A história por trás da foto viral de Messi dando banho em Yamal

Ele nem sabia como segurá-lo no começo
O fotógrafo Joan Monfort descreveu o desconforto inicial de Messi ao se ver diante de um bebê em uma banheira.
Mark

Como uma foto de campanha publicitária de quase vinte anos atrás se torna viral justamente agora?

Mimi

Porque o timing é tudo no futebol. Ninguém pensava em Yamal como futuro rival de Messi em 2007. Ele era um bebê. A foto só ganha peso quando você sabe que esses dois vão se enfrentar pela Copa do Mundo.

Mark

Mas por que o pai de Yamal decidiu publicar a foto agora, especificamente?

Mimi

Provavelmente porque finalmente fazia sentido contar essa história. Quando você tem um filho que vai jogar contra Messi na final, uma foto antiga dele sendo banhado por Messi deixa de ser apenas um registro e vira uma narrativa.

Mark

O fotógrafo disse que Messi era tímido. Isso surpreende?

Mimi

Não, na verdade. Messi nunca foi alguém confortável em situações fora do campo. Colocá-lo de repente com um bebê em uma banheira de plástico era exatamente o tipo de coisa que o deixaria desconfortável.

Mark

Você acha que Yamal conhece essa história?

Mimi

Ele deve conhecer agora. Sua família a publicou. Mas é interessante pensar se ele sabia antes, se cresceu ouvindo sobre o dia em que Messi o banhava para uma campanha da Unicef.

Mark

O que essa foto representa além da coincidência?

Mimi

Representa o quanto o futebol é feito de momentos que só fazem sentido depois. Dois jogadores que nunca deveriam ter se cruzado naquele momento específico, mas que a história do jogo reuniu de novo, dessa vez como rivais.

  • A dias da final entre Argentina e Espanha, uma fotografia de 2007 irrompeu nas redes sociais e reconfigurou a forma como o mundo enxerga esse confronto.
  • O pai de Yamal guardou a imagem por quase vinte anos antes de compartilhá-la com a legenda 'o início de duas lendas', desencadeando uma onda de repercussão global.
  • O Barcelona repostou a foto oficialmente, amplificando o alcance e transformando um ensaio publicitário esquecido em símbolo de uma final histórica.
  • Por trás da imagem icônica, o fotógrafo Joan Monfort revelou um Messi hesitante e tímido, sem saber ao certo como segurar o bebê — uma vulnerabilidade que contrasta com a grandiosidade do que viria depois.
  • A coincidência de Messi e Yamal terem sido sorteados para a mesma sessão fotográfica, entre tantos jogadores e crianças, é o detalhe que transforma a história em algo que parece maior do que o acaso.

Dezenove anos antes de se encontrarem em uma final de Copa do Mundo, Lionel Messi e Lamine Yamal já haviam dividido o mesmo enquadramento — um segurando o outro dentro de uma banheira de plástico, em uma campanha da Unicef que ninguém, naquele momento, poderia compreender em toda a sua extensão. A fotografia, guardada pelo pai de Yamal por quase duas décadas, ressurgiu nas redes sociais como um desses artefatos raros em que o tempo transforma o ordinário em mítico. O futebol, que já é feito de narrativas, ganhou mais uma que desafia qualquer roteirista: os dois homens que disputarão o troféu mais importante do esporte já estiveram juntos quando um deles mal havia chegado ao mundo.

Dezenove anos separam o clique e o confronto. Em 2007, Lionel Messi, então jovem jogador do Barcelona, participou de uma campanha conjunta do clube catalão com a Unicef voltada à proteção infantil. Naquela sessão fotográfica, ele se viu diante de uma banheira de plástico com um bebê dentro — um menino chamado Lamine Yamal, selecionado por sorteio entre famílias do bairro de Roca Fonda, em Mataró. Ninguém, naquele dia, poderia imaginar o que aquela imagem se tornaria.

Messi não estava sozinho no projeto. Andrés Iniesta, Thierry Henry e Carles Puyol também participaram das sessões. Mas foi a coincidência de Messi e Yamal terem sido colocados juntos que criou, silenciosamente, um dos registros mais improváveis do futebol moderno. O fotógrafo catalão Joan Monfort, responsável pela imagem, descreveu um Messi introvertido e desconcertado — alguém que saiu do vestiário e não sabia, de início, nem como segurar a criança.

A fotografia dormiu por quase duas décadas na memória do pai de Yamal, Mounir Nasraoui, até que ele decidiu compartilhá-la dias antes da final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para 19 de julho. A legenda era direta: 'o início de duas lendas'. O Barcelona repostou. O mundo reagiu.

O que a imagem captura vai além da coincidência: ela flagra Messi em um momento de hesitação genuína, muito antes de se tornar o jogador que definiria uma era. E mostra Yamal, aos poucos meses de vida, sem saber que cresceria para enfrentar aquele mesmo homem pela taça mais importante do futebol. A fotografia de 2007 não previu o destino — mas agora parece que sim.

Dezenove anos separam o momento em que Lionel Messi, então um jovem jogador do Barcelona, colocou as mãos em um bebê dentro de uma banheira de plástico, e o instante em que essa mesma cena ressurgiu nas redes sociais como um artefato impossível da história do futebol. O bebê era Lamine Yamal, que agora, aos 19 anos, enfrentará Messi em campo na final da Copa do Mundo no dia 19 de julho — uma convergência que transformou uma fotografia de campanha social em um símbolo da passagem do tempo e do destino.

A imagem original foi capturada em 2007 como parte de uma iniciativa conjunta do Barcelona e do Fundo das Nações Unidas para a Infância. O objetivo era simples: promover os programas de proteção infantil da Unicef através de uma série de fotografias que colocava estrelas do futebol em interação com crianças pequenas. Yamal, então com apenas alguns meses de vida, foi selecionado após sua família inscrevê-lo em um sorteio organizado pela Unicef no bairro de Roca Fonda, em Mataró, sua cidade natal. O Barcelona e sua Fundação coordenaram toda a operação, escolhendo tanto os jogadores quanto as crianças que participariam das sessões fotográficas.

Messi não foi o único craque envolvido no projeto. Andrés Iniesta, Thierry Henry e Carles Puyol também posaram para as câmeras naquele dia. Mas foi a coincidência de Messi e Yamal terem sido colocados na mesma sessão que criou, sem que ninguém soubesse, uma das imagens mais notáveis do futebol moderno. O pai de Yamal, Mounir Nasraoui, guardou a foto por quase duas décadas até decidir compartilhá-la em suas redes sociais dias antes da final, acompanhada pela legenda: "o início de duas lendas". O perfil oficial do Barcelona também repostou a imagem, amplificando seu alcance.

O fotógrafo catalão Joan Monfort, responsável por capturar aquele momento, ofereceu um relato revelador dos bastidores da campanha. Ele descreveu Messi como alguém profundamente introvertido e tímido — uma característica que não desapareceu com os anos, mas que naquele dia específico se manifestou de forma particularmente visível. Segundo Monfort, Messi saiu de um vestiário e se viu subitamente diante de uma banheira de plástico cheia de água com um bebê dentro dela. A situação o desconcertou. No início, ele nem sabia como segurar a criança, ainda desconfortável com a proximidade e a responsabilidade do momento.

O que torna essa história notável não é apenas a coincidência de dois jogadores que se enfrentarão pela taça mais importante do futebol terem sido fotografados juntos quando um deles era praticamente um recém-nascido. É também o modo como a imagem captura um instante de vulnerabilidade de Messi — o homem que se tornaria amplamente considerado o melhor jogador de sua geração — em um momento de genuína hesitação. Enquanto Yamal cresceu e se tornou uma das promessas mais brilhantes do futebol espanhol, essa fotografia permaneceu adormecida, esperando pelo momento exato em que sua relevância se tornaria inescapável.

Agora, com a final da Copa do Mundo a poucos dias de distância, a imagem circula como prova de que o futebol, apesar de toda sua grandiosidade e dramaticidade, também é feito de pequenas coincidências que só ganham significado quando o tempo as revela. Messi, aos 39 anos, e Yamal, aos 19, estão prestes a disputar o troféu que define legados. A fotografia de 2007 os une em um passado que nenhum deles poderia ter previsto, transformando um simples ensaio publicitário em um documento do destino.

O início de duas lendas
— Mounir Nasraoui, pai de Yamal, na legenda da foto publicada nas redes sociais
Ele estava saindo de um vestiário e, de repente, se viu em outro com uma banheira de plástico cheia de água e um bebê dentro. No começo, ele nem sabia como segurá-lo.
— Joan Monfort, fotógrafo catalão que capturou a imagem
Quieres la nota completa? Lee el original en Gazeta do Povo ↗
Contáctanos FAQ