Aeroporto de Riade suspende voos após ataque dos houthis com míssil balístico

Três pessoas mortas e 36 feridas em ataques aos aeroportos de Riade e Abha; quase 200 mil deslocados no Iêmen desde setembro.
Quase 200 mil pessoas deslocadas desde setembro
A retomada da guerra no Iêmen já produz consequências humanitárias graves, segundo agência da ONU.
Mark

Por que os houthis atacam especificamente aeroportos? Qual é o objetivo militar ou político?

Mimi

Eles atacam infraestrutura crítica para pressionar a Arábia Saudita a parar de apoiar o governo iemenita. Os aeroportos são alvos de alto valor porque afetam a economia e a mobilidade do país.

Luke

Mas a fonte não detalha se há um objetivo estratégico declarado além da retaliação geral. Sabemos que eles ameaçaram essas instalações, mas não sabemos se há uma demanda específica ou se é apenas pressão contínua.

Mark

A trégua de 2022 durou apenas quatro anos. O que a quebrou desta vez?

Mimi

A fonte não explica exatamente o que levou ao colapso, apenas que os combates se intensificaram novamente em setembro. Pode haver fatores políticos ou militares que não estão documentados aqui.

Luke

Isso é um ponto fraco da reportagem. Sabemos que a guerra recomeçou, mas não sabemos por quê. É importante porque muda como entendemos se isso é escalada previsível ou ruptura inesperada.

Mark

Trezentas mil pessoas morreram na guerra anterior. Estamos vendo números assim agora?

Mimi

Ainda não. Os números atuais são muito menores — três mortos nos aeroportos, quase 200 mil deslocados desde setembro. Mas a especialista do Chatham House prevê uma resposta mais agressiva da Arábia Saudita, o que poderia mudar isso.

Luke

A comparação é importante, mas cuidado: aqueles números de 2015 a 2022 incluem violência, fome e doença. Os números atuais são principalmente deslocamento. Não são comparáveis diretamente.

Mark

Os houthis têm capacidade real de derrotar a Arábia Saudita?

Mimi

A história sugere que não. Mesmo com uma intervenção saudita de sete anos, os houthis não foram derrotados. Mas também não venceram. Eles continuam operando e atacando.

Luke

A fonte não aborda a capacidade militar relativa. Sabemos que os houthis têm mísseis e drones, e que a Arábia Saudita tem defesa aérea. Mas não sabemos quem está ganhando ou se há um cenário de vitória claro para qualquer um dos lados.

  • Um míssil balístico atingiu o principal aeroporto da capital saudita, colocando fogo em uma aeronave e forçando a suspensão imediata de todos os voos no país.
  • Em menos de uma semana, dois aeroportos sauditas foram atacados, somando três mortos e 36 feridos — um rastro humano que aprofunda a crise humanitária já em curso.
  • Os houthis, apoiados pelo Irã, escalaram suas ameaças para além dos aeroportos, mirando instalações de energia e infraestruturas críticas como próximos alvos possíveis.
  • A trégua de 2022 ruiu: quase 200 mil iemenitas foram deslocados desde setembro, enquanto os combates se intensificam em múltiplas frentes, incluindo Aden.
  • Especialistas alertam que a Arábia Saudita deve responder com força crescente, enquanto o governo saudita permanece em silêncio público — um silêncio que pode preceder uma escalada ainda maior.

Na encruzilhada entre guerra civil e rivalidade regional, os houthis voltaram a atingir o coração da Arábia Saudita, lançando um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na manhã de 9 de outubro. O ataque — parte de uma série que também alcançou o aeroporto de Abha — deixou três mortos, dezenas de feridos e um avião em chamas, revelando a fragilidade da trégua que desde 2022 continha um dos conflitos mais devastadores do mundo. O silêncio de Riade diante das reivindicações houthis carrega, por si só, o peso de uma resposta ainda por vir.

Na manhã de 9 de outubro, os houthis reivindicaram o lançamento de um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. O projétil atingiu o pátio de estacionamento e deixou uma aeronave da Saudia em chamas. Em resposta, a autoridade de aviação civil saudita suspendeu os voos para a capital, com a Cirium estimando ao menos 31 cancelamentos apenas naquela sexta-feira em todo o país.

O ataque a Riade não foi isolado. Nos dias anteriores, os houthis também atingiram o Aeroporto Internacional de Abha, no sul do país. O saldo combinado dos dois ataques chegou a três mortos e 36 feridos: duas mulheres morreram em Abha, e um homem sudanês perdeu a vida em Riade. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, confirmou o uso de mísseis e drones em ambas as operações, justificando as ações pelo apoio saudita ao governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Este ciclo de violência marca o colapso de uma trégua que havia contido os combates desde 2022. A guerra no Iêmen, iniciada com a intervenção saudita em 2015, já custou centenas de milhares de vidas. Desde setembro, com a retomada dos confrontos, quase 200 mil pessoas foram deslocadas, segundo agência da ONU. Farea Al-Muslimi, do Chatham House, avalia que Riade deve reagir de forma ainda mais agressiva — enquanto o governo saudita, por ora, guarda silêncio diante das câmeras e do mundo.

Na manhã de sexta-feira, 9 de outubro, os houthis reivindicaram ter lançado um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita. O ataque deixou um avião da companhia Saudia em chamas no pátio de estacionamento, com danos graves à aeronave. A autoridade de aviação civil saudita respondeu suspendendo todos os voos para a capital, uma medida que se estenderia por toda a infraestrutura aérea do país nos dias seguintes.

O ataque faz parte de uma escalada mais ampla. Nos últimos dias, os houthis também atingiram o Aeroporto Internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita. Os dois ataques deixaram um saldo de três mortos e 36 feridos. No aeroporto de Abha, duas mulheres morreram e 28 pessoas ficaram feridas. Em Riade, um homem sudanês foi morto e oito pessoas ficaram feridas, segundo informações do governo saudita. A Cirium, empresa de análise de tráfego aéreo, prevê que apenas nesta sexta-feira haverá 31 cancelamentos de voos em aeroportos de toda a Arábia Saudita, embora não tenha especificado quantos desses seriam apenas em Riade.

Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, confirmou que o grupo atacou ambos os aeroportos utilizando mísseis ou drones. O grupo, apoiado pelo Irã, justifica suas operações pela posição da Arábia Saudita na guerra civil iemenita. Os houthis se opõem ao governo do Iêmen reconhecido internacionalmente, que conta com o apoio militar e político de Riade. Além dos aeroportos, o grupo também ameaçou atingir instalações de energia, companhias aéreas e outras infraestruturas críticas sauditas.

Este ressurgimento da violência marca o fim de uma trégua frágil que havia durado desde 2022. A Arábia Saudita e os houthis voltaram a combater abertamente após anos de relativa contenção. Hoje, os houthis dispararam mísseis e drones contra um aeroporto em Aden, cidade controlada pelo governo iemenita no sul do país. Um porta-voz da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou ter interceptado um míssil ao norte da capital saudita.

O conflito entre Riade e os houthis tem raízes profundas. Em 2015, a Arábia Saudita liderou uma intervenção militar no Iêmen que se transformou em um conflito prolongado, causando a morte de centenas de milhares de pessoas por violência, fome e doenças, sem conseguir derrotar o grupo. A trégua de 2022 havia reduzido significativamente os combates, mas a retomada recente da guerra já produziu consequências humanitárias graves.

Uma agência da ONU informou que quase 200 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen desde o início de setembro, quando os combates se intensificaram novamente. Farea Al-Muslimi, especialista em Iêmen do Chatham House, instituto de pesquisa sediado em Londres, avaliou a situação após os ataques mais recentes: acredita que a Arábia Saudita reagirá de forma ainda mais agressiva do que tem feito até agora. O governo saudita ainda não comentou publicamente a reivindicação dos houthis sobre o ataque de sexta-feira, mantendo silêncio enquanto a comunidade internacional acompanha a escalada.

Acredito que veremos os sauditas reagirem de forma ainda mais agressiva do que têm feito
— Farea Al-Muslimi, especialista em Iêmen do Chatham House
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