Na noite de sábado, no Maracanã, o Vitória mais uma vez viu escapar pelos dedos aquilo que tanto persegue: a primeira vitória fora de casa no Brasileirão. Diante do Fluminense, o time rubro-negro chegou a estar à frente no placar, mas um gol tardio de Serna aos 45 minutos do segundo tempo transformou o que seria conquista em mais um empate — o tipo de resultado que alimenta tanto a esperança quanto a frustração. A busca por consistência fora de casa continua sendo o grande desafio filosófico desta equipe na temporada.
Vitória cede empate no fim e segue sem vencer fora de casa no Brasileirão
Quando a primeira vitória longe do Barradão parecia encaminhada, Serna apareceu para igualar
Por que Jair Ventura escolheu uma formação tão defensiva se o time precisava vencer fora de casa?
Ele não tinha opção. Matheuzinho e Erick, seus dois principais criadores de jogo, estavam suspensos. Sem eles, o técnico preferiu se proteger com três zagueiros e três volantes a arriscar uma postura ofensiva que poderia deixar o time exposto.
E funcionou, pelo menos na primeira etapa?
Funcionou para não sofrer gols, mas o Vitória não conseguiu criar nada. O Fluminense abriu o placar justamente quando o time começava a crescer na partida — é o tipo de coisa que desanima.
Mas depois o time acordou no segundo tempo?
Acordou, mas de forma caótica. Voltou desorganizado, muito espaçado. O Fluminense quase fez o segundo gol. O empate veio de um pênalti, e depois Renê fez um gol bonito. Aí sim o Vitória conseguiu controlar.
Então por que não conseguiu segurar?
Porque o técnico teve que fazer substituições defensivas — tirou Baralhas, Nathan Mendes, Caíque. O time perdeu força e o Fluminense voltou a pressionar. Serna aproveitou uma saída errada do goleiro nos minutos finais.
Qual é o peso real desse empate?
É frustrante porque o Vitória estava à frente no placar e perto de conquistar sua primeira vitória como visitante. Mas 19 pontos e 9º lugar não é ruim. O problema é que oportunidades como essa não aparecem toda semana.
El Pulso
- O Vitória chegou a virar o jogo no segundo tempo, com gols de Kayzer de pênalti e um golaço de Renê, criando a ilusão de que a primeira vitória como visitante finalmente chegaria.
- A ausência de Matheuzinho e Erick por suspensão forçou o técnico Jair Ventura a montar uma equipe mais retraída, com três zagueiros, que sufocou a própria criatividade ofensiva do time.
- Nos minutos finais, com as substituições enfraquecendo o setor defensivo, o Fluminense pressionou e Serna aproveitou saída errada do goleiro Lucas Arcanjo para encobri-lo e empatar aos 45 do segundo tempo.
- Com 19 pontos, o Vitória segue na 9ª colocação do Brasileirão, mas já mira desafios urgentes: a Copa do Brasil contra o Flamengo na quinta-feira e o Bragantino no domingo.
Na noite de sábado, no Maracanã, o Vitória mais uma vez viu escapar pelos dedos aquilo que tanto persegue: a primeira vitória fora de casa no Brasileirão. Diante do Fluminense, o time rubro-negro chegou a estar à frente no placar, mas um gol tardio de Serna aos 45 minutos do segundo tempo transformou o que seria conquista em mais um empate — o tipo de resultado que alimenta tanto a esperança quanto a frustração. A busca por consistência fora de casa continua sendo o grande desafio filosófico desta equipe na temporada.
O Vitória deixou o Maracanã na noite de sábado com o sabor amargo de quem esteve perto e viu escapar. O empate por 2 a 2 com o Fluminense, pela 15ª rodada do Brasileirão, adiou mais uma vez a conquista da primeira vitória como visitante na competição — objetivo que persegue o clube desde o início da temporada.
Sem Matheuzinho e Erick, ambos suspensos, o técnico Jair Ventura apostou em uma formação defensiva com três zagueiros e três volantes, abrindo mão dos pontas. A estratégia conteve o Fluminense nos minutos iniciais, mas também engessou o próprio Vitória. O Tricolor carioca abriu o placar aos 35 minutos da primeira etapa, quando John Kennedy aproveitou desvio em escanteio para finalizar colocado no canto.
O segundo tempo começou com o Vitória desorganizado e o Fluminense dominando as ações. Mas foi justamente no momento de maior pressão adversária que o Leão reagiu. Aos 17 minutos, após revisão do VAR que confirmou pênalti em Luan Cândido, Kayzer bateu firme e empatou. Quatro minutos depois, Renê recebeu de Kayzer, passou por dois marcadores e acertou um chute rasteiro de esquerda no canto — um golaço que virou o placar.
O Vitória administrou bem a vantagem por boa parte da etapa final, mas as substituições enfraqueceram o setor defensivo. Nos acréscimos, John Kennedy lançou Serna em profundidade e o atacante aproveitou a saída errada do goleiro Lucas Arcanjo para encobri-lo e selar o empate.
Com 19 pontos, o Vitória segue na 9ª colocação, ao menos momentaneamente. Agora, o clube enfrenta dois desafios seguidos: na quinta-feira, recebe o Flamengo no Barradão pela Copa do Brasil, precisando reverter derrota por 2 a 1 no jogo de ida; no domingo, visita o Bragantino pelo Brasileirão.
O Vitória saiu do Maracanã na noite de sábado com um gosto amargo na boca. Empatou 2 a 2 com o Fluminense pela 15ª rodada do Brasileirão, desperdiçando uma oportunidade que parecia encaminhada de conquistar sua primeira vitória como visitante na competição. Aos 45 minutos do segundo tempo, quando a partida já caminhava para o desfecho que o time rubro-negro desejava, Serna apareceu para igualar o placar e adiar mais uma vez esse objetivo que persegue desde o início da temporada.
A partida começou truncada, com as duas equipes sentindo dificuldades para criar espaços e desenvolver o jogo ofensivo. O técnico Jair Ventura, privado de seus dois principais articuladores — Matheuzinho e Erick, ambos suspensos — optou por uma estratégia mais defensiva. Escalou três zagueiros, preencheu o meio-campo com três volantes e abriu mão dos pontas, uma formação que dificultava bastante as ações ofensivas do Fluminense nos minutos iniciais, mas que também limitava a criatividade do próprio Vitória. O Tricolor carioca chegou apenas em três oportunidades nos primeiros 25 minutos, todas em chutes de média distância sem grande perigo para Lucas Arcanjo. O Leão da Barra construiu apenas uma jogada mais trabalhada, quando Baralhas arriscou da entrada da área aos 26 minutos.
Justamente no melhor momento do Vitória no jogo, o Fluminense abriu o placar. Aos 35 minutos, após cobrança de escanteio, a bola desviou no caminho e sobrou para John Kennedy. Livre no centro da área, o atacante teve tempo para ajeitar o corpo e finalizar colocado no canto. O Vitória tentou manter a pressão em busca do empate na reta final da primeira etapa, mas encontrou dificuldades para transformar posse de bola em chances claras, muito por conta da formação montada prioritariamente para se defender. Saiu para o intervalo em desvantagem.
O segundo tempo começou com o Vitória completamente desorganizado. A equipe voltou muito espaçada e afobada, oferecendo espaços ao Fluminense, que passou a criar oportunidades com facilidade. Nos primeiros minutos, o time carioca envolveu a defesa rubro-negra em uma grande jogada coletiva de troca rápida de passes, na qual os jogadores do Leão praticamente não tocaram na bola. Soteldo recebeu com liberdade na entrada da área e bateu colocado, exigindo mais uma grande defesa do goleiro rubro-negro. O Fluminense dominava completamente as ações e dava a impressão de que o segundo gol era apenas questão de tempo.
Mas justamente no momento de maior pressão do adversário, o Leão da Barra chegou ao empate. Aos 17 minutos, após escanteio, a bola ia sobrar livre para Luan Cândido na segunda trave, mas o defensor foi agarrado por Alisson. Após revisão do VAR, o árbitro assinalou a penalidade. Renato Kayzer bateu firme, rasteiro, deslocando Fábio para deixar tudo igual. Quatro minutos depois, a situação ficou ainda melhor. Após um bate-rebate no meio-campo, Kayzer ficou com a sobra e acionou Renê, que protagonizou uma bela jogada individual. O camisa 91 passou por dois marcadores e, da entrada da área, acertou um chute rasteiro de esquerda no canto, sem qualquer chance de defesa para Fábio.
Após a virada, o Vitória conseguiu administrar bem a partida, amarrando o jogo e sustentando a vantagem no placar sem sofrer grandes sustos por boa parte da etapa final. Com linhas compactas e reduzindo os espaços, o Leão da Barra parecia caminhar para conquistar sua primeira vitória como visitante no Campeonato Brasileiro. Porém, após as saídas de jogadores importantes como Baralhas, Nathan Mendes e Caíque, a equipe perdeu força defensiva e passou a sofrer maior pressão do Fluminense nos minutos finais. A insistência dos donos da casa resultou no gol de empate aos 45 minutos do segundo tempo. John Kennedy venceu uma dividida no meio-campo e encontrou um belo lançamento para Serna. O atacante aproveitou a saída equivocada de Lucas Arcanjo e, com um toque por cobertura, encobriu o goleiro rubro-negro.
Com o resultado, o Vitória chegou aos 19 pontos no Brasileirão e segue, ao menos momentaneamente, na 9ª colocação, já que outros sete jogos ainda completam a rodada. Apesar do gosto amargo pelo empate sofrido no fim, o Leão soma mais um ponto importante fora de casa e mantém a sequência de recuperação na competição nacional. Agora, a equipe volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo, às 18h30, diante do Bragantino, em Bragança Paulista. Antes disso, porém, tem compromisso decisivo pela Copa do Brasil. Na quinta-feira, às 21h30, o Rubro-Negro recebe o Flamengo no Barradão, pelo jogo de volta da quinta fase, tentando reverter a derrota por 2 a 1 sofrida na partida de ida.
Citas Notables
Jair Ventura optou por uma estratégia mais conservadora, retomando o esquema com três zagueiros, além de povoar o meio-campo com mais três volantes— Análise da escalação do Vitória