Em um país onde o ritmo do trabalho molda a vida de milhões, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, escolheu os dias imediatamente após as eleições municipais para colocar em votação a PEC que extinguiria a escala 6x1. A decisão, marcada para três sessões semipresenciais entre 6 e 8 de outubro no Senado Federal, revela tanto a urgência política do tema quanto a cautela de quem sabe que aprovar mudanças constitucionais exige mais do que vontade — exige votos contados com precisão.
Alcolumbre agenda votação do fim da escala 6x1 para terça no Senado
Tema de ampla relevância será debatido com responsabilidade e equilíbrio
Por que Alcolumbre adiou a votação em setembro se ela já tinha passado pela comissão?
Porque o governo não tinha votos suficientes garantidos. Randolfe Rodrigues foi bem claro sobre isso — a base não tinha certeza de aprovação.
Mas a gente não sabe exatamente quantos votos faltavam, certo? É uma estimativa do líder do governo.
E agora, dois dias depois das eleições, ele acha que tem os votos?
Aparentemente sim, ou pelo menos acredita que consegue convencer mais senadores. Eleições municipais podem mudar dinâmicas políticas.
Ou pode ser que ele simplesmente esteja apostando que consegue. A fonte não diz que houve uma contagem de votos entre setembro e agora.
Quatro senadores já disseram que votam contra. Isso é significativo?
Em um Senado com 81 membros, quatro votos contrários não são maioria, mas mostram que há resistência até dentro de partidos que apoiam o governo.
Verdade, mas a gente não sabe quantos outros podem estar indecisos ou contrários. A votação simbólica em setembro não revelou isso.
Por que fazer em três dias diferentes?
Sessões semipresenciais permitem que mais senadores participem, mesmo que remotamente. Três dias dá mais tempo para debate e negociação.
Ou é uma estratégia para dar tempo de convencer senadores indecisos entre uma sessão e outra.
The Pulse
- A votação foi adiada anteriormente porque o governo não tinha certeza de que venceria — e essa incerteza ainda paira sobre o plenário do Senado.
- A CCJ aprovou o relatório em setembro, mas quatro senadores da oposição fizeram questão de registrar formalmente seus votos contrários, sinalizando resistência organizada.
- Trinta e seis emendas da oposição foram rejeitadas em bloco, sem nenhuma alteração ao texto original, o que acirrou o clima entre os lados.
- O formato semipresencial ao longo de três dias consecutivos é uma aposta para garantir quórum e viabilizar a aprovação sem expor fragilidades da base governista.
- O resultado será um termômetro real do poder de Alcolumbre e da coesão do governo no Senado em um momento politicamente delicado.
Em um país onde o ritmo do trabalho molda a vida de milhões, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, escolheu os dias imediatamente após as eleições municipais para colocar em votação a PEC que extinguiria a escala 6x1. A decisão, marcada para três sessões semipresenciais entre 6 e 8 de outubro no Senado Federal, revela tanto a urgência política do tema quanto a cautela de quem sabe que aprovar mudanças constitucionais exige mais do que vontade — exige votos contados com precisão.
Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, agendou para terça-feira, 6 de outubro, o início da votação no Senado sobre a PEC que extinguiria a escala de trabalho 6x1. O debate ocorrerá em três sessões semipresenciais, encerrando-se na quinta-feira, 8 de outubro — apenas dois dias após o primeiro turno das eleições municipais. Em nota, Alcolumbre prometeu conduzir o tema com responsabilidade e respeito às diferentes visões.
A proposta já havia superado uma etapa relevante: a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o relatório em 2 de setembro, em votação simbólica. Mesmo assim, quatro senadores — Rogério Marinho, Jaime Bagattoli, Hamilton Mourão e Tereza Cristina — pediram registro formal de seus votos contrários. As 36 emendas apresentadas pela oposição foram todas rejeitadas, sem qualquer modificação ao texto.
A votação em plenário não aconteceu no mesmo dia da CCJ porque a base governista não tinha garantia de aprovação. Foi o próprio Alcolumbre quem freou a votação imediata, segundo o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues. Agora, com data marcada e formato que facilita a participação dos senadores, o governo tenta transformar em realidade constitucional uma mudança que afetaria diretamente as condições de trabalho de milhões de brasileiros — e que será, acima de tudo, um teste de força política.
Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, marcou para terça-feira, 6 de outubro, o início da votação no Senado Federal sobre a proposta de emenda à Constituição que extinguiria a escala de trabalho 6x1. A data situa-se apenas dois dias após o primeiro turno das eleições municipais, e o debate está programado para ocorrer em três sessões semipresenciais que se estenderão até quinta-feira, 8 de outubro. Em comunicado oficial, Alcolumbre afirmou que o tema, de grande importância para a sociedade brasileira, seria debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas.
O caminho até este momento já havia passado por uma etapa importante. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o relatório da PEC em 2 de setembro, através de votação simbólica na qual os votos não são registrados nominalmente. Ainda assim, quatro senadores solicitaram que seus votos contrários ficassem documentados: Rogério Marinho, do PL de Rio Grande do Norte; Jaime Bagattoli, do PL de Rondônia; Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul; e Tereza Cristina, do PP do Mato Grosso do Sul.
Durante a discussão na comissão, parlamentares da oposição apresentaram 36 emendas buscando modificar o texto da proposta. Todas foram rejeitadas pelo relator, sem que nenhuma alteração fosse incorporada ao projeto. A expectativa inicial era que a votação ocorresse no plenário no mesmo dia da aprovação na CCJ, mas isso não aconteceu. Randolfe Rodrigues, senador do PT do Amapá e líder do governo na Casa, explicou que a base governista não tinha garantia de que a matéria seria aprovada naquele momento. Segundo ele, foi o próprio Alcolumbre quem questionou a votação imediata, levando à decisão de adiar o debate para uma data posterior.
Agora, com a votação agendada para a próxima semana, o governo retoma o esforço de aprovar uma mudança constitucional que afetaria diretamente as condições de trabalho de milhões de brasileiros. A escolha de realizar o debate em sessões semipresenciais ao longo de três dias consecutivos sugere uma tentativa de permitir maior participação dos senadores, ainda que alguns possam acompanhar remotamente. O resultado desta votação será um teste da força da base governista no Senado e da capacidade de Alcolumbre em conduzir uma matéria de grande relevância política e social.
Notable Quotes
O tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas— Davi Alcolumbre, presidente do Congresso
A base governista não tinha garantia de aprovação da matéria no momento da votação em comissão— Randolfe Rodrigues, líder do governo no Senado