Na encruzilhada entre guerra civil e rivalidade regional, os houthis voltaram a atingir o coração da Arábia Saudita, lançando um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na manhã de 9 de outubro. O ataque — parte de uma série que também alcançou o aeroporto de Abha — deixou três mortos, dezenas de feridos e um avião em chamas, revelando a fragilidade da trégua que desde 2022 continha um dos conflitos mais devastadores do mundo. O silêncio de Riade diante das reivindicações houthis carrega, por si só, o peso de uma resposta ainda por vir.
Aeroporto de Riade suspende voos após ataque dos houthis com míssil balístico
Quase 200 mil pessoas deslocadas desde setembro
Por que os houthis atacam especificamente aeroportos? Qual é o objetivo militar ou político?
Eles atacam infraestrutura crítica para pressionar a Arábia Saudita a parar de apoiar o governo iemenita. Os aeroportos são alvos de alto valor porque afetam a economia e a mobilidade do país.
Mas a fonte não detalha se há um objetivo estratégico declarado além da retaliação geral. Sabemos que eles ameaçaram essas instalações, mas não sabemos se há uma demanda específica ou se é apenas pressão contínua.
A trégua de 2022 durou apenas quatro anos. O que a quebrou desta vez?
A fonte não explica exatamente o que levou ao colapso, apenas que os combates se intensificaram novamente em setembro. Pode haver fatores políticos ou militares que não estão documentados aqui.
Isso é um ponto fraco da reportagem. Sabemos que a guerra recomeçou, mas não sabemos por quê. É importante porque muda como entendemos se isso é escalada previsível ou ruptura inesperada.
Trezentas mil pessoas morreram na guerra anterior. Estamos vendo números assim agora?
Ainda não. Os números atuais são muito menores — três mortos nos aeroportos, quase 200 mil deslocados desde setembro. Mas a especialista do Chatham House prevê uma resposta mais agressiva da Arábia Saudita, o que poderia mudar isso.
A comparação é importante, mas cuidado: aqueles números de 2015 a 2022 incluem violência, fome e doença. Os números atuais são principalmente deslocamento. Não são comparáveis diretamente.
Os houthis têm capacidade real de derrotar a Arábia Saudita?
A história sugere que não. Mesmo com uma intervenção saudita de sete anos, os houthis não foram derrotados. Mas também não venceram. Eles continuam operando e atacando.
A fonte não aborda a capacidade militar relativa. Sabemos que os houthis têm mísseis e drones, e que a Arábia Saudita tem defesa aérea. Mas não sabemos quem está ganhando ou se há um cenário de vitória claro para qualquer um dos lados.
Il Polso
- Um míssil balístico atingiu o principal aeroporto da capital saudita, colocando fogo em uma aeronave e forçando a suspensão imediata de todos os voos no país.
- Em menos de uma semana, dois aeroportos sauditas foram atacados, somando três mortos e 36 feridos — um rastro humano que aprofunda a crise humanitária já em curso.
- Os houthis, apoiados pelo Irã, escalaram suas ameaças para além dos aeroportos, mirando instalações de energia e infraestruturas críticas como próximos alvos possíveis.
- A trégua de 2022 ruiu: quase 200 mil iemenitas foram deslocados desde setembro, enquanto os combates se intensificam em múltiplas frentes, incluindo Aden.
- Especialistas alertam que a Arábia Saudita deve responder com força crescente, enquanto o governo saudita permanece em silêncio público — um silêncio que pode preceder uma escalada ainda maior.
Na encruzilhada entre guerra civil e rivalidade regional, os houthis voltaram a atingir o coração da Arábia Saudita, lançando um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na manhã de 9 de outubro. O ataque — parte de uma série que também alcançou o aeroporto de Abha — deixou três mortos, dezenas de feridos e um avião em chamas, revelando a fragilidade da trégua que desde 2022 continha um dos conflitos mais devastadores do mundo. O silêncio de Riade diante das reivindicações houthis carrega, por si só, o peso de uma resposta ainda por vir.
Na manhã de 9 de outubro, os houthis reivindicaram o lançamento de um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. O projétil atingiu o pátio de estacionamento e deixou uma aeronave da Saudia em chamas. Em resposta, a autoridade de aviação civil saudita suspendeu os voos para a capital, com a Cirium estimando ao menos 31 cancelamentos apenas naquela sexta-feira em todo o país.
O ataque a Riade não foi isolado. Nos dias anteriores, os houthis também atingiram o Aeroporto Internacional de Abha, no sul do país. O saldo combinado dos dois ataques chegou a três mortos e 36 feridos: duas mulheres morreram em Abha, e um homem sudanês perdeu a vida em Riade. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, confirmou o uso de mísseis e drones em ambas as operações, justificando as ações pelo apoio saudita ao governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Este ciclo de violência marca o colapso de uma trégua que havia contido os combates desde 2022. A guerra no Iêmen, iniciada com a intervenção saudita em 2015, já custou centenas de milhares de vidas. Desde setembro, com a retomada dos confrontos, quase 200 mil pessoas foram deslocadas, segundo agência da ONU. Farea Al-Muslimi, do Chatham House, avalia que Riade deve reagir de forma ainda mais agressiva — enquanto o governo saudita, por ora, guarda silêncio diante das câmeras e do mundo.
Na manhã de sexta-feira, 9 de outubro, os houthis reivindicaram ter lançado um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita. O ataque deixou um avião da companhia Saudia em chamas no pátio de estacionamento, com danos graves à aeronave. A autoridade de aviação civil saudita respondeu suspendendo todos os voos para a capital, uma medida que se estenderia por toda a infraestrutura aérea do país nos dias seguintes.
O ataque faz parte de uma escalada mais ampla. Nos últimos dias, os houthis também atingiram o Aeroporto Internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita. Os dois ataques deixaram um saldo de três mortos e 36 feridos. No aeroporto de Abha, duas mulheres morreram e 28 pessoas ficaram feridas. Em Riade, um homem sudanês foi morto e oito pessoas ficaram feridas, segundo informações do governo saudita. A Cirium, empresa de análise de tráfego aéreo, prevê que apenas nesta sexta-feira haverá 31 cancelamentos de voos em aeroportos de toda a Arábia Saudita, embora não tenha especificado quantos desses seriam apenas em Riade.
Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, confirmou que o grupo atacou ambos os aeroportos utilizando mísseis ou drones. O grupo, apoiado pelo Irã, justifica suas operações pela posição da Arábia Saudita na guerra civil iemenita. Os houthis se opõem ao governo do Iêmen reconhecido internacionalmente, que conta com o apoio militar e político de Riade. Além dos aeroportos, o grupo também ameaçou atingir instalações de energia, companhias aéreas e outras infraestruturas críticas sauditas.
Este ressurgimento da violência marca o fim de uma trégua frágil que havia durado desde 2022. A Arábia Saudita e os houthis voltaram a combater abertamente após anos de relativa contenção. Hoje, os houthis dispararam mísseis e drones contra um aeroporto em Aden, cidade controlada pelo governo iemenita no sul do país. Um porta-voz da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um míssil ao norte da capital saudita.
O conflito entre Riade e os houthis tem raízes profundas. Em 2015, a Arábia Saudita liderou uma intervenção militar no Iêmen que se transformou em um conflito prolongado, causando a morte de centenas de milhares de pessoas por violência, fome e doenças, sem conseguir derrotar o grupo. A trégua de 2022 havia reduzido significativamente os combates, mas a retomada recente da guerra já produziu consequências humanitárias graves.
Uma agência da ONU informou que quase 200 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen desde o início de setembro, quando os combates se intensificaram novamente. Farea Al-Muslimi, especialista em Iêmen do Chatham House, instituto de pesquisa sediado em Londres, avaliou a situação após os ataques mais recentes: acredita que a Arábia Saudita reagirá de forma ainda mais agressiva do que tem feito até agora. O governo saudita ainda não comentou publicamente a reivindicação dos houthis sobre o ataque de sexta-feira, mantendo silêncio enquanto a comunidade internacional acompanha a escalada.
Citazioni salienti
Acredito que veremos os sauditas reagirem de forma ainda mais agressiva do que têm feito— Farea Al-Muslimi, especialista em Iêmen do Chatham House