Alphabet lucra US$ 112 bi no 2º tri com Google Cloud acelerando 82%

O Gemini processa 22 bilhões de tokens por minuto
Sundar Pichai destaca a escala operacional alcançada pelo modelo de IA generativa da Alphabet.
Mark

Como uma empresa já tão grande consegue crescer 82% em uma divisão inteira?

Mimi

O Google Cloud estava partindo de uma base menor que o negócio de publicidade. Mas o que realmente importa é que a demanda por IA corporativa explodiu. Empresas estão migrando para a nuvem e pagando por infraestrutura de IA — é um mercado novo que está se abrindo.

Mark

Esses números de usuários do Gemini — 950 milhões — parecem inflados. Como você mede um usuário ativo mensal de um modelo de IA?

Mimi

É uma métrica que inclui qualquer pessoa que usa o aplicativo Gemini em um mês. Pode ser alguém que usa uma vez ou cem vezes. O número é real, mas é verdade que é mais amplo do que parece à primeira vista.

Mark

A ação caiu no after hours. Isso não é estranho para resultados tão bons?

Mimi

Não necessariamente. O mercado já sabia que a Alphabet estava crescendo. Esses números confirmam o que já era esperado. Além disso, investidores podem estar se perguntando se esse crescimento é sustentável ou se é um pico impulsionado por hype de IA.

Mark

O que muda para a Alphabet a partir daqui?

Mimi

Tudo depende de conseguir manter esse ritmo. O Google Cloud precisa continuar ganhando clientes corporativos. E a empresa precisa mostrar que a IA não é apenas um custo de infraestrutura, mas que gera lucro real. Esse é o próximo teste.

  • O lucro de US$ 9,11 por ação pulverizou a estimativa de US$ 2,88 dos analistas — uma diferença de 315% que raramente se vê em empresas da magnitude da Alphabet.
  • O Google Cloud cresceu 82% em um único trimestre, sinalizando que a corrida por infraestrutura de IA corporativa já tem um líder se consolidando.
  • O Gemini atingiu 950 milhões de usuários ativos mensais e processa 22 bilhões de tokens por minuto, tornando a escala operacional da Alphabet difícil de ser replicada por concorrentes.
  • Apesar dos resultados históricos, a ação caiu 0,25% no after hours — indício de que o mercado já havia antecipado parte do desempenho e agora observa se o ritmo é sustentável.

No segundo trimestre de 2026, a Alphabet revelou ao mundo a dimensão de uma transformação silenciosa: a inteligência artificial deixou de ser promessa e tornou-se alicerce econômico. Com lucro líquido de US$ 112,1 bilhões e o Google Cloud crescendo 82%, a empresa não apenas superou projeções — ela redefiniu o que significa escala no mercado de tecnologia. O momento levanta uma questão mais ampla sobre até onde pode chegar uma infraestrutura digital que já processa 22 bilhões de tokens por minuto para quase um bilhão de usuários.

A Alphabet fechou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 112,1 bilhões — US$ 9,11 por ação —, deixando muito para trás a projeção de US$ 2,88 dos analistas da FactSet. Um ano antes, no mesmo período, a empresa havia lucrado US$ 28,19 bilhões. O salto é expressivo o suficiente para redefinir parâmetros de comparação no setor.

A receita total chegou a US$ 119,2 bilhões, crescimento de 24% na comparação anual. O destaque absoluto foi o Google Cloud, cuja receita avançou 82%, atingindo US$ 24,8 bilhões — impulsionada pela demanda por soluções de IA corporativa e infraestrutura de plataforma. O movimento confirma uma mudança estrutural: a inteligência artificial deixou de ser experimento para se tornar infraestrutura crítica de negócios.

Sundar Pichai descreveu o momento como empolgante. O Gemini, modelo generativo da empresa, processa 22 bilhões de tokens de API por minuto e já conta com 950 milhões de usuários ativos mensais. O YouTube também apareceu nos destaques: mais de 1,7 bilhão de espectadores únicos assistiram a conteúdos da Copa do Mundo FIFA 2026 na plataforma, reforçando seu papel como destino global para grandes eventos.

No mercado financeiro, a reação foi discreta — queda de 0,25% no after hours em Nova York. Um sinal de que os investidores, mais do que celebrar o passado, estão atentos à pergunta que vem a seguir: a Alphabet consegue sustentar esse ritmo?

A Alphabet encerrou o segundo trimestre de 2026 com números que deixaram as projeções do mercado para trás. O lucro líquido chegou a US$ 112,1 bilhões, ou US$ 9,11 por ação — uma cifra que superou em muito a expectativa de US$ 2,88 por ação que analistas da FactSet haviam estimado. Para colocar em perspectiva: um ano antes, no mesmo período de 2025, a empresa havia lucrado US$ 28,19 bilhões, ou US$ 2,31 por ação. O crescimento é vertiginoso.

A receita total do trimestre atingiu US$ 119,2 bilhões, avançando 24% em relação ao período anterior. Mas o número que mais chamou atenção foi o desempenho do Google Cloud, a divisão que a empresa vem apostando como motor de crescimento futuro. A receita dessa unidade cresceu 82%, alcançando US$ 24,8 bilhões. Esse salto foi alimentado principalmente pela demanda por soluções de inteligência artificial corporativa e infraestrutura de IA — exatamente o segmento que toda a indústria de tecnologia está disputando com unhas e dentes.

O Google Cloud Platform, a plataforma central da divisão, viu seus serviços principais também acelerarem, reforçando a tese de que empresas estão dispostas a investir pesadamente em ferramentas de IA. Esse movimento reflete uma mudança estrutural no mercado: a inteligência artificial deixou de ser um experimento e virou infraestrutura crítica para negócios.

Sundar Pichai, que comanda tanto o Google quanto a Alphabet, descreveu o momento como empolgante. Segundo ele, os recursos de IA populares da empresa estão impulsionando o crescimento nas buscas. O Gemini, o modelo de IA generativa da Alphabet, processa agora 22 bilhões de tokens de API por minuto — um número que ilustra a escala operacional alcançada. O aplicativo Gemini, por sua vez, atingiu 950 milhões de usuários ativos mensais, consolidando a posição da empresa no mercado de IA generativa.

Pichai também destacou o YouTube como um fenômeno contínuo de engajamento. Durante a Copa do Mundo da FIFA 2026, mais de 1,7 bilhão de espectadores únicos assistiram a vídeos relacionados ao torneio na plataforma. Esse tipo de dado revela não apenas o alcance do YouTube, mas também sua relevância como destino para eventos globais em tempo real.

No mercado, a reação foi contida. Às 17h30 de Brasília, no after hours em Nova York, a ação da Alphabet caía 0,25%. Uma queda mínima diante de resultados que superaram expectativas de forma tão expressiva sugere que o mercado já havia precificado boa parte dessa performance — ou que investidores estão esperando para ver se a empresa consegue sustentar esse ritmo de crescimento nos trimestres seguintes.

Estamos vivenciando um momento empolgante em todas as áreas. Nossos populares recursos de IA estão impulsionando o crescimento das consultas de busca.
— Sundar Pichai, CEO da Google e Alphabet
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