Na terra das festas e do trabalho rural, a Volkswagen ergueu o véu de uma nova era para as picapes brasileiras: a Tukan chegou a Barretos sem disfarces, carregando a herança da Saveiro e a ambição de redefinir o segmento intermediário. Com fabricação nacional, design inspirado nos SUVs da própria família e motorizações que vão do simples ao híbrido, a montadora aposta que uma única plataforma pode servir tanto ao peão quanto ao aventureiro urbano. O lançamento, previsto para 2027, anuncia uma disputa acirrada com Strada, Toro e Montana — e levanta a pergunta perene sobre o que, afinal, uma pic
VW Tukan é revelada sem camuflagem em Barretos; substituta da Saveiro chega em 2027
A Tukan mantém as mesmas versões da Saveiro que substitui
Por que a Volkswagen escolheu manter exatamente as mesmas duas versões da Saveiro — Robust e Extreme — em vez de criar algo completamente novo?
Porque a Saveiro funcionou. Essas duas versões já dividem o mercado entre quem precisa trabalhar e quem quer lazer. A Volkswagen não está inventando a roda; está modernizando algo que já sabe vender.
Os freios traseiros a tambor na versão de cabine dupla parecem um retrocesso. Como isso se justifica?
É um trade-off. Você ganha capacidade de carga e volume de caçamba — as maiores da categoria, segundo a promessa. Mas perde conforto quando vazia. A Saveiro deixou isso para trás há dez anos.
E quanto à nacionalização de 85%? Isso é alto ou baixo para uma picape?
É estratégico. Quanto mais peças nacionais, mais barata fica a produção e mais competitiva a Tukan fica contra Strada e Toro. Mas 15% ainda vem de fora — provavelmente componentes mais sofisticados, como o sistema híbrido.
O design parece emprestar muito dos SUVs Tera e Nivus. Isso não tira a identidade da picape?
Ao contrário. Dá à Tukan uma linguagem visual moderna que a Saveiro não tinha. Os faróis full-led até na versão básica, as lanternas 3D, as molduras geométricas — tudo isso faz a picape parecer maior e mais contemporânea.
E a motorização híbrida no topo de linha — é realmente necessária em uma picape?
Para reduzir consumo em saídas e retomadas, sim. Uma picape que trabalha muito faz muitas acelerações curtas. O sistema de 48 volts ajuda nisso. É a mesma lógica da Toro.
El Pulso
- A Saveiro, companheira de décadas do trabalhador brasileiro, cede oficialmente seu lugar à Tukan — uma transição que carrega tanto nostalgia quanto expectativa.
- A revelação sem camuflagem em Barretos surpreendeu ao mostrar a cabine simples Robust, versão inédita que confirma o compromisso da VW com o uso profissional da picape.
- O eixo traseiro rígido com feixes de mola promete maior capacidade de carga, mas levanta dúvidas sobre o conforto no dia a dia — uma troca que divide opiniões entre compradores.
- Com três opções de motor — incluindo o híbrido leve 1.5 eTSI Evo2 de 48 volts — a Tukan tenta cobrir desde o freteiro até o consumidor que busca eficiência e tecnologia.
- O lançamento em 2027, com 85% de peças nacionalizadas, posiciona a Tukan como resposta direta à Strada, Toro e Montana, tornando o segmento intermediário um campo de batalha ainda mais disputado.
Na terra das festas e do trabalho rural, a Volkswagen ergueu o véu de uma nova era para as picapes brasileiras: a Tukan chegou a Barretos sem disfarces, carregando a herança da Saveiro e a ambição de redefinir o segmento intermediário. Com fabricação nacional, design inspirado nos SUVs da própria família e motorizações que vão do simples ao híbrido, a montadora aposta que uma única plataforma pode servir tanto ao peão quanto ao aventureiro urbano. O lançamento, previsto para 2027, anuncia uma disputa acirrada com Strada, Toro e Montana — e levanta a pergunta perene sobre o que, afinal, uma picape precisa ser.
A Volkswagen escolheu a Festa do Peão de Barretos para revelar, sem véus e sem camuflagem, a Tukan — a picape que sucede a Saveiro após décadas de presença no mercado brasileiro. Pela primeira vez, a versão de cabine simples apareceu ao público, ao lado da cabine dupla já antecipada anteriormente.
A Tukan mantém a lógica de duas versões que consagrou a Saveiro: a Robust, de cabine simples e vocação para o trabalho pesado, e a Extreme, de cabine dupla com apelo mais voltado ao lazer e à aventura. A produção será em São José dos Pinhais, no Paraná, com 85% das peças nacionalizadas e lançamento previsto para o primeiro semestre de 2027.
No visual, a picape herda traços dos SUVs Tera e Nivus — inclusive os faróis full-led do Nivus, presentes até na versão básica. Tomadas de ar hexagonais, vincos na lataria inspirados no T-Cross, molduras geométricas nas caixas de roda e lanternas traseiras com assinatura 3D em formato de E compõem um conjunto que busca transmitir robustez e modernidade. A Extreme ganha aros de 17 polegadas e uma barra preta interligando as lanternas, enquanto a Robust traz aros de 16 polegadas em aço.
A escolha técnica mais polêmica é o eixo traseiro rígido com feixes de mola — solução que favorece a capacidade de carga em detrimento do conforto com a caçamba vazia, diferente do eixo de torção da Saveiro. Em compensação, a VW promete o maior volume de caçamba da categoria.
Nas motorizações, a Tukan oferece três caminhos: o 1.6 16V com câmbio manual para a Robust, o 1.0 turbo de 116 cavalos com automático de oito marchas para as versões intermediárias, e o 1.5 eTSI Evo2 flex com sistema híbrido leve de 48 volts para o topo de linha. Com essa estratégia, a Volkswagen mira diretamente Strada, Toro e Montana, apostando que a Tukan pode transitar com igual desenvoltura entre o canteiro de obras e a trilha de fim de semana.
A Volkswagen tirou o véu da Tukan na sexta-feira, 21 de agosto, durante a Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. Pela primeira vez, a nova picape intermediária apareceu sem qualquer camuflagem — e com ela, a revelação de uma versão de cabine simples, robusta, pensada para o trabalho pesado. A versão de cabine dupla já havia sido antecipada antes, mas esta era inédita.
A Tukan chega para ocupar o lugar da Saveiro, mantendo a mesma estrutura de duas versões: a Robust, de cabine simples, voltada para aplicações de trabalho, e a Extreme, de cabine dupla, com apelo mais voltado ao lazer. A fabricação acontecerá em São José dos Pinhais, no Paraná, ao lado do T-Cross. O lançamento está marcado para o primeiro semestre de 2027, e a Volkswagen promete que 85% das peças serão nacionalizadas. A montadora também sinalizou uma ampla gama de acessórios e personalizações para que a picape transite entre o trabalho e o lazer.
No design, a Tukan herda traços dos SUVs Tera e Nivus. Os faróis são os mesmos do Nivus, com tecnologia full-led até na versão mais básica — algo que a Saveiro não oferecia. O para-choque frontal tem a parte central mais pronunciada, como uma proteção extra não pintada na Robust, mas com lateral pintada na Extreme. As tomadas de ar ganham formato hexagonal, dando à picape um ar robusto e aumentando a sensação de porte. Na versão topo de linha, há ainda faróis de neblina retangulares. Vincos na lataria desenham as portas e a lateral, herança do T-Cross, enquanto as molduras das caixas de roda têm forma geométrica que contorna a carroceria. Saias laterais integradas às portas completam o visual, com o nome da versão estilizado e degrau na Extreme.
As rodas diferem entre as versões: a Robust traz aros de 16 polegadas em aço preto, enquanto a Extreme ganha aros de 17 polegadas. Ambas têm cinco furos. Um detalhe que chama atenção é que mesmo a versão de cabine dupla mantém freios traseiros a tambor — a Saveiro, por comparação, tem freios a disco nas quatro rodas há mais de dez anos. Na traseira, a lanterna ganha assinatura 3D em formato de E, novidade desta apresentação. Na Extreme, uma barra preta interliga as lanternas visualmente, recurso que na Saveiro é feito com adesivo. O santantônio integra-se ao rack de teto, e a carroceria pode ter teto preto. Elementos pretos dominam a versão mais completa: nos para-choques dianteiro e traseiro, tampa traseira, acabamentos inferiores, maçanetas, retrovisores, coluna C e rack.
A Volkswagen optou por um eixo traseiro rígido com feixes de mola, abrindo mão do conforto quando a picape está vazia em favor de maior capacidade de carga. Esta solução vale para ambas as versões, apesar de poder comprometer o conforto em comparação com o eixo de torção da Saveiro. A compensação é a promessa de maior capacidade de carga e maior volume de caçamba da categoria, com possibilidade de transportar diferentes tipos de pallets na cabine simples.
A motorização será dividida em três opções. A versão mais cara deve estrear o motor 1.5 eTSI Evo2 flex associado a um sistema híbrido leve de 48 volts, construído sobre a plataforma modular MQB Hybrid. Este conjunto, como na Fiat Toro, visa reduzir o consumo em saídas e retomadas. As opções intermediárias receberão o 1.0 turbo com 116 cavalos e 16,8 quilogramas-força por metro, acoplado a transmissão automática de oito marchas. A Robust, apresentada com cabine simples, herdará o motor 1.6 16V com 116 cavalos associado ao câmbio manual da Saveiro. A estratégia é clara: a Volkswagen quer fatiar o mercado das picapes intermediárias, competindo com Strada, Toro e Montana.
Citas Notables
A Tukan terá as maiores capacidades de carga da categoria e também o maior volume de caçamba— Volkswagen