Alphabet lucra US$ 112,1 bi no 2º trimestre de 2026 com crescimento de 298%

O negócio que construiu a empresa está crescendo em ritmo mais lento
A receita de publicidade em buscas cresceu 17%, mas ficou abaixo das expectativas do mercado.
Mark

O crescimento de 298% no lucro líquido é extraordinário. Mas como uma empresa já tão grande consegue crescer assim?

Mimi

Boa pergunta. Parte disso vem de um efeito de comparação — o ano passado foi mais fraco. Mas a verdade é que a Google Cloud cresceu 82%, e isso é real. A empresa está capturando demanda por IA e infraestrutura que não existia antes.

Mark

E o negócio de publicidade em buscas? Ficou abaixo das expectativas.

Mimi

Ficou um centavo abaixo, literalmente. Mas é simbólico. O negócio que fez a Alphabet crescer durante duas décadas está desacelerando. Crescimento de 17% é bom, mas não é o que era.

Mark

Isso significa que a IA é o futuro da empresa?

Mimi

É mais nuançado. A IA é onde está o crescimento acelerado agora. Mas a publicidade em buscas ainda gera mais receita em números absolutos. A Alphabet está diversificando porque sabe que não pode depender apenas de anúncios para sempre.

Mark

O Gemini com 950 milhões de usuários — isso é muito?

Mimi

É significativo. Mas é importante lembrar que muitos desses usuários estão experimentando, não necessariamente pagando. A métrica que importa é se a empresa consegue monetizar esses usuários. Os tokens por minuto mostram que há uso real, mas ainda não sabemos se vai virar receita de verdade.

Mark

Qual é o risco aqui?

Mimi

Se a publicidade em buscas continuar desacelerando e a IA não conseguir gerar receita tão robusta quanto a publicidade, a empresa enfrenta um problema. Por enquanto, a Cloud está compensando. Mas isso não pode durar para sempre se o core business encolher.

  • O lucro líquido de US$ 112,1 bilhões representa uma alta de 298% em apenas um ano, um salto que poucos analistas ousaram prever.
  • A Google Cloud cresceu 82% e ultrapassou US$ 24,8 bilhões em receita, tornando-se o motor mais acelerado da empresa e o símbolo mais claro de sua transformação.
  • O Gemini chegou a 950 milhões de usuários mensais e processa 22 bilhões de tokens por minuto, revelando a escala industrial que a IA da Alphabet já atingiu.
  • A publicidade em buscas cresceu 17%, mas ficou US$ 10 milhões abaixo da expectativa do mercado — uma diferença mínima que, ainda assim, acende um alerta sobre a vitalidade do negócio que construiu a empresa.
  • A Alphabet demonstra que consegue monetizar seus investimentos em IA e nuvem sem abandonar o crescimento da publicidade, navegando a transição com resultados que, por ora, convencem o mercado.

No segundo trimestre de 2026, a Alphabet revelou ao mundo uma empresa em metamorfose: o lucro líquido de US$ 112,1 bilhões — quase quatro vezes o registrado um ano antes — não é apenas um recorde financeiro, mas um sinal de que a inteligência artificial deixou de ser promessa e tornou-se o novo alicerce de um dos maiores impérios tecnológicos da história. A nuvem e o Gemini avançam com força enquanto a publicidade em buscas, fundação original da empresa, cresce em ritmo mais contido, sugerindo que a Alphabet está, silenciosamente, reinventando a si mesma.

A Alphabet encerrou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 112,1 bilhões — alta de 298% em relação aos US$ 28,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O ganho por ação saltou de US$ 2,31 para US$ 9,11, e a receita total chegou a US$ 119,8 bilhões, crescimento de 24% na comparação anual. O lucro operacional avançou 34%, atingindo US$ 40,8 bilhões.

O grande protagonista dos resultados é a Google Cloud, que cresceu 82% em receita, passando de US$ 13,6 bilhões para US$ 24,8 bilhões. A demanda por infraestrutura de computação e por soluções de inteligência artificial corporativa está acelerando esse segmento de forma notável, e é nele que a Alphabet concentra suas apostas de longo prazo.

A inteligência artificial permeia os números de ponta a ponta. O Gemini alcançou 950 milhões de usuários mensais, e a infraestrutura da empresa processa 22 bilhões de tokens por minuto — uma medida concreta da escala em que a plataforma de IA já opera.

Nem tudo avança no mesmo ritmo, porém. A receita de publicidade em buscas cresceu 17%, chegando a US$ 63,27 bilhões, mas ficou marginalmente abaixo da projeção de mercado de US$ 63,28 bilhões. A diferença é simbólica mais do que material: o negócio que ergueu a empresa segue crescendo, mas em compasso mais lento. O YouTube também expandiu sua receita publicitária em 13%, de US$ 9,8 bilhões para US$ 11,055 bilhões.

O retrato que emerge é o de uma empresa em transição bem-sucedida — ao menos por enquanto. A Alphabet está monetizando seus investimentos em IA e nuvem enquanto mantém o crescimento de seu núcleo histórico, sinalizando que a reinvenção em curso está, por ora, funcionando.

A Alphabet encerrou o segundo trimestre de 2026 com números que refletem uma empresa em transformação. O lucro líquido chegou a US$ 112,1 bilhões, um salto de 298% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a controladora do Google havia registrado US$ 28,2 bilhões. Por ação, o ganho subiu de US$ 2,31 para US$ 9,11. A receita total do trimestre, que vai de abril a junho, alcançou US$ 119,8 bilhões, representando um crescimento de 24% ante o segundo trimestre de 2025.

O lucro operacional também avançou significativamente, chegando a US$ 40,8 bilhões, uma alta de 34% comparada aos US$ 31,3 bilhões do mesmo período do ano passado. Esses números revelam uma empresa cujos negócios estão se expandindo em múltiplas frentes, embora nem todas avancem no mesmo ritmo.

O grande destaque dos resultados é a Google Cloud, o segmento de computação em nuvem da empresa. A divisão cresceu 82% em receita, passando de US$ 13,6 bilhões para US$ 24,8 bilhões. Esse crescimento acelerado é impulsionado pela demanda crescente por infraestrutura de computação e por soluções de inteligência artificial voltadas para empresas. É neste segmento que a Alphabet está apostando seu futuro, e os números mostram que a aposta está funcionando.

O negócio tradicional de publicidade em buscas, porém, mostra sinais de desaceleração relativa. A receita de anúncios na ferramenta de pesquisa cresceu US$ 9,08 bilhões, chegando a US$ 63,27 bilhões, uma alta de 17%. O número, contudo, ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava US$ 63,28 bilhões. É uma diferença mínima, mas simbólica: o core business que construiu a empresa está crescendo, mas em ritmo mais lento do que o esperado. O YouTube, por sua vez, viu sua receita de anúncios crescer 13%, passando de US$ 9,8 bilhões para US$ 11,055 bilhões.

A inteligência artificial é o outro grande protagonista dos resultados. O Gemini, o modelo de IA da Alphabet, atingiu 950 milhões de usuários mensais. A infraestrutura de computação da empresa está processando 22 bilhões de tokens por minuto — uma medida de quanto dado está sendo calculado para atender às demandas dos usuários. Esse volume de processamento ilustra a escala em que a empresa está operando sua plataforma de IA.

Os resultados pintam um quadro de uma empresa que está conseguindo monetizar seus investimentos em inteligência artificial e computação em nuvem, enquanto seu negócio histórico de publicidade em buscas segue crescendo, mas de forma menos explosiva. A Alphabet está em transição, e os números do segundo trimestre sugerem que essa transição está acontecendo com sucesso — pelo menos por enquanto.

A receita de anúncios na ferramenta de pesquisa cresceu US$ 9,08 bilhões, chegando a US$ 63,27 bilhões, uma alta de 17%
— Resultados financeiros da Alphabet
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