Vítima relata transmissão intencional de HIV por dentista em Porto Velho

Quatro mulheres foram infectadas intencionalmente com HIV pelo dentista; vítima relata impacto emocional e familiar devastador.
Ele adoeceu uma família inteira. Há um luto.
Marta reflete sobre como a infecção intencional a afetou e aos que a amam.
Mark

Como ela descobriu que tinha sido infectada intencionalmente? Parecia um acaso no começo?

Mimi

Ela começou a sentir sintomas estranhos logo no primeiro mês de relacionamento — infecções, dores, cansaço. Mas só entendeu que era intencional quando a médica infectologista lhe disse que o Ministério Público já investigava o namorado por isso. Aí tudo fez sentido de uma forma horrível.

Luke

Mas como a médica sabia? Ela simplesmente perguntou o nome dele durante a consulta?

Mimi

Exatamente. Marta mencionou o nome do namorado durante o atendimento, e a médica reconheceu que ele era o suspeito que o MP monitorava.

Mark

E quantas mulheres ele havia infectado antes dela?

Mimi

Ela era a quarta. A primeira denúncia foi em dezembro de 2025, a segunda uma semana depois, a terceira em janeiro de 2026. Marta descobriu em maio.

Luke

Então o MP já sabia disso há meses quando ela foi diagnosticada? Ele estava preso?

Mimi

Não, ele só foi preso em junho, depois que Marta denunciou. Mas sim, a investigação já estava em andamento há cerca de quatro meses.

Mark

E ele sabia que tinha HIV? Ele escondeu isso dela?

Mimi

Sim. Marta diz claramente que ele nunca lhe contou. Depois, a defesa dele argumentou que ele fazia tratamento antirretroviral e acreditava que não havia risco de transmissão.

Luke

Mas isso não é uma defesa válida legalmente, certo? A condenação foi por transmissão intencional.

Mimi

Correto. Ele foi condenado a cinco anos em regime semiaberto e a pagar R$ 50 mil de indenização a Marta. Também foi acusado de estupro em relação a duas das vítimas.

Mark

O que mais a afetou — o diagnóstico ou descobrir que não era a única?

Mimi

Ela diz que transformou o choque em indignação. E depois em ação — ela denunciou porque tinha medo de que outras mulheres sofressem o mesmo.

  • Quatro mulheres foram infectadas intencionalmente com HIV por um dentista que jamais revelou sua condição sorológica durante os relacionamentos.
  • A descoberta do diagnóstico veio acompanhada de uma revelação ainda mais perturbadora: o Ministério Público já investigava o mesmo homem há meses, e a vítima era a quarta a denunciá-lo.
  • Jean José Dunga foi preso em junho de 2026 e responde por lesão corporal gravíssima, perigo de contágio de doença grave e, em relação a duas vítimas, também por estupro.
  • Condenado a cinco anos em regime semiaberto e ao pagamento de indenização, o caso segue com alerta do Ministério Público sobre a possível existência de outras vítimas ainda não identificadas.

Em Porto Velho, Rondônia, um dentista de 41 anos foi condenado por transmitir intencionalmente o vírus HIV a pelo menos quatro mulheres ao longo de meses de relacionamentos marcados pelo silêncio e pela traição. O caso de Jean José Dunga revela como a intimidade pode ser transformada em instrumento de violência, e como a coragem de uma vítima em denunciar pode proteger outras ainda desconhecidas. A condenação a cinco anos de prisão e R$ 50 mil em indenização representa não apenas uma resposta jurídica, mas o reconhecimento de que o dano causado transcende o corpo e atinge famílias inteiras.

Marta descobriu em maio de 2026 que sua infecção por HIV não havia sido acidental. O exame positivo, confirmado em testes complementares, foi seguido de uma revelação feita por uma médica infectologista: o homem com quem havia namorado, Jean José Dunga, dentista de 41 anos em Porto Velho, já era investigado pelo Ministério Público de Rondônia por suspeita de infectar mulheres intencionalmente. Ela era a quarta vítima a denunciá-lo.

Os primeiros sinais haviam surgido menos de um mês após o início do relacionamento — infecções recorrentes, dores, cansaço persistente. Jean nunca lhe revelou que tinha HIV. Marta havia encerrado o relacionamento em 30 de abril, antes mesmo de saber do diagnóstico. A médica comunicou a notícia com cuidado, ciente do estado emocional frágil da paciente, que precisou preparar sua família para absorver o impacto de uma contaminação criminosa.

A primeira denúncia contra Jean havia chegado ao Ministério Público em dezembro de 2025, seguida de outras duas nos meses seguintes. Os casos resultaram em um processo único, com acusações de lesão corporal gravíssima, perigo de contágio e, em dois casos, estupro. Jean foi preso em junho de 2026. No caso específico de Marta, foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto e ao pagamento de R$ 50 mil em indenização.

"Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira", disse Marta. O Ministério Público alerta que podem existir outras vítimas não identificadas e orienta qualquer pessoa que desconfie de exposição ao vírus a buscar testagem gratuita e sigilosa nas Unidades Básicas de Saúde, UPAs ou no Serviço de Atendimento Especializado de Porto Velho. O Navit pode ser acionado pelo WhatsApp (69) 99906-6411 ou pelo telefone (69) 98408-9931.

A mulher que se identifica como Marta descobriu em maio de 2026 que sua infecção por HIV não era acidental, mas resultado de uma escolha deliberada. O exame sorológico deu positivo no dia 19 de maio; uma semana depois, testes complementares confirmaram o diagnóstico. Mas a revelação mais perturbadora veio durante uma consulta com uma médica infectologista, que lhe informou que o Ministério Público de Rondônia já monitorava o homem que havia sido seu namorado — Jean José Dunga, dentista de 41 anos em Porto Velho — por suspeita de infectar mulheres intencionalmente.

Marta havia começado a notar sintomas estranhos menos de um mês após o início do relacionamento. Infecções recorrentes, dores no corpo, vermelhidão, coceira, dor de cabeça e cansaço persistente. Ela procurou tratamento, mas os medicamentos não resolviam o quadro. Quando finalmente fez os testes, descobriu que estava vivendo com HIV. Mais importante: descobriu que não era a primeira. Nem a segunda. Nem a terceira. Ela era a quarta mulher a denunciar Jean.

O primeiro relato havia chegado ao Ministério Público em 4 de dezembro de 2025. Aquela mulher descreveu violência sexual seguida da descoberta de que havia sido contaminada. Seis dias depois, uma segunda vítima apresentou acusação semelhante. Em janeiro de 2026, uma terceira mulher foi encaminhada ao Núcleo de Atendimento a Vítimas do MP através do Serviço de Atendimento Especializado, uma unidade de Porto Velho que oferece testagem e tratamento para HIV e Aids. Os casos das três primeiras vítimas resultaram em um processo único. Jean foi denunciado por lesão corporal gravíssima e perigo de contágio de doença grave. Em relação a duas das mulheres, também foi acusado de estupro.

Quando Marta recebeu seu diagnóstico, a investigação já estava em andamento havia cerca de quatro meses. Ela soube que havia terminado o relacionamento no dia 30 de abril — antes mesmo de saber que estava infectada. Jean nunca lhe havia dito que tinha HIV durante o tempo em que namoravam. A médica que lhe comunicou o diagnóstico fez isso com cuidado e ponderação, reconhecendo o estado emocional frágil de Marta. A paciente havia precisado preparar sua família para absorver a notícia de que havia sido contaminada de forma criminosa por alguém que havia desfrutado de toda intimidade de sua casa.

Marta procurou o Navit em busca de acolhimento e apoio. Mas sua decisão de denunciar também foi motivada por medo — medo de que outras mulheres pudessem se tornar vítimas do mesmo homem. Jean foi preso em junho de 2026 e permanece detido em Porto Velho. No caso de Marta especificamente, foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto e ao pagamento de R$ 50 mil em indenização.

Antes da condenação, o advogado de Jean prestou solidariedade às vítimas e afirmou que seu cliente realizava tratamento antirretroviral e acreditava não haver risco de transmissão sexual do HIV. Após a condenação, optou por não se pronunciar.

Marta reflete sobre o alcance do dano que sofreu. "Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira. Há um luto, ele atingiu todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado." O Ministério Público de Rondônia alerta que podem existir outras vítimas ainda não identificadas. Qualquer pessoa que desconfie ter sido exposta ao vírus pode procurar as Unidades Básicas de Saúde ou UPAs para realizar teste rápido de forma gratuita e sigilosa. Em Porto Velho, há também atendimento no Serviço de Atendimento Especializado. Vítimas em Rondônia podem procurar o Navit pelo WhatsApp (69) 99906-6411 ou por ligação no (69) 98408-9931.

Fui contaminada de forma intencional
— Marta, vítima
Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira. Há um luto, ele atingiu todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado
— Marta, ao g1
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