No ritmo cíclico dos mercados financeiros, Wall Street encontrou ontem um momento de respiro depois de um dia de perdas, guiada pela voz tranquilizadora dos resultados trimestrais da Microsoft e da Visa. Num tempo em que o aumento das taxas de juro e o espectro da desaceleração económica pesam sobre os investidores, estas duas gigantes demonstraram que a rentabilidade ainda é possível — e o mercado, sempre atento a sinais de esperança, respondeu com uma recuperação modesta mas significativa. A temporada de resultados revela, por agora, que quase 80% das empresas do S&P 500 superam as expectati
Wall Street fecha em alta impulsionada pelos resultados da Microsoft e Visa
Quase 80% das empresas superaram expectativas, mas os ganhos foram modestos
Porque é que os resultados da Microsoft e da Visa foram tão importantes para virar o sentimento do mercado?
Porque mostraram que as empresas conseguem ainda gerar lucros sólidos apesar do ambiente de incerteza. Quando o mercado está assustado com taxas de juro mais altas, precisa de provas de que as empresas conseguem crescer mesmo assim.
E a Meta a cair antes de anunciar resultados — isso é um sinal de que os investidores já não acreditam nela?
Não é bem assim. É mais que o mercado já está a descontar más notícias antes delas chegarem. A Meta tem enfrentado pressão há meses, então quando há sinais de crescimento mais lento, o mercado já está preparado para o pior.
A Tesla recuperou depois de uma queda de 12%. Isso significa que o pânico sobre Elon Musk passou?
Não necessariamente. Uma recuperação de 0,58% é muito pequena comparada com a queda anterior. É mais um alívio técnico do que uma confiança renovada. Os investidores ainda estão atentos ao que ele faz com o Twitter.
Se 80% das empresas superaram expectativas, porque é que os ganhos foram tão modestos?
Porque o mercado já tinha incorporado essas boas notícias nos preços. Quando as expectativas caem muito, é mais fácil superá-las. E há ainda muita incerteza sobre o que vem a seguir — as taxas de juro vão continuar a subir, e ninguém sabe onde vai parar.
O Pulso
- Depois de um tombo acentuado na terça-feira, Wall Street precisava urgentemente de boas notícias para evitar que o pessimismo se instalasse de forma duradoura.
- A Microsoft e a Visa entregaram exatamente isso: lucros e receitas que superaram projeções e dissiparam, pelo menos temporariamente, os medos sobre taxas de juro e crescimento económico.
- Os índices recuperaram de forma contida — Dow Jones +0,23%, S&P 500 +0,25%, Nasdaq +0,03% —, sinalizando alívio sem euforia.
- A Meta afundou 3,32% antes mesmo de divulgar os seus resultados, antecipando um crescimento mais lento, enquanto a Tesla tentou recuperar parte da queda de 12% sofrida no dia anterior.
- Com quase 80% das empresas do S&P 500 a bater as expectativas dos analistas, a temporada de resultados aponta para uma resiliência económica que ainda não convenceu totalmente os mercados.
No ritmo cíclico dos mercados financeiros, Wall Street encontrou ontem um momento de respiro depois de um dia de perdas, guiada pela voz tranquilizadora dos resultados trimestrais da Microsoft e da Visa. Num tempo em que o aumento das taxas de juro e o espectro da desaceleração económica pesam sobre os investidores, estas duas gigantes demonstraram que a rentabilidade ainda é possível — e o mercado, sempre atento a sinais de esperança, respondeu com uma recuperação modesta mas significativa. A temporada de resultados revela, por agora, que quase 80% das empresas do S&P 500 superam as expectativas, sugerindo que a economia real resiste melhor do que os temores antecipavam.
A bolsa de Nova Iorque fechou quarta-feira em terreno positivo, revertendo as perdas significativas do dia anterior. O impulso veio de onde os investidores mais precisavam: dos resultados trimestrais da Microsoft e da Visa, que serviram de antídoto contra os receios sobre o aumento das taxas de juro e uma possível desaceleração económica global.
A Microsoft anunciou um lucro líquido de 16,72 mil milhões de dólares no trimestre encerrado em março, acima das projeções dos analistas, e as suas ações subiram 4,81%. A Visa foi ainda mais longe, com receitas que já ultrapassam os níveis pré-pandémicos, valorizando 6,47%. Os principais índices refletiram esta recuperação de forma modesta: o Dow Jones ganhou 0,23%, o S&P 500 avançou 0,25% e o Nasdaq subiu apenas 0,03%.
Nem todas as empresas partilharam do mesmo otimismo. A Meta recuou 3,32% antes de divulgar os seus próprios resultados, antecipando um crescimento mais lento do que o esperado. A Tesla, por sua vez, recuperou ligeiramente após a queda abrupta de 12% na véspera, quando os investidores temeram que Elon Musk pudesse vender ações da empresa para financiar a compra do Twitter.
O quadro geral da temporada de resultados é, ainda assim, encorajador: quase 80% das empresas do S&P 500 que já reportaram conseguiram superar as expectativas de Wall Street. A semana, porém, ainda não terminou, e muitos resultados aguardam divulgação.
A bolsa de Nova Iorque acordou de um tombo acentuado na terça-feira e terminou quarta-feira em território positivo, impulsionada por notícias que os investidores queriam ouvir. Depois de um dia de perdas significativas, os mercados encontraram alento nos resultados trimestrais da Microsoft e da Visa, duas gigantes que conseguiram acalmar os medos que têm assolado Wall Street nas últimas semanas: o aumento das taxas de juro e a possibilidade de uma desaceleração económica global.
Os números refletiram essa recuperação de forma modesta mas consistente. O Dow Jones subiu 0,23%, fechando em 33.314,98 pontos. O S&P 500 avançou 0,25%, atingindo 4.185,80 pontos. O Nasdaq, mais sensível aos movimentos tecnológicos, ganhou apenas 0,03%, terminando em 12.486,60 pontos. Não foram ganhos espetaculares, mas representavam um alívio depois da queda anterior.
A Microsoft foi a estrela do dia. A empresa de software anunciou um lucro líquido de 16,72 mil milhões de dólares durante o trimestre que terminou em março, superando as projeções dos analistas. O mercado respondeu com entusiasmo, elevando as ações em 4,81%. A Visa foi ainda mais longe. A rede de pagamentos registou receitas que ultrapassaram os níveis que tinha antes da pandemia, e os investidores recompensaram essa performance com um salto de 6,47% no preço das ações.
Nem tudo foi celebração. A Meta, proprietária do Facebook, recuou 3,32% antes mesmo de divulgar os seus resultados do trimestre, que se antecipava serem mais fracos, com um crescimento mais lento do que o esperado. A Tesla teve um dia mais misto: recuperou 0,58% após uma queda de 12% na terça-feira, quando os investidores se preocuparam com a possibilidade de Elon Musk ter de vender ações da empresa para financiar a sua aquisição do Twitter.
O contexto mais amplo é importante. Quase um terço das empresas que compõem o S&P 500 divulgaram resultados durante esta semana. Globalmente, quase 80% delas conseguiram superar as expectativas dos analistas de Wall Street. Esses números sugerem que, apesar das preocupações com as taxas de juro e o crescimento económico, muitas empresas conseguem ainda manter a rentabilidade. Mas a semana está longe de terminar, e há ainda muitos resultados por anunciar.
Citações Notáveis
Os resultados da Microsoft e Visa aliviaram as preocupações dos investidores em torno do aumento das taxas de juro e do abrandamento do crescimento económico global— Análise de mercado