Numa quinta-feira marcada pela fé renovada no potencial da inteligência artificial, Wall Street voltou a subir, com o setor tecnológico a liderar uma recuperação que transforma quedas recentes em oportunidades de compra. A Microsoft, ao superar as expectativas dos analistas com crescimento de receitas de 18%, tornou-se o símbolo de uma sessão em que o mercado reafirmou a sua convicção no futuro digital — ainda que a Meta tenha lembrado que nem todas as apostas nesse futuro são igualmente recompensadas. O olhar coletivo dos investidores volta-se agora para Apple e Amazon, como se aguardassem a
Wall Street fecha no verde com impulso das tecnológicas; Microsoft sobe 15,51%
O mercado recompensa quem entrega, pune quem desaponta
Por que a Microsoft disparou tanto enquanto a Meta caiu? Parecem estar no mesmo setor.
A diferença está nos números. A Microsoft entregou crescimento de receitas acima do esperado. A Meta, apesar de investir centenas de mil milhões em IA, projetou receitas abaixo das expectativas. O mercado recompensa quem entrega, pune quem desaponta.
Mas a Meta está investindo em IA também. Por que o mercado não vê isso como positivo?
Porque o mercado quer ver retorno. Investimento é promessa. Resultados são fato. A Meta prometeu muito em IA, mas ainda não mostrou que isso vai gerar receitas proporcionais ao que está gastando.
Então o "buy the dip" que mencionou é apenas aproveitar quedas temporárias?
Exatamente. Quando ações caem, alguns investidores veem oportunidade de compra a preço mais baixo, apostando que o valor subirá novamente. Neste caso, acreditam que o mercado de IA ainda tem espaço para crescer.
E as Sete Magníficas? Por que estão ficando para trás?
Porque o mercado mais amplo está crescendo mais. Essas gigantes já estão tão grandes que é difícil crescer percentualmente no mesmo ritmo. Além disso, há ceticismo real: será que os bilhões em IA vão realmente gerar lucros?
Os resultados da Apple e Amazon vão resolver essa dúvida?
Vão dar pistas. Se entregarem números fortes e mostrarem que a IA está gerando valor, o ceticismo diminui. Se decepcionarem como a Meta, a dúvida aprofunda-se.
Der Puls
- O Nasdaq 100 viveu o seu melhor dia desde abril de 2025, avançando 3,36%, num sinal de que a confiança no setor tecnológico resiste às turbulências recentes.
- A Microsoft disparou 15,51% após resultados que superaram projeções, arrastando consigo Bloom Energy, CoreWeave, Micron e Sandisk em ganhos superiores a 18%.
- A Meta contrariou a euforia geral ao cair 7,95%, penalizada por previsões de receitas abaixo do esperado — uma advertência sobre os riscos dos investimentos massivos em IA.
- O mercado aguarda em suspenso os resultados da Apple e da Amazon, que podem confirmar ou questionar a narrativa de que as Sete Magníficas continuam a justificar os seus enormes investimentos em inteligência artificial.
- Analistas da Wells Fargo mantêm uma visão construtiva para as ações norte-americanas, apoiados em resultados empresariais sólidos, adoção crescente de IA e uma economia ainda resiliente.
Numa quinta-feira marcada pela fé renovada no potencial da inteligência artificial, Wall Street voltou a subir, com o setor tecnológico a liderar uma recuperação que transforma quedas recentes em oportunidades de compra. A Microsoft, ao superar as expectativas dos analistas com crescimento de receitas de 18%, tornou-se o símbolo de uma sessão em que o mercado reafirmou a sua convicção no futuro digital — ainda que a Meta tenha lembrado que nem todas as apostas nesse futuro são igualmente recompensadas. O olhar coletivo dos investidores volta-se agora para Apple e Amazon, como se aguardassem a próxima palavra de uma história ainda em curso.
A bolsa norte-americana encerrou quinta-feira em alta, com o setor tecnológico a puxar os principais índices. Os investidores interpretaram as quedas recentes como oportunidade, regressando ao mercado com a convicção de que a inteligência artificial ainda tem muito espaço para crescer.
O Nasdaq Composite avançou 2,78% e o Nasdaq 100 registou o seu melhor dia desde abril de 2025, com um ganho de 3,36%. O S&P 500 subiu 1,66% e o Dow Jones recuperou 1,19%, após a sua pior sessão em meses na véspera.
A grande protagonista foi a Microsoft, cujas ações saltaram 15,51% depois de a empresa divulgar receitas com crescimento de 18%, superando as projeções dos analistas. Bloom Energy e CoreWeave dispararam mais de 20% cada, Micron avançou 18,36% e Sandisk subiu quase 26%. A Oracle ganhou mais de 8% após anunciar a expansão da sua parceria com a Google Gemini AI.
Nem tudo correu bem. A Meta recuou 7,95% ao apresentar previsões de receitas ligeiramente abaixo do que o mercado esperava — um tropeço que ganha peso considerando os quase 700 mil milhões de dólares que a empresa já comprometeu em infraestrutura de IA e computação em nuvem.
Com os resultados da Apple e da Amazon a serem divulgados após o fecho, o mercado aguarda respostas sobre se as Sete Magníficas conseguirão justificar os seus investimentos colossais em inteligência artificial. Analistas da Wells Fargo mantêm-se otimistas, citando resultados empresariais robustos, adoção contínua de IA e condições financeiras favoráveis como sustentáculos de um mercado que, apesar da volatilidade, permanece construtivo.
A bolsa norte-americana encerrou quinta-feira em terreno positivo, com o setor tecnológico a liderar o movimento. Os investidores, interpretando as quedas recentes como oportunidade, voltaram a comprar ações que consideravam desvalorizadas, alimentados pela convicção de que o mercado de inteligência artificial ainda tem margem significativa para expandir-se.
O Nasdaq Composite avançou 2,78%, fechando em 25.122,18 pontos. O Nasdaq 100 teve seu melhor dia desde abril de 2025, ganhando 3,36% para 28.106,35 pontos. O S&P 500 subiu 1,66%, atingindo 7.437,63 pontos, enquanto o Dow Jones, que havia sofrido sua pior sessão em meses na quarta-feira, recuperou-se com ganho de 1,19%, finalizando em 52.209,57 pontos.
A Microsoft foi a estrela do dia. Após divulgar resultados que superaram as projeções dos analistas — com receitas crescendo 18% — as ações da empresa saltaram 15,51%. Bloom Energy e CoreWeave também brilharam, ambas disparando mais de 20% cada uma, recuperando-se de quedas acentuadas nas semanas anteriores. A Oracle ganhou mais de 8% após anunciar a expansão de sua parceria com a Google Gemini AI. Micron quebrou seu ciclo de perdas com avanço de 18,36%, enquanto Sandisk subiu 25,99%.
Nem tudo foi ganho. A Meta caiu 7,95% após apresentar resultados que frustraram o mercado. A empresa projetou receitas entre 61 e 64 mil milhões de dólares para o próximo trimestre, com a linha do meio ficando abaixo dos 63,2 mil milhões que analistas esperavam. A queda é particularmente notável considerando que a Meta já comprometeu quase 700 mil milhões de dólares em despesas futuras ligadas a data centers de inteligência artificial e computação em nuvem.
O mercado agora aguarda os resultados da Apple e Amazon, divulgados após o encerramento de Wall Street. Esses números ganham peso especial porque o grupo das Sete Magníficas — as maiores empresas de tecnologia — tem ficado aquém do desempenho do mercado mais amplo este ano, alimentando dúvidas sobre se os investimentos maciços em inteligência artificial realmente compensarão. Sameer Samana, da Wells Fargo Investment Institute, ofereceu uma perspectiva mais otimista: apesar da volatilidade de curto prazo, as perspectivas para as ações norte-americanas permanecem construtivas, sustentadas por resultados empresariais robustos, adoção contínua de IA, uma economia resiliente e condições financeiras favoráveis.
Bemerkenswerte Zitate
Apesar da volatilidade de curto prazo, as perspectivas para as ações norte-americanas mantêm-se construtivas, sustentadas por resultados empresariais fortes, pela contínua adoção da IA, por uma economia resiliente e por condições financeiras favoráveis— Sameer Samana, Wells Fargo Investment Institute