Anvisa autoriza estudo clínico com terceira dose da vacina AstraZeneca

Profissionais de saúde já vacinados testam reforço em cinco estados
Dez mil voluntários da área da saúde participarão do ensaio clínico da terceira dose da AstraZeneca.
Mark

Por que a Anvisa escolheu profissionais de saúde para este estudo da terceira dose?

Mimi

Porque eles têm exposição muito maior ao vírus no dia a dia. Se a dose de reforço vai funcionar em alguém, faz sentido testar em quem está constantemente em contato com pacientes infectados.

Luke

Mas isso também significa que os resultados podem não se aplicar bem à população geral, certo? Um profissional de saúde tem perfil de risco diferente.

Mark

O intervalo de 11 a 13 meses parece específico. Como a Anvisa decidiu esse timing?

Mimi

Provavelmente baseado em dados de estudos anteriores sobre durabilidade da imunidade. Eles querem ver se a proteção começou a cair nesse ponto.

Luke

A fonte não explica a lógica por trás desse intervalo específico. Seria bom saber se isso foi consenso internacional ou uma decisão brasileira.

Mark

E quanto aos voluntários que receberem placebo? Eles ficam desprotegidos?

Mimi

Não exatamente. Eles já têm as duas doses iniciais. Depois que o estudo terminar, recebem a terceira dose de verdade.

Luke

Mas durante o estudo, sim, haverá um grupo sem o reforço. A fonte não diz quanto tempo dura o acompanhamento, então não sabemos por quanto tempo essa diferença persiste.

Mark

E esse medicamento chinês, a Proxalutamida? É uma abordagem completamente diferente?

Mimi

Sim. Enquanto a vacina treina o sistema imunológico, esse medicamento parece agir diretamente para reduzir a infecção. É um tratamento, não uma prevenção.

Luke

A fonte diz "reduzir a infecção", mas não especifica o mecanismo ou em que estágio da doença atuaria. Há muita coisa que não sabemos ainda sobre esse fármaco.

  • A dúvida sobre a durabilidade da proteção vacinal pressiona cientistas a investigar se um terceiro reforço da AstraZeneca é necessário e eficaz.
  • Dez mil profissionais de saúde em cinco estados brasileiros serão submetidos ao ensaio, grupo escolhido por estar na linha de frente e sob maior risco de exposição.
  • O desenho simples-cego do estudo garante rigor científico, enquanto a promessa de vacina para o grupo placebo ao final busca equilibrar ética e pesquisa.
  • Simultaneamente, a Proxalutamida, medicamento chinês, entra em fase 3 de testes no Brasil e em mais seis países, ampliando a busca por alternativas terapêuticas além das vacinas.
  • O Brasil posiciona-se como nó central de uma rede internacional de pesquisa, com voluntários em Roraima e São Paulo integrados a ensaios na Alemanha, Argentina, México e Estados Unidos.

Em um momento em que a humanidade ainda busca respostas duradouras contra a covid-19, a Anvisa autorizou, em julho de 2021, dois novos ensaios clínicos que ampliam as fronteiras do conhecimento científico disponível. O primeiro investiga se uma terceira dose da vacina AstraZeneca pode fortalecer a imunidade de profissionais de saúde já vacinados; o segundo explora um medicamento chinês com potencial de reduzir a infecção pelo coronavírus em sete países. São passos cautelosos, mas necessários, na longa jornada coletiva de aprender a conviver — e a vencer — uma doença que ainda reescreve o cotidiano global.

A Anvisa autorizou, na segunda-feira, um ensaio clínico para testar uma terceira dose da vacina AstraZeneca em dez mil profissionais de saúde já imunizados com as duas doses iniciais. Os participantes estão distribuídos entre Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e São Paulo — estados escolhidos pela relevância epidemiológica e pela presença de trabalhadores com alto risco de exposição ao vírus.

O reforço será aplicado entre 11 e 13 meses após a segunda dose. O estudo, de desenho simples-cego, manterá os voluntários sem saber se receberam a vacina ou o placebo, enquanto os pesquisadores terão acesso a essa informação. Quem for alocado no grupo placebo poderá receber a dose real ao término da pesquisa. Os três objetivos centrais do ensaio são avaliar a segurança do reforço, sua eficácia contra a doença e sua capacidade de estimular resposta imunológica adequada.

No mesmo dia, a agência também aprovou um segundo estudo, desta vez focado em tratamento. A Proxalutamida, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Suzhou Kintor Pharmaceuticals, será testada em fase 3 para verificar se reduz a infecção pelo coronavírus. O ensaio é duplo-cego e randomizado — nem voluntários nem pesquisadores saberão quem recebe o medicamento real. No Brasil, participarão 50 pessoas, sendo 12 de Roraima e 38 de São Paulo. O estudo ocorre simultaneamente na Alemanha, Argentina, África do Sul, Ucrânia, México e Estados Unidos, tornando a investigação verdadeiramente global.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária deu sinal verde, na segunda-feira, para um ensaio clínico que vai testar se uma terceira dose da vacina AstraZeneca consegue reforçar a proteção contra a covid-19. Dez mil profissionais de saúde que já receberam as duas doses iniciais da vacina serão os participantes do estudo, distribuídos entre a Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e São Paulo.

O reforço será administrado entre 11 e 13 meses após a aplicação da segunda dose. Os voluntários selecionados trabalham na área da saúde justamente porque enfrentam maior risco de exposição ao vírus. O desenho do estudo é simples-cego, o que significa que apenas os pesquisadores saberão quem recebeu a vacina de verdade e quem recebeu placebo. Aqueles que forem sorteados para o grupo placebo terão a oportunidade de receber a dose de reforço após o término da pesquisa.

O objetivo é avaliar três aspectos fundamentais: a segurança do reforço, sua eficácia em prevenir a doença e sua capacidade de gerar resposta imunológica adequada. Os voluntários já foram imunizados com as duas doses iniciais respeitando um intervalo de quatro semanas entre elas.

No mesmo dia, a Anvisa também autorizou um segundo estudo clínico, desta vez para investigar um medicamento. A Proxalutamida, desenvolvida pela empresa chinesa Suzhou Kintor Pharmaceuticals, será testada em um ensaio de fase 3 para avaliar se consegue reduzir a infecção pelo coronavírus. Este estudo segue um desenho duplo-cego e randomizado, o que significa que nem os participantes nem os pesquisadores saberão quem está recebendo o medicamento real e quem está recebendo placebo.

O ensaio com a Proxalutamida envolverá 50 voluntários no Brasil, sendo 12 de Roraima e 38 de São Paulo. Mas a pesquisa não se limita ao território nacional. Os testes também ocorrerão simultaneamente na Alemanha, Argentina, África do Sul, Ucrânia, México e Estados Unidos, ampliando o escopo da investigação sobre a eficácia do medicamento em diferentes populações e contextos epidemiológicos.

Os voluntários selecionados serão profissionais de saúde, que estão mais expostos à infecção pela covid-19
— Anvisa
Fale Conosco FAQ