Em Petrolina, no dia 22 de junho, profissionais de saúde do SUS se reuniram para aprender a tratar melhor o diabetes — uma condição que afeta um em cada dez brasileiros e custou ao país 45 bilhões de dólares em 2025. O projeto Educar para Salvar, conduzido pelo Vozes do Advocacy em parceria com a Associação de Diabéticos local, parte de uma premissa antiga e sempre renovada: que o conhecimento, quando chega a quem cuida, protege quem é cuidado. Num sistema de saúde pressionado por complicações evitáveis, capacitar é também uma forma de economizar — e, sobretudo, de preservar vidas.
Vozes do Advocacy capacita profissionais de saúde sobre diabetes em Petrolina
Profissionais bem informados conseguem orientar melhor e intervir antes das complicações
Por que a capacitação de profissionais de saúde faz diferença tão grande no controle do diabetes?
Porque diabetes não é uma doença que se resolve com uma receita e pronto. Exige monitoramento constante, ajustes de medicação, orientação sobre alimentação e estilo de vida. Um profissional bem informado consegue identificar quando algo está saindo do controle antes que o paciente desenvolva complicações graves.
Os números sobre sensores de glicose são impressionantes — 38% a 42% de redução em complicações. Isso é realmente tão transformador?
É. Porque o sensor permite que a pessoa veja em tempo real como seu corpo está respondendo. Não é mais aquela situação de fazer um teste de sangue a cada três meses e descobrir depois que algo deu errado. É monitoramento contínuo, que permite ajustes imediatos.
Mas isso não é acessível para a maioria das pessoas, certo?
Exatamente. Aí está o cerne da desigualdade. Quem tem acesso ao sensor tem 77% de chance de não desenvolver complicações. Quem nunca teve acesso tem apenas 53%. A diferença de 24 pontos percentuais é enorme quando você pensa em milhões de pessoas.
Então a iniciativa em Petrolina é sobre tentar reduzir essa lacuna?
Parcialmente. Mais imediatamente, é sobre capacitar os profissionais que trabalham no SUS para que façam o melhor possível com os recursos disponíveis. Se um médico ou enfermeiro entende melhor a doença, consegue orientar melhor o paciente, mesmo sem acesso ao sensor mais avançado.
E isso reduz gastos?
Sim. O Brasil gasta 45 bilhões de dólares com diabetes. Grande parte disso vai para tratar complicações — internações, amputações, diálise. Se você consegue evitar essas complicações através de educação e controle melhor, economiza bilhões.
Qual é o maior desafio agora?
Escalar isso. Uma capacitação em Petrolina é importante, mas o Brasil tem milhões de diabéticos e milhares de profissionais de saúde. O desafio é fazer isso virar política pública, não apenas iniciativa isolada.
O Pulso
- O Brasil ocupa o terceiro lugar mundial em gastos com diabetes, desembolsando 45 bilhões de dólares em 2025, enquanto uma em cada dez pessoas no país convive com a condição.
- Pesquisa com mais de 1.400 pacientes revela que o acesso a sensores de glicose reduz em até 42% o risco de complicações graves, mas essa tecnologia ainda está longe da maioria dos usuários do SUS.
- A desigualdade no acesso é visível nos números: 77% dos usuários de sensores não apresentam nenhuma complicação, contra apenas 53% entre aqueles que nunca tiveram acesso ao monitoramento contínuo.
- O projeto reuniu profissionais de saúde por cinco horas para atualizar conhecimentos sobre complicações do diabetes — da retinopatia à doença cardiovascular — apostando que a prevenção custa menos do que tratar crises instaladas.
- Com apoio de seis empresas farmacêuticas e da Secretaria de Saúde local, a iniciativa aponta um caminho: educação continuada como estratégia para reduzir internações e aliviar o sistema público de saúde.
Em Petrolina, no dia 22 de junho, profissionais de saúde do SUS se reuniram para aprender a tratar melhor o diabetes — uma condição que afeta um em cada dez brasileiros e custou ao país 45 bilhões de dólares em 2025. O projeto Educar para Salvar, conduzido pelo Vozes do Advocacy em parceria com a Associação de Diabéticos local, parte de uma premissa antiga e sempre renovada: que o conhecimento, quando chega a quem cuida, protege quem é cuidado. Num sistema de saúde pressionado por complicações evitáveis, capacitar é também uma forma de economizar — e, sobretudo, de preservar vidas.
No dia 22 de junho, Petrolina sediou uma iniciativa que reuniu profissionais de saúde do SUS em torno de um desafio concreto: melhorar o cuidado com pacientes diabéticos. O projeto Educar para Salvar, desenvolvido pelo Vozes do Advocacy com a Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina e a Secretaria de Saúde local, ofereceu cinco horas de atualização sobre diabetes, suas complicações — retinopatia, doença renal, neuropatia, problemas cardiovasculares — e condições raras associadas.
Os números que motivam a ação são difíceis de ignorar. Em 2025, o Brasil investiu 45 bilhões de dólares no tratamento e nas consequências do diabetes, tornando-se o terceiro país do mundo em gastos com a condição. Uma em cada dez pessoas no país tem diagnóstico confirmado, com maior prevalência entre mulheres — 11,1% contra 9,1% entre os homens, segundo a Pesquisa Vigitel.
Uma pesquisa do próprio Vozes do Advocacy, divulgada em maio com apoio da Roche, entrevistou 1.411 adultos com diabetes e trouxe achados reveladores: quem usa sensores de glicose contínuos tem 38% menos chance de desenvolver complicações microvasculares e 42% menos chance de complicações macrovasculares. Entre usuários de sensores, 77,3% não apresentam nenhuma complicação — número que cai para 53,3% entre quem nunca teve acesso à tecnologia.
Francisco Luiz Dias, presidente da Associação de Diabéticos de Petrolina, sintetiza a lógica do projeto: quando medicamentos, acompanhamento multidisciplinar e educação caminham juntos, a adesão ao tratamento melhora e as complicações diminuem. Para um país que já gasta dezenas de bilhões com a doença, investir em capacitação é também uma escolha econômica — e, antes de tudo, humana.
No dia 22 de junho, em Petrolina, uma iniciativa reuniu profissionais de saúde do SUS em torno de um objetivo simples mas urgente: melhorar a forma como tratamos diabetes. O projeto Educar para Salvar, desenvolvido pelo Vozes do Advocacy em parceria com a Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina e a Secretaria de Saúde local, funcionou como uma atualização concentrada sobre a condição e suas complicações — retinopatia, doença renal, neuropatia, problemas cardiovasculares e outras manifestações que transformam a vida de quem convive com a doença.
Os números que motivam essa ação são impressionantes. Em 2025, o Brasil investiu 45 bilhões de dólares no tratamento e nas consequências do diabetes, ocupando o terceiro lugar no mundo em gastos com a condição. A prevalência também é significativa: uma em cada dez pessoas no país recebeu diagnóstico médico de diabetes, com as mulheres representando uma proporção maior — 11,1% contra 9,1% entre os homens. Esses dados vêm da Pesquisa Vigitel, que acompanha 27 cidades brasileiras.
Mas o que realmente move essa conversa é a relação entre acesso à tecnologia e resultados clínicos. Uma pesquisa inédita do Vozes do Advocacy, divulgada em maio e apoiada pela Roche, entrevistou 1.411 adultos com diagnóstico de diabetes. Os achados foram reveladores: pessoas que usam sensores de glicose contínuos têm chances significativamente menores de desenvolver complicações. Quem utiliza o sensor atualmente apresenta 38% menos chance de sofrer complicações microvasculares — aquelas que afetam pequenos vasos, como retinopatia e doença renal — e 42% menos chance de complicações macrovasculares, que envolvem vasos maiores e podem levar a infartos e amputações. A redução geral de qualquer complicação crônica é de 34%.
Os dados revelam uma desigualdade clara. Entre os usuários atuais de sensores de glicose, 77,3% não apresentam nenhuma complicação. Esse número cai para 53,3% entre aqueles que nunca tiveram acesso à tecnologia. A diferença não é pequena: significa que a falta de acesso a ferramentas de monitorização adequadas deixa as pessoas mais vulneráveis a consequências graves. Francisco Luiz Dias, presidente da Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina, resume a lógica por trás da iniciativa: diabetes exige acesso a medicamentos e insumos, acompanhamento multidisciplinar e educação contínua. Quando esses elementos estão presentes, a adesão ao tratamento melhora, as complicações diminuem e, consequentemente, reduzem-se os gastos do SUS com internações e emergências.
O projeto contou com apoio de seis empresas farmacêuticas — Amgen, Bayer, Chiesi, Libbs, Merck e Sanofi — e foi estruturado para acontecer em cinco horas, das 8h às 13h, na sede do Transforma Petrolina. O foco era atualizar profissionais sobre diabetes, suas complicações oculares e endócrinas, e condições raras como a lipodistrofia generalizada congênita. A premissa é que profissionais bem informados conseguem orientar melhor seus pacientes, reconhecer sinais de alerta mais cedo e intervir antes que as complicações se instalem.
Essa abordagem — investir em educação e capacitação para reduzir custos futuros — representa uma mudança de perspectiva no sistema de saúde. Em vez de gastar recursos tratando complicações avançadas, investe-se em prevenção e controle. Para um país que já desembolsa dezenas de bilhões de dólares anualmente com diabetes, a lógica é inescapável. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis nas redes sociais do Vozes do Advocacy, no Instagram e Facebook.
Citações Notáveis
Diabetes exige acesso aos insumos e medicamentos, tratamento multidisciplinar com profissionais capacitados e educação contínua. Por meio da educação, melhoramos a adesão ao tratamento e reduzimos gastos do SUS com complicações e internações.— Francisco Luiz Dias, presidente da Associação de Diabéticos e Familiares de Petrolina