Em setembro, os Correios e a AliExpress assinaram um memorando de entendimentos na sede do Alibaba Group em Hangzhou, renovando uma parceria que busca encurtar a distância — em tempo e em confiança — entre o consumidor brasileiro e o comércio eletrônico global. O acordo mira os períodos de maior pressão logística, como a Black Friday e o festival do 11 de novembro, quando milhões de encomendas convergem simultaneamente para um sistema que historicamente não dá conta. Para os Correios, trata-se de um passo dentro de um projeto maior: reafirmar sua relevância num setor cada vez mais disputado, p
AliExpress e Correios renovam parceria para acelerar entregas em períodos de pico
Logística robusta que conecta o Brasil ao e-commerce global
Por que os Correios precisam de um acordo específico com a AliExpress? Eles não já entregam pacotes de lá?
Entregam, mas sem coordenação formal. O novo memorando estabelece metas conjuntas — reduzir prazos, aumentar capacidade, melhorar rastreamento. É a diferença entre uma relação transacional e uma parceria planejada.
Mas o anúncio não diz quanto vai melhorar. "Reduzir prazos" pode significar uma semana a menos ou um dia a menos. Sem números, é difícil saber se isso é substancial.
E por que setembro? Por que assinar em Hangzhou?
Provavelmente porque foi quando os executivos conseguiram se encontrar. Assinar na sede do Alibaba Group é também um sinal de que o acordo é importante para ambos — não é algo feito por videoconferência.
Verdade, mas também pode ser apenas logística. Não sabemos se houve negociações antes ou se foi uma reunião rápida.
Os Correios estão realmente preparados para o volume que vem?
Segundo o presidente deles, sim. Ele fala de uma "logística robusta e integrada". Mas essa é a posição oficial — é o que ele precisa dizer.
Exatamente. Não há dados públicos sobre quantos pacotes os Correios processaram no pico do ano passado, ou quantos perderam, ou qual é a capacidade real. A declaração é confiante, mas não verificável no anúncio.
Isso muda algo para quem compra na AliExpress?
Potencialmente sim. Se os prazos caem e o rastreamento melhora, a experiência fica menos frustrante. Menos pacotes desaparecendo no limbo.
Mas isso só acontece se o acordo realmente resultar em mudanças operacionais. Memorandos de entendimento são intenções, não garantias. Vamos ver se em novembro as coisas funcionam diferente.
Le Pouls
- A cada Black Friday e festival do 11 de novembro, os Correios enfrentam um colapso silencioso: prazos que se estendem por semanas e rastreamentos que somem quando o pacote deixa a China.
- A renovação do acordo com a AliExpress é uma resposta direta a esse gargalo, com metas de reduzir prazos, ampliar a capacidade de processamento e tornar o rastreamento mais transparente para o consumidor.
- O memorando foi assinado em Hangzhou, na sede do Alibaba Group, sinalizando que a negociação aconteceu no mais alto nível institucional entre as duas empresas.
- O presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, afirmou que a estatal está preparada para o aumento de volume esperado no fim do ano, descrevendo a logística da empresa como robusta e integrada.
- Apesar do anúncio, o memorando não revela números concretos — nem pacotes adicionais, nem redução exata de prazos, nem investimentos em infraestrutura —, deixando a eficácia real do acordo ainda por ser comprovada.
Em setembro, os Correios e a AliExpress assinaram um memorando de entendimentos na sede do Alibaba Group em Hangzhou, renovando uma parceria que busca encurtar a distância — em tempo e em confiança — entre o consumidor brasileiro e o comércio eletrônico global. O acordo mira os períodos de maior pressão logística, como a Black Friday e o festival do 11 de novembro, quando milhões de encomendas convergem simultaneamente para um sistema que historicamente não dá conta. Para os Correios, trata-se de um passo dentro de um projeto maior: reafirmar sua relevância num setor cada vez mais disputado, posicionando a estatal como ponte confiável entre o Brasil e o mundo.
Em setembro, os Correios e a AliExpress formalizaram um novo capítulo de sua parceria ao assinar um memorando de entendimentos na sede do Alibaba Group, em Hangzhou, na China. O documento estabelece metas concretas: reduzir o tempo de entrega de pedidos internacionais, ampliar a capacidade de processamento simultâneo de pacotes e tornar o rastreamento mais claro para quem aguarda uma encomenda do outro lado do mundo.
O momento escolhido não é coincidência. O acordo foi desenhado com os olhos voltados para os períodos de maior pressão do e-commerce — a Black Friday de novembro e o festival de compras do 11 de novembro, datas em que a AliExpress concentra suas maiores promoções e os Correios historicamente enfrentam seus maiores gargalos, com prazos se estendendo semanas além do previsto.
Para os Correios, a parceria vai além de um contrato comercial. Ela integra o Plano de Reestruturação da estatal, que busca posicioná-la como intermediária confiável entre o Brasil e o comércio eletrônico global. O presidente Emmanuel Rondon enquadrou o acordo como um reconhecimento da capacidade operacional da empresa diante de um mercado em expansão contínua.
O que está em jogo, no fundo, é a experiência do consumidor brasileiro: menos frustração com entregas demoradas, mais confiança para comprar do exterior. Para a AliExpress, isso se traduz em mais vendas; para os Correios, em relevância num setor cada vez mais disputado por operadores privados. O memorando, porém, não detalha números — volumes adicionais, reduções de prazo ou investimentos em infraestrutura ficaram de fora do anúncio, deixando os resultados concretos para serem avaliados nas próximas temporadas de pico.
Os Correios e a AliExpress selaram um novo acordo em setembro, na sede do Alibaba Group em Hangzhou, na China, reforçando uma parceria que já vinha funcionando para entregar produtos chineses aos consumidores brasileiros. Desta vez, as duas empresas assinaram um memorando de entendimentos com metas claras: reduzir o tempo que leva um pedido do outro lado do mundo até a porta de uma casa no Brasil, ampliar quantos pacotes conseguem processar simultaneamente e deixar o rastreamento mais transparente para quem está esperando.
O timing não é casual. O acordo chega com os olhos postos nos períodos em que o comércio eletrônico explode — a Black Friday em novembro e o festival de compras do 11 de novembro, quando a plataforma chinesa concentra suas maiores promoções do ano. São datas em que os Correios historicamente enfrentam gargalos, com milhões de encomendas chegando simultaneamente e prazos se estendendo semanas além do previsto.
Para os Correios, esse tipo de parceria internacional representa mais do que um contrato comercial. Faz parte do Plano de Reestruturação da empresa, uma estratégia mais ampla de se posicionar como intermediária confiável entre o Brasil e o comércio eletrônico global. Emmanuel Rondon, presidente dos Correios, enquadrou o acordo como reconhecimento da capacidade operacional da estatal para lidar com um mercado que não para de crescer. Ele afirmou que a empresa está preparada para o aumento de volume esperado no final do ano, com uma logística que ele descreve como robusta e integrada.
O que está em jogo é a experiência do consumidor brasileiro. Quando alguém compra algo na AliExpress por dez reais, a entrega costuma ser o ponto crítico — pode levar semanas, às vezes meses, e o rastreamento frequentemente desaparece quando o pacote sai da China. Melhorar isso significa menos frustração, menos reclamações, e potencialmente mais confiança em comprar do exterior. Para a AliExpress, significa mais vendas. Para os Correios, significa relevância em um setor que está sendo cada vez mais disputado por empresas de logística privadas.
O memorando não detalha números específicos — quantos pacotes adicionais serão processados, quanto os prazos vão diminuir, ou quanto será investido em infraestrutura. Esses detalhes costumam ficar de fora de anúncios como este. O que se sabe é que ambas as empresas reconhecem que o status quo não é sustentável, especialmente durante os picos de demanda. A renovação da parceria sugere que o modelo anterior funcionou bem o suficiente para justificar um aprofundamento, mas também que há espaço para melhorias significativas.
Citations marquantes
Estamos preparados para o aumento do volume de encomendas previsto para o fim do ano, com uma logística robusta e integrada, que conecta o Brasil ao e-commerce global e garante mais agilidade aos consumidores— Emmanuel Rondon, presidente dos Correios