Wall Street fecha em alta antes da pausa do Dia de Ação de Graças

O mercado percebeu que talvez não houvesse razão para pânico
A volatilidade caiu drasticamente após dados de desemprego melhores e sinais de cortes de juros da Fed.
Mark

Porque é que um corte de juros de apenas 25 pontos-base em dezembro gerou tanta confiança no mercado?

Mimi

Porque não é apenas sobre esse corte isolado. Os investidores estão a ver um padrão — a Fed a sinalizar flexibilização, dados económicos a mostrarem resiliência, e agora a possibilidade de uma liderança futura mais alinhada com essa direção. É a narrativa de que a economia pode desacelerar de forma controlada sem entrar em crise.

Mark

A queda de 35% do VIX em quatro dias parece extrema. O que mudou tão rapidamente?

Mimi

A semana anterior tinha sido de puro pânico sobre inteligência artificial — a ideia de que as empresas estavam sobrevalorizadas e que o mercado ia corrigir brutalmente. Quando os dados de desemprego saíram melhores e a Fed continuou a sinalizar cortes, o mercado percebeu que talvez não houvesse razão para pânico. A volatilidade caiu porque o medo desapareceu.

Mark

Dell subiu 6% por ter aumentado projeções de servidores de IA, mas Alphabet caiu apesar de renovar máximos. Como se explica?

Mimi

Alphabet já tinha corrido muito — estava no topo. Dell tinha uma história nova para contar. Os mercados não compram apenas o que é bom; compram o que é bom E inesperado. Alphabet já tinha incorporado as expectativas de sucesso.

Mark

Estas projeções para 2026 — 7.300 a 8.000 pontos — parecem muito otimistas.

Mimi

Dependem de cenários onde a Fed consegue cortar juros sem desencadear recessão, e onde a inteligência artificial continua a impulsionar lucros corporativos. Não é impossível, mas repousa em várias coisas correrem bem simultaneamente.

Mark

Kevin Hassett como próximo presidente da Fed é uma mudança significativa?

Mimi

Muito. Powell é um banqueiro central ortodoxo. Hassett é economista, mais próximo de Trump, e historicamente mais favorável a juros mais baixos. Os mercados estão a precificar isso como positivo para ações, mas é uma mudança real na filosofia da instituição.

  • A semana anterior havia sido marcada por vendas em massa ligadas a receios de sobrevalorização em inteligência artificial, deixando os mercados em estado de alerta.
  • O índice VIX despencou mais de 35% em quatro dias — a maior queda desde abril —, sinalizando uma reversão abrupta do pânico para a calma.
  • Os pedidos de subsídio de desemprego surpreenderam positivamente ao recuar para 216 mil, reforçando a narrativa de que a Fed tem espaço para cortar juros em dezembro.
  • A possível nomeação de Kevin Hassett para suceder Jerome Powell adicionou uma camada política à equação, com investidores a interpretarem a escolha como favorável a taxas mais baixas.
  • S&P 500, Nasdaq e Dow Jones fecharam todos em alta, com o setor tecnológico — liderado por Microsoft e Nvidia — a puxar os ganhos, enquanto Deere & Co. travou o entusiasmo com perspetivas dececionantes.
  • Os analistas de grandes bancos já projetam o S&P 500 entre 7.300 e 8.000 pontos para 2026, com 80% de probabilidade de corte de juros em dezembro a ancorar o otimismo.

Na véspera do Dia de Ação de Graças, Wall Street encerrou em alta moderada, como se os mercados procurassem um momento de equilíbrio após semanas de turbulência. A queda nos pedidos de subsídio de desemprego e o tom conciliador da Reserva Federal reacenderam a esperança de um corte de juros em dezembro, lembrando que, nos mercados como na vida, a confiança é muitas vezes tão poderosa quanto os próprios dados. O silêncio que se seguiu — com as bolsas fechadas na quinta-feira — chegou num momento em que os investidores tinham, finalmente, razões para respirar.

A bolsa norte-americana encerrou a quarta-feira em terreno positivo, com o S&P 500 a subir 0,69% para 6.812,61 pontos, o Nasdaq a avançar 0,82% e o Dow Jones a ganhar 0,67%. A sessão foi marcada por uma convicção crescente de que a Reserva Federal poderá cortar as taxas de juro em dezembro, alimentada por dados do mercado laboral mais robustos do que o esperado.

O setor tecnológico foi o principal motor da sessão. A Microsoft valorizou 1,78% e a Nvidia subiu 1,37%, enquanto a Dell Technologies disparou mais de 6% após elevar as suas projeções para o mercado de servidores de inteligência artificial. Em sentido contrário, a Deere & Co. caiu mais de 5% com perspetivas anuais abaixo das expectativas.

O clima de recuperação refletiu-se também na queda do índice VIX, que recuou mais de 35% em quatro dias — a maior descida desde abril —, após uma semana anterior turbulenta dominada por receios de sobrevalorização no setor da inteligência artificial. Os pedidos de subsídio de desemprego recuaram para 216 mil, surpreendendo positivamente e reforçando as apostas num corte de 25 pontos-base a 10 de dezembro.

A possível nomeação de Kevin Hassett para suceder Jerome Powell na presidência da Fed acrescentou um elemento político ao otimismo dos mercados, com os investidores a verem a escolha como alinhada com a pressão para taxas mais baixas. A probabilidade de corte em dezembro situa-se agora nos 80%, com mais três reduções esperadas até ao final de 2026.

Este renovado otimismo está a alimentar projeções ambiciosas para o próximo ano: o Deutsche Bank aponta para 8.000 pontos no S&P 500, o JPMorgan para 7.500 e o Société Générale para 7.300. A sessão encerrou antes da pausa do Dia de Ação de Graças, com os mercados fechados na quinta-feira.

A bolsa norte-americana encerrou a quarta-feira em terreno positivo, com os três principais índices a registarem ganhos modestos mas consistentes. O S&P 500 subiu 0,69% para 6.812,61 pontos, o Nasdaq Composite avançou 0,82% para 23.214,69, e o Dow Jones ganhou 0,67% para 47.427,12. Por trás destes números estava uma convicção crescente entre os investidores de que a Reserva Federal poderia mesmo autorizar um novo corte nas taxas de juro em dezembro, uma perspectiva que ganhou força com a divulgação de dados do mercado laboral mais robustos do que o esperado.

O setor tecnológico foi o grande motor da sessão. A Microsoft valorizou 1,78%, a Nvidia subiu 1,37%, enquanto a Amazon recuou ligeiramente 0,22%, a Meta cedeu 0,41% e a Alphabet perdeu 1,04% após ter renovado máximos históricos no dia anterior. A Dell Technologies foi particularmente destaque, disparando mais de 6% depois de ter elevado as suas projeções anuais para o mercado de servidores de inteligência artificial. Em contraste, a Deere & Co. caiu mais de 5%, com as suas perspectivas para o próximo ano a ficarem aquém do que o mercado esperava.

O clima de confiança refletiu-se também na redução dramática da volatilidade. O índice VIX, conhecido como o "índice do medo" de Wall Street, caiu mais de 35% nos últimos quatro dias — a maior queda desde meados de abril. Esta recuperação surge após uma semana anterior turbulenta, quando receios sobre a sobrevalorização de empresas ligadas à inteligência artificial tinham provocado uma venda em massa de ativos de risco.

Os dados do mercado laboral divulgados esta terça-feira ajudaram a consolidar as expectativas de flexibilização monetária. Os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos recuaram para 216 mil na semana terminada a 22 de novembro, segundo o Departamento do Trabalho norte-americano. O resultado surpreendeu positivamente, contrariando as previsões do mercado que apontavam para um aumento modesto. Ian Lyngen, analista da BMO Capital Markets, descreveu os dados como "mais fortes do que o esperado" e reforçou que nada nos relatórios impediria o Comité Federal do Mercado Aberto de reduzir as taxas de juro em 25 pontos-base a 10 de dezembro.

As declarações de responsáveis da Fed com tom mais flexível têm alimentado estas apostas. A situação ganhou ainda mais relevância com a notícia de que Kevin Hassett, diretor do Conselho Económico Nacional da Casa Branca, é o principal candidato para suceder a Jerome Powell na presidência da instituição quando o seu mandato terminar em maio do próximo ano. Os investidores veem esta escolha como alinhada com a pressão do Presidente Donald Trump para uma redução das taxas de juro. Os mercados apontam agora para uma probabilidade de cerca de 80% de um corte de um quarto de ponto em dezembro, seguido de mais três até ao final de 2026.

Esta confiança renovada está a alimentar otimismo sobre o desempenho das ações em 2026. O Deutsche Bank espera que o S&P 500 atinja os 8 mil pontos até ao final do próximo ano, enquanto o JPMorgan projeta 7.500 pontos e o Société Générale estabelece uma meta de 7.300 pontos. Estas previsões sugerem que, apesar da volatilidade recente, os analistas continuam a ver espaço para apreciação significativa nos próximos meses. A sessão de quarta-feira encerrou antes da pausa do Dia de Ação de Graças, com os mercados norte-americanos a permanecerem fechados na quinta-feira.

Foram dados mais fortes do que o esperado que reforçaram a noção de que existem correntes contrárias e um desempenho misto na economia real
— Ian Lyngen, BMO Capital Markets
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