Abordagem da Guarda Municipal na Rodoviária é investigada por Corregedoria

Um cidadão foi submetido a abordagem com alegadas agressões físicas pela Guarda Municipal.
Não precisamos de uma atuação ostensiva e abusiva
O vereador Eder Fioravante defendeu uma Guarda Municipal focada em prevenção e comunidade, não em abordagens agressivas.
Mark

O vereador apresentou vídeos de segurança. Isso significa que há prova clara do que aconteceu?

Mimi

Os vídeos existem e foram apresentados publicamente, mas a interpretação deles é o que está em disputa. Fioravante vê agressões físicas; a Guarda Municipal ainda não se pronunciou sobre sua versão dos fatos.

Luke

Exatamente. Temos um vídeo que um vereador diz mostrar agressões, mas não temos a transcrição do que a Guarda vai dizer sobre aquelas imagens. A Corregedoria está investigando, mas não sabemos o que ela vai concluir.

Mark

A investigação começou em setembro, mas o vereador só denunciou agora em outubro. Por quê?

Mimi

Não está claro no relato. Pode ser que Fioravante só tenha tido acesso aos vídeos recentemente, ou que tenha decidido levar o caso ao plenário como forma de pressionar por uma conclusão mais rápida.

Luke

Ou pode ser que a investigação administrativa estivesse avançando lentamente e ele quis acelerar as coisas trazendo para a esfera pública. Mas isso é especulação.

Mark

O secretário disse que o procedimento respeita contraditório e ampla defesa. Isso é suficiente?

Mimi

Formalmente, sim. Os agentes terão chance de se defender. A questão é se a investigação será realmente isenta ou se a pressão política vai influenciar o resultado.

Luke

E também: quanto tempo vai levar? Não há prazo mencionado. Uma investigação administrativa pode durar meses, e enquanto isso o caso fica em suspenso.

Mark

O vereador quer uma Guarda mais comunitária, menos agressiva. Isso é uma crítica legítima?

Mimi

Sim, é uma posição política legítima. Ele está dizendo que quer prevenção e orientação, não abordagens duras. Muitas cidades têm esse debate.

Luke

Mas a crítica dele não resolve a questão específica: o que exatamente aconteceu naquela abordagem? Mesmo que concordemos que a Guarda deveria ser mais comunitária, ainda precisamos saber se houve excesso de força neste caso.

  • Vídeos de câmeras de segurança mostram um cidadão sendo abordado com aparente uso de força física pela Guarda Municipal na Estação Rodoviária de Alegrete.
  • O vereador Eder Fioravante levou as imagens à Câmara Municipal, transformando uma apuração interna em denúncia pública e acendendo o debate sobre os limites da atuação da corporação.
  • A Secretaria de Segurança revelou que um procedimento administrativo já havia sido aberto pela Corregedoria em 22 de setembro — semanas antes da denúncia — com oitivas e diligências em andamento.
  • Fioravante vai além do caso concreto e exige uma mudança de postura: quer a Guarda nas escolas, no trânsito e nos bairros, orientando cidadãos, não em abordagens que ele classifica como ostensivas e abusivas.
  • O resultado da investigação permanece incerto, e com ele a resposta à pergunta central: o que aquelas imagens realmente mostram — e o que isso significa para o modelo de policiamento em Alegrete?

Em toda cidade existe uma tensão silenciosa entre a força necessária para manter a ordem e o limite que separa a proteção do abuso. Em Alegrete, essa tensão veio à superfície quando um vereador levou à tribuna imagens de câmeras de segurança mostrando uma abordagem da Guarda Municipal na Rodoviária que, segundo ele, cruzou essa linha. O episódio revelou não apenas um incidente isolado, mas uma disputa mais profunda sobre qual deve ser o rosto da segurança pública numa cidade — e quem tem autoridade para definir isso.

Na sessão ordinária de quinta-feira à noite, o vereador Eder Fioravante subiu à tribuna da Câmara de Alegrete com dois vídeos de câmeras de segurança. As imagens, segundo ele, registravam uma abordagem da Guarda Municipal na Estação Rodoviária que incluía agressões físicas contra um cidadão. Fioravante pediu investigação formal sobre a conduta dos agentes e anunciou que solicitaria a abertura de uma sindicância administrativa.

O vereador aproveitou o momento para defender uma visão diferente do papel da corporação. Não era contra a presença da Guarda nas ruas — era contra o que chamou de atuação ostensiva e abusiva. Para ele, os agentes deveriam estar no trânsito, nas escolas e nos bairros, orientando e prevenindo, não protagonizando episódios como o registrado nas imagens.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso já estava sendo apurado. O secretário Uilian Rodolfo Almeida confirmou que a Corregedoria da Guarda Municipal havia instaurado um procedimento administrativo em 22 de setembro — quase três semanas antes da denúncia pública. A investigação, conduzida por servidor de carreira, incluía oitivas formais e outras diligências, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa.

O que permanece em aberto é o desfecho: se a apuração interna chegará às mesmas conclusões que os vídeos parecem sugerir ao vereador, e se o debate agora público sobre o modelo de policiamento em Alegrete produzirá alguma mudança concreta.

Na quinta-feira à noite, durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Alegrete, o vereador Eder Fioravante subiu à tribuna com dois vídeos de câmeras de segurança em mãos. O que as imagens mostravam, segundo ele, era uma abordagem da Guarda Municipal que havia saído do script — um cidadão sendo abordado na Estação Rodoviária com o que Fioravante descreveu como agressões físicas. Ele apresentou o material aos colegas e pediu que a conduta dos agentes envolvidos fosse investigada.

O vereador usou o momento para articular uma crítica mais ampla sobre o papel que a Guarda Municipal deveria desempenhar na cidade. Não era contra a presença dos agentes nas ruas — pelo contrário. Fioravante defendeu que a corporação deveria estar no trânsito, nas escolas, nos bairros, orientando e prevenindo problemas. O que ele rejeitava era uma atuação que ele chamou de ostensiva e abusiva. "Precisamos da guarda no trânsito, nas escolas e nas vilas ajudando a população. Não precisamos de uma atuação ostensiva e abusiva", disse na tribuna. Ele anunciou que solicitaria formalmente a abertura de uma sindicância administrativa para apurar os fatos.

A Secretaria de Segurança Pública confirmou à reportagem que o caso já estava em movimento. O secretário municipal Uilian Rodolfo Almeida informou que um procedimento administrativo havia sido instaurado em 22 de setembro de 2026 — quase três semanas antes da denúncia pública de Fioravante — pela Corregedoria da Guarda Municipal. A investigação, segundo Almeida, estava sendo conduzida por um servidor de carreira e incluía oitivas formais, registro de declarações em atas e outras diligências que a Corregedoria considerasse necessárias para esclarecer o que havia acontecido naquela abordagem.

Almeida enfatizou que o procedimento respeitava os princípios do contraditório e da ampla defesa — ou seja, os agentes envolvidos teriam direito de apresentar suas versões dos fatos e se manifestar sobre as acusações. A apuração, conforme descrito pelo secretário, buscava examinar as circunstâncias da abordagem de maneira técnica, responsável e isenta. Não havia pressa anunciada, nem cronograma público para conclusão.

O que permanecia em aberto era o resultado dessa investigação e se ela chegaria às mesmas conclusões que os vídeos pareciam sugerir a Fioravante. A denúncia do vereador trouxe o caso do anonimato administrativo para o debate público, transformando uma apuração interna em questão de política municipal — e deixando claro que havia pelo menos dois entendimentos diferentes sobre o que aquelas imagens mostravam e o que elas significavam para a forma como Alegrete deveria ser policiada.

Precisamos da guarda no trânsito, nas escolas e nas vilas ajudando a população. Não precisamos de uma atuação ostensiva e abusiva
— Vereador Eder Fioravante
A apuração busca garantir que os fatos sejam examinados de maneira técnica, responsável e isenta
— Secretário Uilian Rodolfo Almeida
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