Vulcão Anak Krakatau entra em erupção e suspende 209 voos em Jacarta

Alunos e moradores sofreram irritação nos olhos devido às cinzas vulcânicas; pescadores cancelaram atividades no mar.
Cinzas vulcânicas reduzem drasticamente a visibilidade nas estradas
Autoridades indonésias explicam por que as precauções incluem cuidado extra ao dirigir durante a erupção do Anak Krakatau.
Mark

Por que um vulcão que fica relativamente perto de Jacarta consegue afetar um aeroporto inteiro? Não deveria haver sistemas para lidar com isso?

Mimi

As cinzas vulcânicas são diferentes de outras partículas. Elas são abrasivas, condutoras de eletricidade, e podem danificar os motores dos aviões. Não é só uma questão de visibilidade — é segurança estrutural. Quando as cinzas chegam ao aeroporto, não há muito o que fazer a não ser esperar.

Luke

Mas vale notar que 209 voos é o número que o Ministério dos Transportes divulgou. Não sabemos quantos desses eram voos domésticos versus internacionais além do que foi mencionado, nem quanto tempo o aeroporto ficou fechado no total.

Mark

E as pessoas que vivem lá? Qual é o impacto real no dia a dia?

Mimi

Escolas fecharam, pescadores não puderam trabalhar, e muita gente acordou com os olhos irritados. Não é uma tragédia no nível de 2018, mas é disruptivo — afeta renda, educação, saúde respiratória.

Luke

A fonte menciona irritação nos olhos e cancelamentos de escolas, mas não temos números sobre quantas pessoas foram afetadas ou se houve casos mais graves de problemas respiratórios. É importante não extrapolar.

Mark

Por que as autoridades têm tanta certeza de que não haverá tsunami desta vez?

Mimi

Em 2018, uma parte inteira da montanha desabou. Desta vez, parece ser uma erupção mais típica — cinzas e gases, não colapso estrutural. Mas eles estão monitorando.

Luke

Exatamente. A agência de desastres descartou risco iminente, mas a palavra "iminente" é importante. Eles não estão dizendo que tsunami é impossível — apenas que não é um perigo imediato. O monitoramento continua.

  • O Anak Krakatau entrou em erupção na sexta-feira e, em menos de 48 horas, suas cinzas já haviam paralisado 209 voos no Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta, um dos maiores da Ásia.
  • Duas províncias inteiras — Lampung e Banten — foram cobertas por partículas vulcânicas, causando irritação nos olhos de alunos e moradores, cancelamento de aulas e abandono das atividades pesqueiras.
  • A memória de 2018, quando o colapso parcial do vulcão gerou um tsunami mortal, paira sobre a população, mas a agência de desastres (BNPB) foi enfática: não há risco iminente de tsunami desta vez.
  • Autoridades recomendam máscaras, proteção ocular e cautela ao dirigir, enquanto monitoram continuamente a evolução da erupção para determinar quando a normalidade poderá ser retomada.

No coração do Estreito de Sunda, entre Java e Sumatra, o Anak Krakatau voltou a se manifestar — como já fez tantas vezes ao longo da história — lembrando às metrópoles modernas que a terra sob seus pés ainda pulsa com vontade própria. A erupção iniciada na sexta-feira dispersou cinzas por duas províncias indonésias, forçando o fechamento de um dos maiores aeroportos da Ásia e suspendendo a rotina de milhões de pessoas. Desta vez, ao contrário de 2018, as autoridades afastam o risco de tsunami — mas a natureza, como sempre, dita o ritmo.

O Anak Krakatau começou a entrar em erupção na noite de sexta-feira, 4 de setembro, e dois dias depois suas cinzas já haviam forçado o fechamento do Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta, em Jacarta. No domingo de manhã, 209 voos — incluindo vários internacionais — foram suspensos porque a visibilidade havia caído a níveis inseguros para operações aéreas. O aeroporto comunicou a decisão pelo Instagram, e o Ministério dos Transportes da Indonésia logo confirmou a medida.

Situado no Estreito de Sunda, entre Java e Sumatra, o vulcão dispersou cinzas por duas províncias: Lampung e Banten. O porta-voz da agência de mitigação de desastres, Berton Panjaitan, pediu calma à população enquanto recomendava precauções práticas — uso de máscaras, proteção ocular, redução de atividades ao ar livre e atenção redobrada ao dirigir, já que as cinzas comprometem severamente a visibilidade nas estradas.

O impacto cotidiano foi imediato: escolas cancelaram atividades no sábado, moradores e alunos relataram irritação nos olhos, e pescadores abandonaram suas saídas ao mar. Em poucas horas, a erupção havia desorganizado a rotina de centenas de milhares de pessoas nas duas províncias.

O que torna o episódio especialmente sensível é a sombra de 2018, quando o colapso parcial do Anak Krakatau gerou um tsunami que matou centenas. Desta vez, porém, as autoridades foram claras: não há risco iminente de tsunami. A erupção atual é disruptiva, mas não catastrófica. Enquanto o vulcão não recua, as autoridades monitoram sua evolução — e a maior metrópole da Indonésia aguarda, suspensa, a permissão da montanha para retomar sua rotina.

O vulcão Anak Krakatau começou a entrar em erupção na noite de sexta-feira, 4 de setembro, e dois dias depois suas cinzas já tinham forçado o fechamento de um dos maiores aeroportos da Ásia. No domingo de manhã, o Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta, que serve Jacarta, suspendeu todas as operações de voo — 209 delas no total, incluindo vários voos internacionais — porque a visibilidade havia caído demais para operações seguras. A notícia foi anunciada pelo próprio aeroporto em sua conta no Instagram, e logo depois confirmada pelo Ministério dos Transportes da Indonésia.

O Anak Krakatau fica no Estreito de Sunda, entre as ilhas de Java e Sumatra, e sua localização próxima a um dos maiores centros urbanos do mundo significa que quando ele entra em atividade, milhões de pessoas sentem o impacto quase imediatamente. As cinzas vulcânicas se espalharam por duas províncias: Lampung, em Sumatra, e Banten, em Java. Berton Panjaitan, porta-voz da agência indonésia de mitigação de desastres (BNPB), descreveu a situação e pediu calma à população, ao mesmo tempo que recomendava precauções práticas — máscaras, proteção para os olhos, redução de atividades ao ar livre, proteção de fontes de água e cuidado extra ao dirigir, já que as cinzas reduzem drasticamente a visibilidade nas estradas.

O impacto na vida cotidiana foi imediato e visível. Várias escolas cancelaram suas atividades no sábado, e tanto alunos quanto moradores começaram a relatar irritação nos olhos causada pelas partículas de cinza no ar. Pescadores, que dependem do mar para seu sustento, cancelaram suas saídas. A mídia local Kompas documentou esses relatos, capturando como uma erupção vulcânica, mesmo que previsível em uma região vulcanicamente ativa, ainda consegue desorganizar a rotina de centenas de milhares de pessoas em poucas horas.

O que torna este evento particularmente relevante para as autoridades é a memória de 2018. Naquele ano, o Anak Krakatau entrou em colapso parcial, com uma seção inteira da montanha desmoronando no Estreito de Sunda e gerando um tsunami que matou centenas de pessoas. Desta vez, porém, a agência de mitigação de desastres foi clara: não havia risco iminente de tsunami. A erupção atual, embora disruptiva e incômoda para milhões, não apresentava o mesmo perigo catastrófico que a população ainda lembra vividamente de oito anos atrás.

O que fica em aberto é quanto tempo levará para que a atividade vulcânica diminua o suficiente para que o aeroporto reabra e a vida nas duas províncias retorne ao normal. As autoridades continuam monitorando a evolução da erupção, mas por enquanto, a rotina de uma das maiores metrópoles do mundo está suspensa pelas cinzas de uma montanha que nunca deixa de lembrar aos humanos quem realmente comanda a paisagem.

A BNPB pede à população que mantenha a calma e redobre a atenção. Em caso de queda de cinzas, recomenda-se o uso de máscaras e proteção para os olhos, a redução de atividades ao ar livre, a proteção de fontes de água e cautela ao dirigir
— Berton Panjaitan, porta-voz da agência indonésia de mitigação de desastres (BNPB)
Want the full story? Read the original at G1 ↗
Contact Us FAQ