Vorcaro encomendou ataque hacker para apagar dados do celular durante prisão domiciliar

Tentou de qualquer forma, mesmo sabendo que seria rastreado
Vorcaro ordenou invasão do iCloud enquanto cumpria prisão domiciliar, desesperado para destruir provas antes que a PF as acessasse.
Mark

Por que Vorcaro tentaria fazer isso enquanto estava em prisão domiciliar? Não era óbvio que seria rastreado?

Mimi

Ele estava desesperado. A PF já tinha o celular há dois meses. Ele sabia que dentro dele havia tudo — conversas, registros, provas. Tentou de qualquer forma.

Luke

Mas como ele conseguiu contato com Miranda e Santos de dentro da prisão domiciliar? Quem facilitou isso? O relato não deixa claro.

Mark

E Miranda — ele era só um intermediário ou estava envolvido em outras coisas também?

Mimi

Miranda fazia várias coisas para Vorcaro. Recebia pedidos para derrubar matérias em sites de notícia, coordenava influenciadores contra o Banco Central. Era mais que um intermediário — era uma espécie de operador.

Luke

A defesa dele nega ilegalidade. Precisamos ser claros: o que exatamente a PF provou que ele fez, versus o que ela está investigando?

Mark

E o cunhado, Fabiano Zettel — ele sabia que seus dados também seriam apagados?

Mimi

Não sabemos. Vorcaro ordenou, mas não há informação sobre se Zettel consentiu ou se soube depois.

Luke

Isso é importante. Se Zettel não sabia, Vorcaro estava destruindo provas de outra pessoa. Se sabia, eles estavam coordenando juntos. São histórias muito diferentes.

Mark

O ataque fracassou porque os policiais identificaram em tempo real?

Mimi

Sim. Santos conseguiu acessar o iCloud, mas a ação foi interrompida. Significa que a PF estava monitorando ou que tinha alertas configurados.

Luke

Ou significa que Santos cometeu um erro operacional. Não sabemos qual. O relato só diz que foi interrompido.

Mark

Então os dados estão todos lá, intactos?

Mimi

Estão. E agora a própria tentativa de destruição é evidência. Vorcaro tentou apagar algo — isso prova que havia algo que ele queria esconder.

Luke

Verdade. Mas também abre uma pergunta: o que exatamente estava naquele celular que justificava tanto risco?

  • Com a Polícia Federal de posse de seu celular há dois meses, Vorcaro agiu com desespero: contratou um especialista em segurança cibernética para deletar remotamente conversas e registros que poderiam transformar suspeitas em acusações.
  • A invasão ao iCloud chegou a ser iniciada, mas policiais identificaram o acesso em tempo real e interromperam a operação antes que qualquer dado fosse destruído.
  • O fracasso do ataque não apenas preservou as evidências originais — ele próprio se converteu em crime adicional, somando obstrução de justiça e invasão de sistema às acusações já existentes de fraude, lavagem de dinheiro e corrupção.
  • A trama vai além de um homem em pânico: Vorcaro também ordenou o apagamento de dados do cunhado Fabiano Zettel, operador financeiro suspeito de repassar pagamentos a autoridades, revelando uma rede coordenada de ocultação de provas.
  • Preso pela segunda vez em março de 2026 e recolhido à Papudinha em Brasília, Vorcaro vê a Operação Compliance Zero avançar com os dados intactos — e com a evidência de que ele tentou destruí-los.

Enquanto cumpria prisão domiciliar em São Paulo, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ordenou a invasão do iCloud da Apple para apagar dados de um celular apreendido pela Polícia Federal — um gesto que revela, com clareza trágica, que quem teme a verdade muitas vezes a confirma ao tentar destruí-la. A tentativa foi interrompida em tempo real por policiais que monitoravam o sistema, e o ataque fracassado tornou-se, paradoxalmente, mais uma camada de evidência contra ele. O caso não é apenas sobre fraudes financeiras; é sobre o instinto humano de apagar rastros quando o cerco se fecha.

Em janeiro de 2026, enquanto cumpria prisão domiciliar em São Paulo, Daniel Vorcaro tomou uma decisão que diria muito sobre o tamanho do que temia: pediu a Thiago Miranda, seu intermediário em negócios de comunicação, que invadisse o iCloud da Apple e apagasse os dados do celular apreendido pela Polícia Federal dois meses antes. Dentro do aparelho havia conversas, registros e evidências capazes de transformar suspeitas em acusações concretas.

Miranda acionou Thiago Santos, especialista em segurança cibernética, para executar a tarefa. Santos conseguiu acessar o sistema — mas policiais monitoravam a operação em tempo real e interromperam a invasão antes que qualquer dado fosse deletado. O ataque fracassou. As informações permaneceram intactas, e a própria tentativa de destruí-las tornou-se mais uma evidência contra o banqueiro. Santos relatou tudo à Polícia Federal; a revista piauí publicou o caso primeiro, e o Estadão confirmou os detalhes.

O que emergiu foi o retrato de alguém disposto a cometer crimes adicionais — obstrução de justiça, invasão de sistema — enquanto já era investigado por fraudes no sistema financeiro, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e corrupção. E Vorcaro não se limitou ao próprio celular: ordenou também o apagamento de dados do cunhado Fabiano Zettel, operador financeiro apontado como responsável por repassar pagamentos a autoridades por meio de empresas e fundos ligados ao Banco Master. A investigação aponta não um homem em pânico agindo sozinho, mas uma rede coordenada de ocultação de provas.

Miranda acumulava funções: além de intermediário no ataque hacker, era o canal pelo qual Vorcaro pedia a derrubada de matérias em sites de notícia e articulava influenciadores contra o Banco Central após a liquidação do Banco Master. Sua defesa nega qualquer ilegalidade. Vorcaro, preso pela segunda vez em março de 2026, permanece detido na Papudinha, em Brasília. A Operação Compliance Zero segue com o celular, com os dados que ele tentou apagar — e com a prova de que havia algo ali que ele considerava valioso o suficiente para destruir.

Em janeiro, enquanto cumpria prisão domiciliar em São Paulo, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fez um pedido que revelaria depois como ele tentava se proteger da investigação que o cercava: ordenou a Thiago Miranda, seu intermediário em negócios de comunicação, que invadisse o iCloud da Apple e apagasse os dados de seu celular. A Polícia Federal tinha o aparelho há dois meses. Vorcaro sabia que dentro dele havia conversas, registros, evidências — tudo aquilo que poderia transformar suspeitas em acusações concretas.

Miranda acionou Thiago Santos, um especialista em segurança cibernética, para executar a tarefa. O objetivo era simples e desesperado: deletar tudo antes que os policiais conseguissem extrair as informações. Santos conseguiu acessar o sistema, mas sua ação foi interrompida. Policiais identificaram a invasão em tempo real e pararam tudo. O ataque fracassou. As informações que Vorcaro tentava destruir permaneceram intactas — e agora a própria tentativa de destruição se tornou mais uma evidência contra ele.

O relato sobre o ataque cibernético foi detalhado por Santos à Polícia Federal. A revista piauí publicou a história primeiro; o Estadão confirmou os detalhes. O que emergiu foi um quadro de alguém desesperado o suficiente para cometer um crime adicional — obstrução de justiça, invasão de sistema — enquanto já era investigado por fraudes no sistema financeiro, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e corrupção.

Mas Vorcaro não parou no seu próprio celular. Ele também ordenou que fossem apagados dados da conta de seu cunhado, Fabiano Zettel, operador financeiro responsável por efetuar pagamentos a autoridades por meio de empresas e fundos ligados ao Banco Master. A investigação sugere uma rede coordenada de ocultação de provas, não apenas um homem em pânico, mas um sistema de proteção que envolvia múltiplas pessoas e múltiplas contas.

Miranda, além de intermediário no ataque hacker, tinha outras funções. A Polícia Federal aponta que ele era o destinatário de pedidos de Vorcaro para derrubar matérias publicadas em sites de notícia. A investigação também o caracteriza como intermediário entre o banqueiro e influenciadores que atuaram contra o Banco Central após a liquidação do Banco Master. A defesa de Miranda nega qualquer ilegalidade.

Vorcaro já foi preso duas vezes — em novembro de 2025 e novamente em março de 2026. Ele permanece detido na Papudinha, em Brasília. A força-tarefa da Operação Compliance Zero segue com o celular, com seus dados intactos, com as conversas que ele tentou apagar, com a evidência de que tentou apagá-las. O fracasso do ataque hacker se tornou, paradoxalmente, mais uma prova de que havia algo ali que valia a pena destruir.

Pediu a Thiago Miranda que invadisse o iCloud para apagar informações do dispositivo apreendido
— Relato da Polícia Federal sobre as ordens de Vorcaro
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