: nela, pesquisadores avaliam segurança, capacidade de gerar resposta imunológica e consistência do imunizante diretamente em pessoas. Cada participante será acompanhado por seis meses após completar o esquema de vacinação, dentro de um cronograma total de doze meses.

A trajetória até aqui foi marcada por interrupções. A Anvisa havia dado a primeira autorização em setembro de 2019, mas a pandemia de coronavírus suspendeu os trabalhos. Eles foram retomados em maio de 2021 e novamente interrompidos em março de 2022 — desta vez por iniciativa do próprio Butantan, sem relação com preocupações de segurança.

A diferença entre a vacina em teste e a trivalente já usada nas campanhas nacionais está na formulação: a tetravalente inclui duas subvariantes da cepa B do vírus influenza, oferecendo proteção adicional contra variantes emergentes. O ensaio clínico comparará a resposta gerada pelo novo imunizante com a produzida por duas doses da vacina trivalente, buscando demonstrar se a nova formulação representa um avanço real antes de qualquer aprovação para uso em massa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária deu sinal verde, na terça-feira 28 de fevereiro de 2023, para que o Instituto Butantan iniciasse a terceira fase de testes clínicos de sua vacina tetravalente contra a gripe. Trata-se de um marco importante: pela primeira vez, a formulação será testada em seres humanos em larga escala, envolvendo sete mil participantes distribuídos por cinco estados brasileiros.

Esta terceira fase representa o momento em que a segurança, a capacidade de gerar resposta imunológica e a consistência do imunizante são avaliadas diretamente em pessoas. O estudo será conduzido em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará e Pernambuco, com cada participante acompanhado por seis meses após receber o esquema completo de vacinação. O cronograma total previsto é de doze meses, podendo ser estendido conforme necessário.

O caminho até aqui foi longo e marcado por interrupções. A Anvisa havia autorizado os testes inicialmente em setembro de 2019, mas o trabalho foi suspenso quando a pandemia de coronavírus eclodiu. Os pesquisadores retomaram as atividades em maio de 2021, apenas para interromper novamente em março de 2022, antes que o número necessário de participantes fosse alcançado. Na ocasião, o Butantan informou que a decisão partiu de iniciativa própria e não estava relacionada a qualquer preocupação com a segurança da vacina contra influenza.

A vacina tetravalente funciona de forma semelhante à trivalente que o Instituto Butantan já produz e que integra as campanhas nacionais de vacinação do Ministério da Saúde. A diferença crucial está na formulação: enquanto a trivalente protege contra três cepas do vírus da gripe, a tetravalente inclui duas subvariantes da cepa B, oferecendo uma camada adicional de proteção contra novas variantes que possam surgir.

O ensaio clínico aprovado pela Anvisa comparará a resposta imunológica gerada pela vacina tetravalente com a resposta produzida por duas doses da vacina trivalente já em uso. Essa comparação é fundamental para demonstrar se o novo imunizante oferece vantagens reais em relação ao que já existe. Com sete mil participantes em cinco estados diferentes, o estudo terá escala suficiente para gerar dados robustos sobre segurança e eficácia antes de qualquer possível aprovação para uso em massa.

A interrupção se deu por iniciativa própria, sem qualquer motivação relacionada à segurança do imunizante contra a influenza
— Instituto Butantan, em março de 2022
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