Em um momento em que o tabagismo assume formas cada vez mais invisíveis — cigarros eletrônicos, vendas digitais, marketing em redes sociais —, a Paraíba reúne seus fiscais sanitários e Procons para um treinamento de quatro dias organizado pelo Inca, Anvisa e Opas. A iniciativa, marcada para acontecer entre 22 e 25 de agosto de 2022 no ambiente virtual, reconhece que proteger a saúde pública exige que os guardiões da lei acompanhem a velocidade com que a indústria do tabaco se reinventa. É um gesto de atualização coletiva: antes de fiscalizar o novo, é preciso compreendê-lo.
Vigilâncias Sanitárias e Procons da Paraíba recebem capacitação sobre controle do tabagismo
O tabagismo mudou. Não é mais só cigarro.
Por que a Paraíba precisa de um treinamento específico sobre tabagismo agora? Não existem já regras claras?
Existem regras, sim, mas o problema é que o tabagismo mudou. Não é mais só cigarro. Tem cigarro eletrônico, tem venda pela internet, tem redes sociais. Os fiscais precisam saber como identificar isso tudo e como agir.
E o comércio ilícito? Isso é um problema real na Paraíba?
É um problema em todo o Brasil. Produtos falsificados, cigarros contrabandeados. Por isso Palmas está compartilhando sua experiência com os Correios — porque muita coisa chega por encomenda.
Os cigarros eletrônicos são realmente tão perigosos quanto os convencionais?
Têm substâncias diferentes, mas também prejudicam a saúde e o meio ambiente. E são mais fáceis de esconder, mais fáceis de vender para jovens. É por isso que merecem atenção especial.
Qual é o maior desafio que os Procons vão enfrentar daqui para frente?
A era digital. Você não consegue fiscalizar uma venda que acontece no WhatsApp ou em um marketplace. Precisa de ferramentas diferentes, de parcerias com plataformas. É um jogo completamente novo.
E as campanhas educativas? Parecem importantes também.
São essenciais. São Paulo e Rio de Janeiro estão mostrando que não é só proibir — é preciso conversar com o comércio, sensibilizar, educar. Fiscalização e educação andam juntas.
O Pulso
- O tabagismo migrou para plataformas digitais e dispositivos eletrônicos, deixando muitos fiscais sem ferramentas adequadas para identificar e coibir infrações nesse novo território.
- A proliferação de cigarros eletrônicos e o comércio ilícito online criam uma pressão crescente sobre vigilâncias sanitárias e Procons que ainda operam com protocolos pensados para o cigarro convencional.
- Inca, Anvisa e Opas se unem para oferecer um programa intensivo e prático, trazendo experiências reais de estados como São Paulo e Rio de Janeiro — inclusive casos emblemáticos como o Rock in Rio e parcerias com os Correios para apreensão de produtos ilegais.
- O treinamento percorre desde a legislação vigente até os canais de denúncia, passando por ambientes livres de fumo, advertências sanitárias e estratégias de marketing da indústria em plataformas digitais.
- A Paraíba posiciona seus órgãos de fiscalização para enfrentar um controle do tabagismo que se tornou multifacetado, justo às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto.
Em um momento em que o tabagismo assume formas cada vez mais invisíveis — cigarros eletrônicos, vendas digitais, marketing em redes sociais —, a Paraíba reúne seus fiscais sanitários e Procons para um treinamento de quatro dias organizado pelo Inca, Anvisa e Opas. A iniciativa, marcada para acontecer entre 22 e 25 de agosto de 2022 no ambiente virtual, reconhece que proteger a saúde pública exige que os guardiões da lei acompanhem a velocidade com que a indústria do tabaco se reinventa. É um gesto de atualização coletiva: antes de fiscalizar o novo, é preciso compreendê-lo.
A Paraíba organiza, entre 22 e 25 de agosto, um treinamento online voltado para os profissionais das vigilâncias sanitárias e dos Procons do estado. A iniciativa é conduzida pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), pela Anvisa e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), e integra as atividades do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto.
O diretor-geral da Agevisa/PB, Geraldo Moreira de Menezes, descreve o treinamento como uma resposta necessária aos desafios cotidianos dos fiscais. Helena Teixeira de Lima Barbosa, diretora-técnica da Agevisa, reforça a urgência de conscientizar a sociedade sobre os danos do tabagismo — especialmente diante da expansão dos cigarros eletrônicos, que se tornaram um desafio regulatório crescente.
O programa de quatro dias é denso e prático. Começa com um panorama do tabagismo no mundo e no Brasil, passa pelo papel de cada instituição na fiscalização e dedica sessões específicas aos dispositivos eletrônicos para fumar e ao comércio ilícito. Experiências de outros estados enriquecem o conteúdo: São Paulo compartilha campanhas educativas com o varejo; o Rio de Janeiro traz relatos sobre sensibilização e o caso do Rock in Rio; e Palmas apresenta sua parceria com os Correios para apreender produtos ilegais.
O treinamento encerra com foco nos desafios da era digital — vendas pela internet, marketing em redes sociais e canais de denúncia —, reconhecendo que o controle do tabagismo exige hoje uma fiscalização tão ágil quanto a própria indústria que busca regular.
A Paraíba está organizando um treinamento intensivo para seus órgãos de vigilância sanitária e Procons, focado em como fiscalizar e controlar a venda e distribuição de produtos de tabaco. O programa acontece entre 22 e 25 de agosto, inteiramente online, e faz parte das atividades que marcam o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. A iniciativa reúne três instituições de peso: o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
Segundo Geraldo Moreira de Menezes, diretor-geral da Agevisa/PB, o treinamento é uma resposta necessária aos desafios que os fiscais enfrentam no dia a dia. Helena Teixeira de Lima Barbosa, diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da Agevisa, ressalta que a sociedade precisa se conscientizar sobre os danos extremos que o tabagismo causa à saúde e ao meio ambiente. Ela aponta especialmente para as substâncias presentes nos produtos derivados do fumo, incluindo os cigarros eletrônicos, que se tornaram um desafio regulatório crescente.
O programa de quatro dias é denso e prático. Na segunda-feira, 22 de agosto, começa com apresentações sobre o tabagismo no mundo e no Brasil, seguidas por explicações sobre o papel de cada instituição na fiscalização. A Agevisa apresentará suas responsabilidades específicas e os desafios atuais que enfrenta. Na terça-feira, o foco muda para o papel dos Procons e para os diferentes tipos de produtos de tabaco, incluindo uma sessão dedicada aos dispositivos eletrônicos para fumar. Há também uma palestra sobre o comércio ilícito desses produtos e uma apresentação sobre a experiência de Palmas, que trabalhou com os Correios para apreender produtos ilegais.
A quarta-feira aborda ambientes livres de fumo, com apresentações sobre as regras atuais e como fiscalizá-las. São Paulo compartilhará sua experiência em campanhas educativas e articulação com o comércio varejista. O Rio de Janeiro também participa, trazendo relatos sobre campanhas de sensibilização e o caso específico do Rock in Rio. Na quinta e última sessão, quinta-feira, o treinamento se volta para advertências sanitárias, desafios da era digital — incluindo vendas pela internet e redes sociais — e os canais para denúncias.
O que torna este treinamento particularmente relevante é seu reconhecimento de que o tabagismo não é mais apenas um problema de cigarros convencionais. Os cigarros eletrônicos, as vendas online e o marketing em plataformas digitais representam uma nova fronteira para a fiscalização. Os profissionais que trabalham nas vigilâncias sanitárias e nos Procons precisam estar preparados para identificar infrações, apreender produtos ilegais e entender como a indústria tabagista opera em ambientes que mudam rapidamente. O treinamento oferece ferramentas, legislação atualizada e exemplos práticos de como outros estados e municípios estão lidando com esses desafios. Para a Paraíba, é uma oportunidade de fortalecer a capacidade de seus órgãos de fiscalização justamente quando o controle do tabagismo se torna mais complexo e multifacetado.
Citações Notáveis
É importante que toda a sociedade se conscientize e se envolva no combate ao tabagismo, em face dos danos extremos causados à saúde humana e ao meio ambiente— Helena Teixeira de Lima Barbosa, diretora-técnica da Agevisa/PB