Advogado que defendia réus do 8 de janeiro morre aos 56 anos em Brasília

Morte de profissional de 56 anos que atuava na defesa de acusados do 8 de janeiro.
Advogado que levava casos à OEA encontrado morto em casa
Luiz Felipe Cunha, que defendia acusados do 8 de janeiro, sofreu mal súbito em sua residência em Brasília.
Mark

Quem era Luiz Felipe Cunha além de advogado de réus do 8 de janeiro?

Mimi

Ele tinha 56 anos e atuava especificamente na defesa de acusados pela invasão aos Três Poderes. O que o distinguia era sua disposição de levar casos à OEA — não era apenas um defensor dentro do sistema brasileiro.

Luke

Mas sabemos pouco sobre sua prática geral, seus outros clientes, sua reputação profissional antes disso. A reportagem o define quase inteiramente por esse trabalho.

Mark

Por que a denúncia à OEA contra Moraes importava?

Mimi

Cunha alegava que sua cliente, Adalgiza, estava sofrendo violações de direitos humanos na prisão. Meses depois, ela ganhou prisão domiciliar — o que sugere que a pressão internacional pode ter tido peso.

Luke

Mas não sabemos se foi a denúncia que causou a mudança ou se Moraes já estava considerando isso. A reportagem não estabelece causalidade clara.

Mark

Como a morte dele é vista agora?

Mimi

A OAB-DF lamentou publicamente. Há reconhecimento de que ele era um colega, um profissional que merecia respeito.

Luke

Verdade, mas a nota é genérica — não há depoimentos de colegas que o conheciam bem, nenhuma voz que fale sobre quem ele era além do papel profissional.

  • Um advogado no centro de um dos processos mais politicamente carregados do Brasil é encontrado morto aos 56 anos, gerando imediata atenção no meio jurídico e político.
  • A causa da morte permanece tecnicamente incerta — a suspeita de infarto aguarda confirmação oficial do Instituto Médico Legal, mantendo o caso em aberto.
  • Cunha havia escalado sua atuação meses antes, levando uma denúncia formal contra o ministro Alexandre de Moraes à OEA por supostas violações de direitos humanos contra sua cliente.
  • A denúncia aparentemente produziu resultado concreto: um mês após o protocolo na OEA, Moraes concedeu prisão domiciliar à cliente de Cunha, Adalgiza Maria Dourado.
  • A OAB-DF emitiu nota de pesar, sinalizando o reconhecimento institucional da perda, enquanto familiares e colegas aguardam as conclusões periciais.

Na manhã de 8 de setembro, Brasília perdeu Luiz Felipe Pereira da Cunha, advogado de 56 anos que escolheu defender aqueles que o Estado acusou pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Encontrado sem vida em sua residência após um aparente mal súbito, Cunha deixa aberta a questão sobre as circunstâncias exatas de sua morte, enquanto o Instituto Médico Legal conduz os exames necessários. Sua trajetória revela o peso que recai sobre os que navegam as margens mais tensas do direito em tempos de polarização profunda.

Luiz Felipe Pereira da Cunha, 56 anos, foi encontrado morto na manhã de segunda-feira, 8 de setembro, em sua residência em Brasília. Familiares relataram que ele sofreu um mal súbito, e a suspeita inicial aponta para infarto. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para que os exames confirmem as circunstâncias exatas do óbito.

Cunha havia se dedicado à defesa de acusados pelos ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Entre seus clientes estava Adalgiza Maria Dourado, de 65 anos, condenada a 16 anos de prisão. Em abril deste ano, o advogado foi além das instâncias nacionais e apresentou denúncia formal à Organização dos Estados Americanos contra o ministro Alexandre de Moraes, alegando que sua cliente sofria violações de direitos humanos na Penitenciária Feminina da Colmeia.

A iniciativa parece ter gerado consequências práticas: em maio, um mês após a denúncia, Moraes concedeu prisão domiciliar a Adalgiza, considerando sua idade e problemas de saúde. Era uma vitória significativa para a defesa que Cunha conduzia.

A morte repercutiu no meio jurídico. A OAB-DF e a Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal emitiram nota conjunta de pesar, expressando solidariedade aos familiares. O caso segue aguardando os resultados periciais que esclarecerão as causas precisas do falecimento.

Luiz Felipe Pereira da Cunha, advogado de 56 anos que integrava a defesa de acusados pela invasão aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, foi encontrado morto em sua residência em Brasília na manhã de segunda-feira, 8 de setembro. Segundo relatos de familiares à imprensa, ele sofreu um mal súbito. A suspeita inicial apontava para infarto como causa do óbito, mas o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exames que confirmassem as circunstâncias exatas da morte.

Cunha havia construído uma trajetória profissional marcada pela representação de réus envolvidos nos eventos de janeiro. Entre seus clientes estava Adalgiza Maria Dourado, mulher de 65 anos conhecida como "patriota", condenada a 16 anos de prisão pela participação na invasão. Em abril deste ano, o advogado apresentou uma denúncia formal à Organização dos Estados Americanos contra o ministro Alexandre de Moraes, alegando que sua cliente havia sofrido violações de direitos humanos enquanto cumpria pena na Penitenciária Feminina da Colmeia, no Distrito Federal.

A atuação de Cunha junto à OEA aparentemente surtiu efeito. Um mês depois da denúncia, em maio, Moraes concedeu prisão domiciliar a Adalgiza. Na decisão, o ministro considerou a idade avançada da ré e problemas de saúde que ela apresentava, incluindo ansiedade e colesterol elevado. A concessão representava uma mudança significativa na situação da cliente que Cunha defendia.

A morte do advogado gerou reações no meio jurídico. A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal emitiu nota de pesar, expressando solidariedade aos familiares e amigos. A entidade, junto com a Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal, lamentou publicamente o falecimento e desejou força e união aos próximos de Cunha naquele momento de perda.

O caso permanecia sob investigação enquanto aguardava os resultados dos exames do Instituto Médico Legal que esclareceriam as causas precisas da morte.

A OAB/DF e a Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal lamentam o falecimento do advogado Luiz Felipe Pereira da Cunha. Desejamos força, coragem e união aos familiares e amigos
— OAB-DF
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