Wall Street abre no verde com otimismo sobre acordo EUA-China

Negociadores alcançaram termos em pontos controversos
O avanço nas negociações comerciais entre EUA e China impulsionou os ganhos em Wall Street.
Mark

O que explica exatamente este otimismo? É apenas a notícia do acordo, ou há algo mais profundo?

Mimi

Os investidores estão a reagir ao sinal de que as negociações estão a progredir. Quando duas economias de dimensão global conseguem encontrar terreno comum, reduz-se a incerteza, e isso torna os mercados mais confiantes em relação ao futuro próximo.

Luke

Mas temos de ser claros: ainda não há acordo fechado. O que temos são negociadores que alcançaram termos em pontos controversos. A reunião entre Trump e Xi ainda não aconteceu.

Mark

Portanto, isto é especulação sobre o que pode vir a acontecer?

Mimi

Não é especulação vazia. Quando negociadores conseguem avanços significativos, é um indicador real de que as partes estão dispostas a fazer concessões. Mas sim, o acordo final ainda está por confirmar.

Luke

E há outro fator: a semana promete ser intensa com divulgação de contas e decisão da Fed. O mercado pode estar a reagir a múltiplos fatores simultaneamente, não apenas ao acordo comercial.

Mark

Faz sentido. E quanto aos setores que caíram, como as terras raras?

Mimi

Estão a antecipar que um acordo pode levar a China a relaxar as restrições às exportações. Para quem lucra com a escassez, isso é má notícia.

Luke

Mas novamente, isto é antecipação. Não sabemos ainda quais serão os termos específicos do acordo, se é que ele se concretiza.

  • O sinal de entendimento entre Washington e Pequim foi suficiente para desencadear uma onda de compras: o Nasdaq liderou os ganhos com 1,43%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones também avançaram de forma sólida.
  • A Bitcoin regressou acima dos 115 mil dólares, revelando que o apetite pelo risco se estendeu muito além das bolsas tradicionais.
  • As empresas ligadas às terras raras recuaram, antecipando que um acordo pode levar a China a aliviar as suas restrições às exportações destes materiais estratégicos — um sinal de que nem todos ganham com a distensão.
  • A semana promete ser decisiva: resultados trimestrais de grandes empresas e a esperada decisão da Fed de cortar as taxas em 25 pontos base vão testar a solidez deste otimismo.
  • Na Europa, o panorama foi mais dividido — Alemanha, França e Portugal em queda, enquanto Reino Unido, Espanha, Itália e Países Baixos se mantiveram em terreno positivo, espelhando a leitura desigual do momento geopolítico.

Num momento em que as tensões entre as duas maiores economias do mundo pareciam intratáveis, negociadores norte-americanos e chineses encontraram terreno comum — e os mercados responderam com a linguagem que lhes é própria: a subida. Wall Street abriu a semana em alta, com o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq a registarem ganhos expressivos, impulsionados pela perspetiva de um acordo comercial que poderá culminar num encontro entre Trump e Xi Jinping. É o otimismo cauteloso de quem reconhece que a paz económica, mesmo quando provisória, vale mais do que a certeza do conflito.

Wall Street abriu a sessão de segunda-feira em alta, com os três principais índices norte-americanos a registarem ganhos assinaláveis. O S&P 500 subiu 0,92%, o Dow Jones avançou 0,61% e o Nasdaq ganhou 1,43% — movimentos que têm uma origem clara: durante o fim de semana, circulou a notícia de que negociadores dos Estados Unidos e da China chegaram a entendimento sobre vários pontos controversos das suas negociações comerciais.

Este acordo preliminar abre caminho para um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, onde os termos poderão ser finalizados. Para os investidores, a simples perspetiva de que as duas maiores economias do mundo encontram terreno comum é razão suficiente para comprar. No mercado de criptomoedas, a Bitcoin recuperou para acima dos 115 mil dólares, refletindo o mesmo apetite renovado pelo risco.

Nem todos os setores beneficiaram da mesma forma. As empresas ligadas às terras raras recuaram, antecipando que um acordo poderá levar a China a relaxar as suas restrições às exportações destes materiais críticos — uma ironia do mercado, onde a boa notícia para uns é pressão para outros. Entre os destaques individuais, a Keurig Dr Pepper subiu após resultados positivos e o anúncio do financiamento para a aquisição da JDE Peet's, enquanto a GameStop voltou às atenções depois de uma conta associada à Casa Branca republicar uma declaração da empresa sobre o fim da chamada 'guerra das consolas'.

Na Europa, o panorama foi mais misto: Alemanha, França e Portugal negociavam em queda, ao passo que Reino Unido, Espanha, Itália e Países Baixos se mantinham positivos. O petróleo subiu ligeiramente, e o euro valorizou face ao dólar, refletindo o reposicionamento dos investidores perante a possível distensão comercial. A semana que se segue será exigente: resultados trimestrais de grandes empresas e a decisão da Reserva Federal sobre as taxas de juro — com expectativa de corte de 25 pontos base — vão testar até onde vai este otimismo.

Os mercados norte-americanos abriram a sessão de segunda-feira em terreno positivo, com os três principais índices a registarem ganhos. O S&P 500 subiu 0,92% para 6.854,35 pontos, o Dow Jones avançou 0,61% para 47.493,05 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,43% para 23.537,47 pontos. O otimismo que impulsionou estas subidas tem origem numa notícia que circulou durante o fim de semana: negociadores dos Estados Unidos e da China terão chegado a um entendimento sobre uma série de pontos que vinham sendo controversos nas suas negociações comerciais.

Este acordo preliminar abre o caminho para um encontro entre o Presidente norte-americano Donald Trump e o Presidente chinês Xi Jinping, onde os termos serão finalizados. Para os investidores, o sinal de que as duas maiores economias do mundo conseguem encontrar terreno comum é suficiente para impulsionar compras. A semana que se inicia promete ser particularmente intensa: além das negociações comerciais, as empresas começam a divulgar os seus resultados trimestrais, e a Reserva Federal norte-americana anunciará as suas decisões sobre as taxas de juro, com expectativas de um corte de 25 pontos base.

No mercado de criptomoedas, a Bitcoin recuperou para níveis acima dos 115 mil dólares, refletindo o apetite renovado pelo risco. A Keurig Dr Pepper beneficiou da divulgação de contas positivas, mas o verdadeiro catalisador foi o anúncio do financiamento conseguido para a sua aquisição da JDE Peet's NV. A GameStop voltou aos holofotes depois de uma conta associada à Casa Branca ter republicado uma declaração da empresa na rede X anunciando o fim da chamada "guerra das consolas". Outras empresas como a Five Below e a DoorDash subiram impulsionadas por recomendações de upgrade dos analistas.

Nem todos os setores beneficiaram igualmente. As empresas ligadas às terras raras recuaram, antecipando um possível alívio das restrições chinesas às exportações destes materiais críticos. Este movimento reflete a expectativa de que um acordo comercial entre Washington e Pequim possa levar a China a relaxar algumas das suas políticas protecionistas.

O panorama europeu apresentava-se mais misto. Enquanto os índices da Alemanha, França e Portugal negociavam em queda, as bolsas do Reino Unido, Espanha, Itália e Países Baixos mantinham-se em terreno positivo. Nos mercados de matérias-primas, o petróleo negociava em alta: o brent subiu 0,17% para 65,31 dólares por barril, enquanto o crude norte-americano ganhou 0,36% para 61,72 dólares.

Na frente cambial, o euro valorizou 0,14% face ao dólar, atingindo 1,16407 dólares, enquanto perdia 0,17% face à libra esterlina, fixando-se em 0,87219 libras. Estes movimentos refletem o reposicionamento dos investidores num contexto de potencial resolução das tensões comerciais que têm marcado a economia global nos últimos anos.

Os sinais de entendimento entre os Estados Unidos e a China estão a entusiasmar os investidores, depois de negociadores dos dois países terem alcançado termos de acordo numa série de pontos controversos
— Research do Millennium
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