Wall Street recupera com tecnológicas em alta; Intel sobe mais de 8%

A recuperação parece um reajustamento saudável, não um colapso
Analista da LPL Financial comenta sobre a recente correção no setor tecnológico e na IA.
Mark

Porque é que a recuperação tecnológica foi tão importante para Wall Street nesta sessão?

Mimi

Porque inverteu o sentimento que dominava o mercado. Na segunda-feira, as tensões no Médio Oriente tinham pressionado tudo para baixo. Terça-feira, os investidores viram as quedas como uma oportunidade e voltaram aos títulos tecnológicos com força.

Mark

Mas as tensões geopolíticas não desapareceram, certo?

Mimi

Não desapareceram. Os ataques continuam, o petróleo está acima dos 91 dólares, e isso alimenta receios sobre inflação. Mas o mercado decidiu que a história da IA é mais importante neste momento do que a do Médio Oriente.

Mark

E a Intel subiu mais de 8%. Isso é significativo?

Mimi

É um sinal de que o setor tecnológico em geral está a recuperar. A Intel lidera essa recuperação, o que sugere que os investidores estão confiantes de que não há uma bolha a rebentar.

Mark

Então porque é que os resultados desta semana são tão importantes?

Mimi

Porque vão mostrar se essa confiança é justificada. Se a Tesla e a Alphabet apresentarem números fracos ou previsões pessimistas, a recuperação pode não durar. Se forem fortes, validam que o rally tem pernas.

Mark

E a Reserva Federal? Vai cortar taxas?

Mimi

Provavelmente vai. O mercado está a precificar dois cortes de 25 pontos base este ano, possivelmente começando em setembro. Mas isso depende de como a inflação evoluir — e o petróleo caro não ajuda.

  • A Intel disparou mais de 8% e arrastou o setor tecnológico para cima, transformando o pessimismo de segunda-feira numa sessão de compras oportunistas.
  • Os ataques no Médio Oriente entraram na décima noite consecutiva, com disrupções no Estreito de Ormuz a manter o petróleo acima dos 91 dólares e a reacender fantasmas inflacionistas.
  • O mercado de swaps começa a precificar dois aumentos de juros pela Fed ainda este ano, com setembro a surgir como data provável para o primeiro aperto.
  • Tesla e Alphabet apresentam resultados na quarta-feira, tornando os próximos dias num teste decisivo à sustentabilidade do rally tecnológico e dos investimentos em IA.
  • Analistas como Adam Turnquist da LPL Financial defendem que a recente correção foi um reajustamento saudável, não o colapso de um tema de investimento estrutural.

Num mundo onde a geopolítica e a tecnologia disputam a atenção dos mercados, Wall Street escolheu terça-feira olhar para a frente: o setor tecnológico, liderado por uma Intel em disparada, devolveu aos investidores a confiança que a segunda-feira havia abalado. Mesmo com o Médio Oriente em chamas e o petróleo acima dos 91 dólares, o S&P 500 e o Nasdaq avançaram, lembrando que os mercados vivem tanto de narrativas quanto de factos — e a narrativa da inteligência artificial ainda não cedeu.

Wall Street recuperou na terça-feira depois de uma segunda-feira difícil, com o S&P 500 a subir 0,89%, o Nasdaq a avançar 1,29% e o Dow Jones a ganhar 0,74%. O motor da sessão foi o setor tecnológico: a Intel liderou com uma subida de mais de 8%, num movimento que começou na Ásia, atravessou a Europa e chegou aos Estados Unidos, acalmando os receios crescentes sobre uma bolha nos ativos ligados à inteligência artificial.

A pressão geopolítica, que havia dominado os mercados no dia anterior, ficou em segundo plano — mas não desapareceu. Os ataques no Médio Oriente prolongaram-se pela décima noite consecutiva, com o Irão a atacar mais uma embarcação no Estreito de Ormuz e os Houthis a tentarem bloquear o transporte de crude saudita pelo Mar Vermelho. O petróleo manteve-se acima dos 91 dólares, alimentando receios de novas pressões inflacionistas.

Esses receios têm eco nos mercados de taxas: os swaps apontam para uma probabilidade crescente de a Reserva Federal avançar com dois aumentos de 25 pontos base ainda este ano, possivelmente a partir de setembro. A reunião da próxima semana deverá decorrer sem alterações.

O verdadeiro veredicto sobre a saúde do rally tecnológico chegará nos próximos dias, com Tesla e Alphabet a apresentarem resultados na quarta-feira, seguidas de Microsoft, Meta, Apple e Amazon na semana seguinte. Os investidores procurarão sinais sobre os gastos em infraestruturas de IA e as perspetivas para o segundo semestre. Para já, a leitura dominante é a de que a correção recente foi um reajustamento natural após uma subida acentuada — não o fim de um ciclo.

Wall Street fechou terça-feira em terreno positivo, com os três principais índices norte-americanos a recuperarem depois de uma sessão negativa na segunda-feira. O S&P 500 avançou 0,89% para 7.509,20 pontos, o Nasdaq Composite subiu 1,29% para 25.837,21 pontos e o Dow Jones ganhou 0,74% para 52.224,64 pontos. A recuperação foi impulsionada por um movimento de compra em ações tecnológicas, com investidores a aproveitar as quedas recentes para reforçarem as suas carteiras a preços mais baixos.

O setor tecnológico liderou a sessão, com a Intel a disparar mais de 8% e a recuperação a ter começado na Ásia antes de se alastrar pela Europa e pelos Estados Unidos. Este movimento acalmou receios que vinham crescendo sobre uma possível bolha nos títulos ligados à inteligência artificial. A pressão geopolítica que havia dominado o mercado na segunda-feira — com tensões elevadas no Médio Oriente entre os EUA e o Irão — foi eclipsada pela força do setor tecnológico.

No entanto, os problemas geopolíticos continuam a pesar sobre os mercados de matérias-primas. Os ataques no Médio Oriente prolongaram-se pela décima noite consecutiva, enquanto disrupções no Estreito de Ormuz e noutras vias navegáveis mantêm a pressão sobre os preços do petróleo. O Irão atacou mais uma embarcação comercial em Ormuz e o grupo rebelde Houthis continua a tentar bloquear a passagem de navios que transportam crude saudita pelo Mar Vermelho. Com estes desenvolvimentos, o petróleo negoceou acima dos 91 dólares.

A escalada dos preços do petróleo alimenta receios entre os investidores sobre pressões inflacionistas. O mercado de swaps aponta para uma crescente possibilidade de a Reserva Federal norte-americana implementar dois apertos monetários de 25 pontos base este ano, com o primeiro possivelmente a chegar em setembro. Na reunião da próxima semana não se espera qualquer alteração nas taxas de juro.

A atenção dos investidores está agora virada para a época de resultados, que será crucial para validar se a recuperação tecnológica tem sustentabilidade. A Tesla e a Alphabet apresentam contas na quarta-feira, e os investidores estarão atentos a indicadores sobre gastos em infraestruturas de IA e previsões para o resto do ano. A Microsoft, Meta, Apple e Amazon divulgam resultados na semana seguinte. Adam Turnquist, analista da LPL Financial, comentou que a recente correção parece mais consistente com um reajustamento saudável após uma subida acentuada do que com um colapso fundamental do tema de investimento em IA.

A recente correção parece mais consistente com um reajustamento saudável na sequência de uma subida parabólica do que com um colapso fundamental do tema de investimento na IA
— Adam Turnquist, LPL Financial
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