Wall Street fecha em alta com tecnológicas em destaque; Intel sobe 12%

Os chips são o combustível disso tudo, e os investidores acreditam que a IA é o próximo grande ciclo.
O mercado de semicondutores disparou na segunda-feira, impulsionado pela euforia em torno da inteligência artificial.
Mark

Porque é que o preço do petróleo caindo fez Wall Street subir tanto? Parecia uma sessão movida por esperança, não por números concretos.

Mimi

Porque o petróleo mais barato significa menos pressão inflacionária. Se o crude sobe, os custos sobem em toda a economia. Os investidores viram Trump a dizer que talvez se reunisse com o Presidente iraniano e pensaram: talvez a tensão no Golfo Pérsico acalme. Menos risco, menos preço do petróleo, menos inflação.

Luke

Mas isso é especulação sobre o que Trump "provavelmente" faria. Ele não confirmou nada concreto. E os carregamentos sauditas dispararam — isso é facto, mas o que significa exatamente? Redução de tensões ou apenas movimento comercial normal?

Mark

E as tecnológicas? A Intel subiu 12%, a AMD 10%. Isso foi só porque o petróleo caiu?

Mimi

Não, foi paralelo. O mercado de IA está em euforia. A Meta lançou um agente de IA que disparou para o topo das aplicações. A Google anunciou novos portáteis com IA integrada. Os chips são o combustível disso tudo. Os investidores acreditam que a IA é o próximo grande ciclo de crescimento.

Luke

A Meta subiu 11,34% porque uma aplicação chegou ao topo das charts? Isso é volátil. Uma aplicação pode descer amanhã. E o Nasdaq subiu 2,26% — é uma alta significativa, mas estamos a falar de um único dia. Não sabemos se isto sustém.

Mark

Então o que vem a seguir? O que os investidores estão realmente à espera?

Mimi

A cimeira Trump-Xi Jinping na quinta-feira. Se conseguirem um acordo sobre tarifas e acesso a minerais críticos, os mercados podem disparar ainda mais. A China é crucial para a cadeia de abastecimento de IA.

Luke

Mas se as negociações colapsarem, voltamos ao medo de guerra comercial. E isso pode apagar tudo isto. O mercado está a precificar um cenário muito otimista. Uma má notícia de Pequim e isto inverte.

  • Intel subiu mais de 12%, AMD cerca de 10%
  • S&P 500 ganhou 1,49%, Nasdaq Composite 2,26%
  • Meta avançou 11,34% após sucesso do agente de IA Muse
  • Crude Brent oscilou em torno dos 100 dólares por barril
  • Cimeira Trump-Xi Jinping marcada para quinta-feira

Intel disparou mais de 12% e AMD subiu cerca de 10%, com o mercado renovadamente otimista sobre chips para inteligência artificial. Meta avançou 11,34% após o seu novo agente de IA Muse atingir o topo das aplicações móveis, sinalizando progresso num mercado cada vez mais competitivo.

Wall Street registou o melhor dia desde agosto, com os principais índices a subirem impulsionados por otimismo no setor tecnológico e queda do preço do petróleo, numa sessão marcada por esperança diplomática entre EUA e Irão.

Wall Street acordou verde na segunda-feira, com os três principais índices americanos a fecharem em alta numa sessão que marcou o melhor dia desde o início de agosto. O otimismo veio de dois lados: as tecnológicas dispararam com notícias promissoras sobre inteligência artificial e semicondutores, enquanto o preço do petróleo caía com a esperança de que diplomatas conseguissem desanuviar a tensão entre Washington e Teerão.

Os números refletiram essa euforia. O S&P 500 ganhou 1,49%, fechando em 7.764,70 pontos. O Dow Jones avançou 0,71% para 52.048,83 pontos. Mas foi o Nasdaq que realmente voou: o índice composto subiu 2,26% para 27.122,09 pontos, enquanto o Nasdaq 100, que agrupa as cem maiores empresas não financeiras, ganhou 2,83% e fechou em 30.482,35 pontos. O crude Brent, a referência europeia, oscilou em torno dos 100 dólares por barril durante o dia, chegando mesmo a ser negociado abaixo desse nível.

Os fabricantes de chips foram as estrelas da sessão. A Intel disparou mais de 12%, enquanto a AMD subiu cerca de 10%, alimentadas pelo renovado otimismo dos investidores em relação aos semicondutores necessários para alimentar a indústria de inteligência artificial. A AMD chegou a rondar uma capitalização de mercado de um bilião de dólares durante o pregão. A Meta, proprietária do Facebook, também brilhou com um avanço de 11,34%, impulsionada pelo sucesso do seu novo agente de IA chamado Muse, que rapidamente escalou ao topo das tabelas de aplicações móveis. Segundo a Bloomberg, o movimento sinalizava que a empresa de Mark Zuckerberg estava a ganhar terreno num mercado de assistentes de IA para consumidores cada vez mais disputado. A Alphabet, dona da Google, também subiu, ganhando 1,55% após anunciar os preços e especificações dos primeiros Googlebooks, a sua aposta no segmento de portáteis de gama alta onde as funcionalidades de IA integradas se tornaram padrão.

O alívio no preço do petróleo estava ligado a sinais diplomáticos vindos de Washington. O Presidente Donald Trump disse à Fox News que estaria "provavelmente" disponível para se encontrar com o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. Entretanto, os carregamentos de petróleo da Arábia Saudita observados no Golfo Pérsico dispararam durante o fim de semana, um movimento que os mercados interpretaram como sinal de redução de tensões na região.

Jay Woods, analista da Freedom Capital Markets, explicou a dinâmica em declarações à Bloomberg: sinais de diplomacia poderiam aliviar os preços do petróleo e os receios de inflação, mas uma nova escalada ou perturbações nas exportações da região poderiam fazer subir o preço do crude, pressionar os consumidores e complicar a próxima decisão da Reserva Federal. Wall Street prepara-se agora para a cimeira entre Trump e o Presidente da China, Xi Jinping, marcada para quinta-feira, depois de responsáveis dos dois países terem feito balanços otimistas das conversações sobre inteligência artificial, comércio e investimento. Os investidores estão à procura de notícias sobre acordos que possam reduzir tarifas ou melhorar o acesso a minerais críticos, acrescentou Woods. Um colapso das negociações poderia, pelo contrário, reavivar os receios de uma guerra comercial e aumentar a volatilidade nos mercados.

Os sinais de diplomacia podem aliviar os preços do petróleo e os receios de inflação, enquanto uma nova escalada ou perturbações nas exportações da região podem fazer subir o preço do crude, pressionar os consumidores e complicar a próxima decisão da Fed.
— Jay Woods, Freedom Capital Markets
Os investidores estão à procura de notícias sobre acordos que possam reduzir tarifas ou melhorar o acesso a minerais críticos.
— Jay Woods, Freedom Capital Markets
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