Wall Street abre em alta com Microsoft a disparar 14% após resultados tecnológicos

Os investidores aproveitam a queda para reentrar no setor tecnológico
Depois de semanas de pressão sobre ações de IA e semicondutores, Wall Street vê oportunidade na recuperação.
Mark

Porque é que a Microsoft subiu tanto — 14% é um movimento enorme num único dia?

Mimi

Os resultados mostraram crescimento forte no cloud, que é onde a empresa está a ganhar dinheiro com inteligência artificial. Os investidores também gostaram do plano de investimento em infraestrutura que a empresa anunciou.

Luke

Mas é importante notar que isto segue uma queda recente no setor. O analista diz explicitamente que os investidores estão a aproveitar uma "correção recente" — ou seja, estão a comprar porque os preços caíram, não necessariamente porque a Microsoft mudou fundamentalmente.

Mark

E a Meta? Porque é que caiu tanto se também trabalha em IA?

Mimi

A Meta apresentou projeções de lucros que decepcionaram. Os investidores estão preocupados que os gastos massivos da empresa em IA não vão gerar retornos suficientes.

Luke

Esse é um ponto crítico — a fonte diz que os investidores estão "céticos quanto ao retorno dos seus elevados gastos em IA". Isto não é um facto sobre os retornos reais; é uma atitude do mercado. Ainda não sabemos se a Meta vai ou não ter sucesso.

Mark

O PIB dos EUA cresceu apenas 1,5%? Isso não é preocupante?

Mimi

É mais fraco do que o esperado, sim. Mas a economia da Zona Euro teve um desempenho forte, portanto há dinâmicas diferentes em jogo.

Luke

Aqui temos um contraste interessante mas ainda vago. A fonte diz que a Zona Euro teve "forte desempenho" mas não dá números. Sabemos que os EUA ficaram abaixo das expectativas, mas não sabemos quanto melhor foi a Europa.

Mark

O que é que isto significa para os próximos dias?

Mimi

Provavelmente vai depender de mais resultados empresariais e de dados económicos. A sessão de hoje mostrou que o mercado está a discriminar — a Microsoft sobe, a Meta cai. Não é um movimento de "tudo sobe" ou "tudo cai".

Luke

Exatamente. E o crescimento mais lento do PIB nos EUA é um pano de fundo que pode limitar quanto as ações podem subir, mesmo que empresas específicas tenham bons resultados.

  • A Microsoft disparou 14,25% após resultados que reacenderam a confiança no potencial da cloud e da inteligência artificial, arrastando o Nasdaq para um ganho de 1,64%.
  • A Meta afundou 5,43% depois de projeções de lucro que deixaram o mercado a questionar se os seus investimentos massivos em IA alguma vez gerarão retornos suficientes.
  • O PIB dos EUA cresceu apenas 1,5% no segundo trimestre, abaixo dos 2% esperados, enquanto a Zona Euro apresentava sinais de vigor — uma divergência que não passou despercebida.
  • O Banco de Inglaterra manteve os juros nos 3,75%, numa decisão não unânime que ecoa a cautela da Reserva Federal americana na véspera.
  • Os mercados de matérias-primas recuaram, com o petróleo WTI a cair 1,09% e o Brent a perder 1,49%, enquanto o euro ganhou terreno face ao dólar, fixando-se nos 1,15 dólares.

Em Wall Street, a sessão de quinta-feira revelou algo mais do que uma simples recuperação de índices: revelou a capacidade dos mercados de distinguir, após semanas de venda indiscriminada, entre empresas com fundamentos sólidos e aquelas cujos investimentos em inteligência artificial ainda não encontraram resposta clara nos resultados. A Microsoft, com um salto de 14,25%, tornou-se o símbolo desta reavaliação coletiva, enquanto a Meta, penalizada por projeções dececionantes, lembrou que a confiança dos investidores é sempre condicional. Ao fundo, um PIB americano abaixo do esperado e uma Zona Euro mais resiliente sugerem que as grandes economias do mundo caminham, cada vez mais, em ritmos distintos.

Os mercados de Nova Iorque abriram em alta na quinta-feira, com o setor tecnológico a liderar uma recuperação esperada após semanas de pressão sobre ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores. O Dow Jones ganhou 0,39%, o S&P 500 avançou 0,75% e o Nasdaq subiu 1,64%, sinalizando um apetite renovado por ativos que tinham sido duramente castigados.

A grande protagonista foi a Microsoft, que disparou 14,25% após apresentar resultados que impressionaram o mercado. O crescimento da sua divisão de cloud e um plano ambicioso de investimento em infraestrutura de IA reforçaram a confiança nos seus ganhos futuros. Amazon, Caterpillar, Goldman Sachs e Nvidia também registaram subidas. O analista Ramiro Loureiro, do Millennium Investment Banking, sublinhou que os investidores estavam a aproveitar a correção recente para reentrar no setor, vendo oportunidade onde antes havia apenas incerteza.

Nem todas as tecnológicas beneficiaram do otimismo. A Meta caiu 5,43% após projeções de lucro que decepcionaram analistas e investidores, alimentando dúvidas sobre o retorno dos seus investimentos em IA. A Qualcomm também recuou, enquanto fora do setor tecnológico, Nike, Walt Disney, Johnson & Johnson e Travelers registaram perdas assinaláveis.

O pano de fundo macroeconómico oferecia sinais mistos: o PIB dos EUA cresceu apenas 1,5% no segundo trimestre, abaixo dos 2% esperados, contrastando com o desempenho mais robusto da Zona Euro. O Banco de Inglaterra manteve os juros nos 3,75%, numa decisão não unânime que espelhou a cautela da Fed no dia anterior. Nos mercados de matérias-primas, o petróleo recuou e o euro valorizou face ao dólar.

A sessão confirmou uma tendência de discriminação: os mercados deixaram de vender tudo indiscriminadamente e passaram a distinguir entre empresas com modelos de negócio sólidos em cloud e IA e aquelas cujas apostas no setor ainda não encontraram resposta nos resultados. O crescimento mais lento da economia americana permanece como fator de preocupação, mas a recuperação tecnológica sugeriu que os investidores estão, finalmente, a fazer as perguntas certas.

Os mercados de Nova Iorque abriram em terreno positivo na sessão de quinta-feira, com o setor tecnológico a liderar a recuperação depois de semanas de pressão sobre as ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores. O Dow Jones ganhou 0,39% para 51.793,49 pontos, o S&P 500 avançou 0,75% para 7.370,71 pontos, e o Nasdaq subiu 1,64% para 24.845,73 pontos, refletindo um apetite renovado pelos ativos que tinham sido castigados nas últimas semanas.

A Microsoft foi a grande estrela da sessão, disparando 14,25% após divulgar resultados que impressionaram os investidores. O crescimento robusto da sua divisão de cloud computing e o anúncio de um plano ambicioso de investimento em infraestrutura de inteligência artificial alimentaram a confiança nos ganhos futuros da empresa. A Amazon acompanhou a tendência com um ganho de 3,14%, enquanto a Caterpillar subiu 3,08%, a Goldman Sachs ganhou 2% e a Nvidia somou 1,11%. Ramiro Loureiro, analista do Millennium Investment Banking, explicou que os investidores estavam a aproveitar a queda recente em tecnológicas para reentrar no setor ou formar novas posições, vendo oportunidade onde havia antes apenas incerteza.

Nem todas as tecnológicas beneficiaram do otimismo. A Meta desabou 5,43% depois de apresentar projeções de lucros que decepcionaram o mercado, deixando analistas e investidores questionarem se os gastos massivos da empresa em inteligência artificial virão a gerar retornos adequados. A Qualcomm também caiu, afetada por pressão nas margens e perspetivas de lucro mais frágeis. Fora do setor tecnológico, a Nike perdeu 3,84%, a Walt Disney recuou 2,61%, a Johnson & Johnson caiu 2,78% e a Travelers deslizou 2,33%.

O contexto macroeconómico oferecia sinais mistos. Os dados divulgados na manhã mostraram que o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos cresceu apenas 1,5% no segundo trimestre, numa base anualizada, ficando abaixo da expectativa de 2%. Este resultado mais fraco contrastava com notícias de desempenho robusto da economia da Zona Euro. Entretanto, o Banco de Inglaterra manteve a taxa de juro britânica nos 3,75%, sem surpresas, embora a decisão não tenha sido unânime — um padrão semelhante ao da Reserva Federal americana no dia anterior.

Nos mercados de matérias-primas, o petróleo texano WTI caiu 1,09% para 83,52 dólares por barril, enquanto o Brent perdeu 1,49% para 86,77 dólares. O gás natural deslizou 0,84% para 2,699 dólares. No mercado cambial, o euro ganhou terreno, valorizando 0,27% face ao dólar e fixando-se nos 1,15 dólares.

A sessão refletiu uma reavaliação dos investidores sobre o setor tecnológico após semanas de volatilidade. Enquanto a Microsoft e outras empresas com modelos de negócio sólidos em cloud e IA atraíram capital, as companhias com perspetivas menos claras sobre o retorno dos seus investimentos em inteligência artificial enfrentaram saídas de fundos. O crescimento económico mais lento nos EUA permanece como fator de preocupação subjacente, mas a recuperação no setor tecnológico sugeriu que os mercados estão a discriminar entre empresas com base em fundamentos específicos, em vez de vender tudo indiscriminadamente.

A acentuada correção recente em empresas ligadas à inteligência artificial e à indústria de semicondutores parece estar a ser aproveitada para reentrada ou formação de posições de investimento
— Ramiro Loureiro, analista do Millennium Investment Banking
A Microsoft brilha em resposta ao crescimento de cloud e ao plano de investimento, contrastando com a queda da Meta, após ter apresentado projeções dececionantes
— Ramiro Loureiro, analista do Millennium Investment Banking
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