No segundo trimestre de 2026, a XP Inc. consolidou sua trajetória de crescimento ao registrar lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão — um avanço que reflete não apenas a expansão de receitas, mas a maturação de um modelo financeiro que combina escala, eficiência e diversificação. Em um ambiente de alta competição no setor financeiro brasileiro, a empresa demonstra que a transição de plataforma de investimentos para instituição bancária de múltiplas frentes segue produzindo resultados concretos. O trimestre marca ainda a chegada de um novo diretor financeiro, sinalizando continuidade e renov
XP Inc. registra lucro de R$ 1,38 bi no 2º tri com crescimento de 5% e receita em alta de 8%
Margem EBT de 32% reflete ganhos de eficiência operacional
Como a XP conseguiu crescer a receita em 8% enquanto mantinha despesas sob controle?
As despesas operacionais cresceram abaixo do ritmo da receita. Isso significa que a companhia está capturando mais valor de cada real que entra. Parte disso vem de investimentos em tecnologia e automação que já estão gerando retorno.
O Banco de Atacado cresceu 32%. Isso é sustentável ou é um pico?
É difícil dizer com certeza, mas o fato de eles estarem expandindo para novos segmentos — adquirência, cartão corporativo — sugere que estão construindo algo mais sólido do que um ciclo. Estão diversificando dentro do segmento corporativo.
A captação de recursos triplicou em relação a um ano atrás. O que mudou?
Parte é crescimento orgânico — mais clientes, mais confiança. Mas também há contexto macroeconômico. Quando as pessoas têm mais recursos para investir, elas procuram plataformas como a XP. A entrada de R$ 28 bilhões em um trimestre é um volume significativo.
O NPS subiu de 61 para 66. Isso importa?
Importa bastante. Um NPS de 66 é saudável. A melhora trimestral sugere que os investimentos em experiência do cliente estão funcionando. Clientes satisfeitos tendem a trazer mais recursos e a permanecer por mais tempo.
Por que a companhia está recomprando ações e pagando dividendos ao mesmo tempo que investe em tecnologia?
Porque o fluxo de caixa permite. A margem EBT de 32% gera caixa suficiente para fazer tudo isso simultaneamente. É um sinal de confiança na geração de valor futuro — eles acreditam que podem investir em crescimento e ainda remunerar acionistas.
Il Polso
- A XP cresceu lucro e receita simultaneamente, mas o verdadeiro sinal de saúde está na margem EBT de 32% — despesas crescendo menos do que as receitas.
- A captação líquida de R$ 28 bilhões no trimestre, quase o triplo do registrado um ano antes, indica que clientes continuam migrando recursos para a plataforma em ritmo acelerado.
- O Banco de Atacado avança 32% na receita anual e lança adquirência e cartão corporativo, ampliando a disputa direta com grandes bancos no segmento de empresas.
- O ROE de 22,5% e dois programas de recompra de ações de R$ 1 bilhão cada sinalizam confiança da gestão na geração de valor para o acionista.
- A satisfação dos clientes subiu de 61 para 66 pontos no NPS, sugerindo que o crescimento não está sendo feito à custa da experiência do usuário.
No segundo trimestre de 2026, a XP Inc. consolidou sua trajetória de crescimento ao registrar lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão — um avanço que reflete não apenas a expansão de receitas, mas a maturação de um modelo financeiro que combina escala, eficiência e diversificação. Em um ambiente de alta competição no setor financeiro brasileiro, a empresa demonstra que a transição de plataforma de investimentos para instituição bancária de múltiplas frentes segue produzindo resultados concretos. O trimestre marca ainda a chegada de um novo diretor financeiro, sinalizando continuidade e renovação na liderança de uma companhia que já administra R$ 2,2 trilhões em ativos de clientes.
A XP Inc. fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão, crescimento de 5% sobre o mesmo período do ano anterior, e receita bruta de R$ 5,056 bilhões, alta de 8% na comparação anual. O lucro antes dos tributos ajustado avançou 15%, permitindo que a margem EBT chegasse a 32% — sinal de que a companhia está crescendo com disciplina, já que as despesas operacionais subiram em ritmo inferior ao das receitas. O retorno sobre o patrimônio líquido alcançou 22,5%, com expansão de 80 pontos-base frente ao trimestre anterior.
A captação líquida total atingiu R$ 28 bilhões no período, quase três vezes o volume de um ano antes, elevando os ativos totais de clientes a R$ 2,2 trilhões — crescimento de 17% anual. O varejo respondeu por cerca de R$ 20 bilhões dessa captação, enquanto novas linhas de negócio diversificavam as fontes de receita da companhia.
O Banco de Atacado voltou a se destacar, com receita de R$ 1,175 bilhão e expansão de 32% na comparação anual, puxada pelo segmento Corporate. No trimestre, a unidade lançou soluções de adquirência e cartão corporativo, aprofundando a disputa pelo mercado de pessoas jurídicas. A XP também concluiu um programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão, iniciou outro do mesmo valor e distribuiu cerca de R$ 500 milhões em dividendos, mantendo o índice de Basileia acima do guidance de 16% a 19%.
O trimestre marcou ainda a estreia de Gustavo Alejo como diretor financeiro. O CEO Thiago Maffra avaliou os resultados como expressão da consistência do modelo de negócios, destacando a melhora no NPS — que avançou de 61 para 66 pontos — como evidência de que crescimento e satisfação dos clientes caminham juntos.
A XP Inc. encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão, um avanço de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita bruta da companhia somou R$ 5,056 bilhões entre abril e junho, representando crescimento de 8% na comparação anual. Os números, divulgados na segunda-feira, refletem a consolidação de um modelo de negócios que combina expansão de receitas com ganhos de eficiência operacional.
O lucro antes dos tributos ajustado chegou a R$ 1,565 bilhão, crescimento de 15% frente ao segundo trimestre de 2025. Esse desempenho permitiu que a margem EBT avançasse para aproximadamente 32%, sinalizando que as despesas operacionais cresceram em ritmo inferior ao das receitas. O retorno sobre o patrimônio líquido alcançou 22,5%, uma expansão de 80 pontos-base em relação ao trimestre anterior. O lucro por ação diluído ajustado avançou 8% na comparação anual, beneficiado pelos programas de recompra de ações que a companhia mantém em execução.
O crescimento foi impulsionado principalmente pela forte entrada de recursos. A captação líquida total atingiu aproximadamente R$ 28 bilhões no trimestre, praticamente três vezes o volume registrado um ano antes. Os ativos totais de clientes — considerando ativos sob custódia, gestão e administração — chegaram a R$ 2,2 trilhões, um crescimento de 17% na comparação anual. O segmento de varejo continuou apresentando expansão consistente, com cerca de R$ 20 bilhões em captação líquida no período, enquanto a companhia ampliava a participação de novas linhas de negócio e diversificava suas fontes de receita.
Um dos destaques do trimestre foi novamente o Banco de Atacado, que segue se consolidando como um importante vetor de crescimento. A unidade registrou receita de R$ 1,175 bilhão, alta de 32% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo segmento Corporate. Durante o período, a instituição ampliou sua oferta para empresas com o lançamento de novas soluções, incluindo a entrada no segmento de adquirência e cartão corporativo, movimentos que fortalecem a estratégia de ampliar a presença no mercado de pessoas jurídicas.
As despesas operacionais e administrativas cresceram abaixo do ritmo da receita, contribuindo para a expansão da rentabilidade. A companhia afirmou que segue investindo em tecnologia, inteligência artificial, digitalização de processos e expansão da força comercial, buscando combinar crescimento com eficiência operacional. O indicador de satisfação dos clientes também melhorou, com o NPS avançando de 61 para 66 pontos na comparação com o trimestre anterior.
A XP manteve sua estratégia de remuneração aos acionistas e alocação disciplinada de capital. No trimestre, a companhia concluiu um programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão e iniciou um novo plano também de R$ 1 bilhão. Além disso, realizou o pagamento de aproximadamente R$ 500 milhões em dividendos. A empresa destacou ainda que segue operando com índice de Basileia em patamares confortáveis, acima da faixa de guidance de 16% a 19%.
A divulgação dos resultados marcou também a estreia de Gustavo Alejo como diretor financeiro da XP, em um momento em que a companhia amplia a escala de suas operações bancárias e aprofunda sua atuação em diferentes segmentos financeiros. Segundo Thiago Maffra, CEO da XP, o segundo trimestre materializa a força do modelo de negócios e a consistência da execução, com a companhia seguindo em trajetória de crescimento enquanto amplia a satisfação dos clientes e fortalece seu portfólio com soluções cada vez mais completas para pessoas físicas e empresas.
Citazioni salienti
O segundo trimestre materializa a força do nosso modelo de negócios e a consistência da nossa execução. Seguimos crescendo, ampliando a satisfação dos nossos clientes e fortalecendo nosso portfólio com soluções cada vez mais completas— Thiago Maffra, CEO da XP
Vejo um potencial significativo para aprofundarmos ainda mais a personalização dos serviços financeiros, apoiados por tecnologia, inovação e uma proposta cada vez mais completa— Gustavo Alejo, novo CFO da XP