O artista sertanejo comparou a magnitude dos rodeios com o festival de rock, afirmando que eventos em Barretos, Jaguariúna e Americana já superaram o Rock in Rio há muito tempo. Zezé enfatizou o reconhecimento tardio da música sertaneja, que hoje é o gênero número um do Brasil após décadas de popularidade nas rádios e entre o público.
Zezé Di Camargo afirma que Jaguariúna e Barretos já superaram Rock in Rio
Hoje é a música número um do Brasil
Zezé realmente acredita que Jaguariúna superou o Rock in Rio, ou é só retórica de palco?
Ele estava falando de algo mais profundo do que tamanho de público. Era sobre reconhecimento histórico — o sertanejo foi ignorado por décadas e agora é o gênero número um do Brasil. Os números da noite apoiam o ponto: 40 mil ingressos vendidos, recorde de público na abertura.
Mas "superou" em quê exatamente? Em público? Em receita? Em prestígio cultural? Zezé não especificou. E comparar um festival de rodeio com o Rock in Rio é comparar coisas diferentes — públicos diferentes, contextos diferentes.
Verdade. Mas acho que o ponto dele era que o sertanejo não precisa mais do Rock in Rio para ser validado. Criou seus próprios espaços.
E isso é novo? Quando começou essa mudança?
Zezé falou sobre décadas de popularidade nas rádios. Mas esse reconhecimento como "número um do Brasil" é mais recente — dos últimos 10, 15 anos talvez.
Novamente, "número um" segundo qual métrica? Streams? Rádio? Vendas de ingressos? A gente não sabe de onde vem essa afirmação.
Ele estava falando de forma geral, do sentimento de que o sertanejo finalmente é respeitado. Talvez não seja uma estatística precisa, mas reflete algo real.
O que muda para os festivais de rodeio agora que o sertanejo é mainstream?
Eles consolidam sua posição. Não são mais eventos regionais ou de nicho. São eventos de escala nacional, com público massivo.
E o Rock in Rio? Medina está considerando adicionar sertanejo. Isso sugere que o Rock in Rio ainda vê valor em se aproximar do sertanejo, não o contrário.
The Pulse
- Zezé Di Camargo afirmou que Barretos, Jaguariúna e Americana já ultrapassaram o Rock in Rio
- O Jaguariúna Rodeo Festival 2026 registrou 40 mil ingressos vendidos na noite de abertura, recorde para esse dia
- O festival ocorre de 18 a 26 de setembro de 2026, com programação de grandes nomes do sertanejo
O artista sertanejo comparou a magnitude dos rodeios com o festival de rock, afirmando que eventos em Barretos, Jaguariúna e Americana já superaram o Rock in Rio há muito tempo. Zezé enfatizou o reconhecimento tardio da música sertaneja, que hoje é o gênero número um do Brasil após décadas de popularidade nas rádios e entre o público.
Zezé Di Camargo declarou que festivais de rodeio como Jaguariúna e Barretos já ultrapassaram o Rock in Rio em importância, destacando a força da música sertaneja no Brasil.
Zezé Di Camargo subiu ao palco do Jaguariúna Rodeo Festival na noite de sexta-feira, 18 de setembro, e não perdeu a oportunidade de fazer uma declaração que ecoaria além da arena lotada. O artista sertanejo, acompanhado pelo irmão Luciano, dirigiu-se ao público e à indústria musical brasileira com uma afirmação contundente: os grandes festivais de rodeio do país — Barretos, Jaguariúna e Americana — já deixaram para trás o Rock in Rio há muito tempo. A provocação veio em resposta a notícias de que Medina, produtor do festival de rock, estaria considerando incluir música sertaneja em futuras edições.
Para Zezé, a comparação não era apenas uma questão de ego artístico ou tamanho de público. Era uma questão de reconhecimento histórico. Ele falou sobre a trajetória do sertanejo no Brasil — um gênero que durante décadas ganhou força nas rádios de pilha dentro de ônibus lotados, nos rádios de carro, na vida cotidiana das pessoas, mas que não recebia o prestígio que merecia. "Quem nunca andou dentro de um coletivo lotado com um radinho de pilha me ouvindo, ouvindo uma música sertaneja numa rádio?", perguntou ao público. "Eu já fiz isso demais. Não era reconhecido naquela época. Então, hoje aconteceu, hoje é a música número um do Brasil."
A fala de Zezé refletia uma realidade que os números confirmavam naquela noite. O Jaguariúna Rodeo Festival 2026 havia vendido 40 mil ingressos apenas para a noite de abertura — um recorde na história do evento para esse dia específico. A arena estava abarrotada. Wesley Safadão, Natanzinho Lima, Hugo & Guilherme e a dupla Zezé & Luciano dividiram o palco em uma programação que demonstrava a força consolidada do sertanejo como força motriz de público e receita no Brasil.
O festival continuaria até 26 de setembro, com uma programação que incluía nomes como Gusttavo Lima, Daniel, Bruno & Marrone, Luan Santana e Matheus & Kauan — praticamente um mapa da elite do sertanejo contemporâneo. Cada fim de semana trazia artistas de grande circulação, sugerindo que o Jaguariúna Rodeo Festival havia se consolidado como um dos maiores eventos de rodeio e música do país, capaz de movimentar multidões e gerar receita comparável aos grandes festivais de rock.
A declaração de Zezé, portanto, não era apenas bravata de palco. Era uma observação sobre uma mudança estrutural na indústria musical brasileira. O sertanejo, que por décadas foi o gênero das periferias, das rádios AM, das comunidades rurais e urbanas que não frequentavam os grandes festivais de rock, havia se tornado não apenas popular, mas dominante. E os festivais de rodeio — eventos que nasceram da cultura do interior, do agronegócio, da tradição — haviam se transformado em plataformas de alcance e relevância que rivalizavam com os maiores eventos musicais do país. A pergunta implícita na fala de Zezé era: por que o Rock in Rio precisaria adicionar sertanejo quando o sertanejo já havia criado seus próprios espaços de poder?
Notable Quotes
Barretos, aqui, Jaguariúna, Americana, tudo já ultrapassou o Rock in Rio há muito tempo— Zezé Di Camargo
Hoje é a música número um do Brasil— Zezé Di Camargo, sobre o sertanejo