Na manhã de uma segunda-feira comum em Contagem, o que deveria ser mais um voo de treinamento tornou-se um lembrete silencioso de que mesmo a rotina carrega em si a possibilidade do inesperado. Um helicóptero Cabri G2 da escola de aviação Efai perdeu potência durante a decolagem e colidiu com um caminhão estacionado em pátio vizinho, ferindo levemente o instrutor e o aluno a bordo. Ambos sobreviveram conscientes — resultado que as autoridades e a própria escola atribuem, em parte, ao design de segurança da aeronave. As causas permanecem sob investigação, e a pergunta que ficou suspensa no ar é
Vídeo mostra queda de helicóptero em Contagem; piloto e aluno têm ferimentos leves
O piloto reduziu a potência, então não teve muita energia na queda
Por que um helicóptero de treinamento perde potência logo após decolagem? Isso é comum?
Não é comum, e é por isso que a investigação é importante. O Cabri G2 é uma aeronave bem estabelecida, com certificados válidos. Algo específico aconteceu naquele momento — talvez um problema mecânico, talvez um erro operacional. Ainda não sabemos.
O piloto fez algo certo ao tentar pousar de emergência?
Sim. Roberto reduziu a potência durante a descida, o que diminuiu a energia do impacto. Ele estava tentando controlar a situação em um espaço muito limitado. O fato de ambos saírem conscientes e com ferimentos leves sugere que ele tomou as decisões certas naqueles segundos críticos.
E se o caminhão não estivesse ali?
Provavelmente teria sido melhor. Mas o pátio da transportadora estava ali, no eixo de decolagem. O piloto escolheu tentar pousar ali em vez de tentar voltar para o heliponto ou procurar outro local. Foi uma escolha rápida em uma emergência.
A escola de aviação está em risco por causa disso?
Não necessariamente. A aeronave tinha todos os certificados em dia, os pilotos estavam habilitados. A Efai seguiu os protocolos de segurança. Agora tudo depende do que a investigação descobrir sobre a causa real da perda de potência.
Quanto tempo levará para saber o que aconteceu?
Não há prazo. Depende da complexidade. Podem encontrar a resposta em semanas ou levar meses. Precisam examinar a aeronave, entrevistar testemunhas, revisar registros de manutenção. É um processo cuidadoso.
O Pulso
- Durante uma decolagem de rotina, o Cabri G2 perdeu potência inesperadamente e não conseguiu ganhar altitude, transformando um treino em emergência em segundos.
- A aeronave desceu em queda rápida e colidiu com a cauda em um caminhão estacionado antes de bater no solo do estacionamento, causando danos graves à aeronave e ao baú refrigerado do veículo.
- O motorista do caminhão escapou ileso por estar fora do veículo no momento do impacto, enquanto o piloto reduziu a potência durante a queda, atenuando a força do choque e evitando incêndio.
- Instrutor e aluno foram resgatados conscientes em minutos pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu, e encaminhados ao Hospital João XXIII com ferimentos classificados como leves.
- Equipes do Seripa e do Cenipa iniciaram a perícia no dia seguinte, com o pátio isolado e a investigação em curso para determinar a causa da perda de potência — sem prazo previsto para conclusão.
Na manhã de uma segunda-feira comum em Contagem, o que deveria ser mais um voo de treinamento tornou-se um lembrete silencioso de que mesmo a rotina carrega em si a possibilidade do inesperado. Um helicóptero Cabri G2 da escola de aviação Efai perdeu potência durante a decolagem e colidiu com um caminhão estacionado em pátio vizinho, ferindo levemente o instrutor e o aluno a bordo. Ambos sobreviveram conscientes — resultado que as autoridades e a própria escola atribuem, em parte, ao design de segurança da aeronave. As causas permanecem sob investigação, e a pergunta que ficou suspensa no ar é a mesma que move toda perícia aeronáutica: por que a máquina não respondeu como deveria?
Na manhã de segunda-feira, 11 de abril, o instrutor Roberto Carlos Belmiro, de 59 anos, e seu aluno Alexandre Mitkiewicz decolaram do heliponto da Efai, escola de aviação em Contagem, na Grande BH, para um voo de treinamento de rotina. Minutos depois, o helicóptero Cabri G2 perdeu potência, não conseguiu ganhar altura e desceu rapidamente — a sequência foi registrada em vídeo. A aeronave colidiu primeiro com a cauda em um caminhão estacionado no pátio de uma transportadora de supermercados e depois bateu no solo. Os danos à aeronave foram graves, mas ambos os ocupantes saíram conscientes do destroço.
O motorista do caminhão, Ronaldo Gerônimo, havia acabado de estacionar e estava fora do veículo no momento do impacto — escapou ileso, embora o baú refrigerado, carregado de chocolates, tenha sido danificado. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto aparentemente reduziu a potência durante a queda emergencial, o que diminuiu a energia do impacto e evitou ignição. Ambulâncias do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram rapidamente ao local.
Roberto e Alexandre foram levados ao Hospital João XXIII em Belo Horizonte com ferimentos leves e estado estável. A Efai atribuiu o desfecho favorável às características anti-crash do Cabri G2, fabricado em 2015. A escola informou que a aeronave possuía certificado de aeronavegabilidade válido, ambos os pilotos tinham habilitações em dia, e a aeronave operava dentro dos limites de peso para as condições daquele dia.
Na terça-feira, equipes do Seripa chegaram ao local para perícia, com o pátio isolado para coleta de fotografias e destroços. O Cenipa também foi acionado para ouvir testemunhas, reunir documentos e identificar indícios. A causa da perda de potência permanecia desconhecida, e a investigação seguia sem prazo definido para conclusão.
Na manhã de segunda-feira, 11 de abril, um helicóptero Cabri G2 decolou do heliponto da Efai, escola de aviação em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, para o que deveria ser um voo de treinamento rotineiro. A bordo estavam o instrutor Roberto Carlos Belmiro, de 59 anos, e seu aluno Alexandre Mitkiewicz. Poucos minutos depois, a aeronave não conseguiu ganhar altura como esperado. O que aconteceu a seguir foi capturado em vídeo: o helicóptero perdeu potência, desceu rapidamente e colidiu primeiro com a cauda em um caminhão estacionado no pátio de uma transportadora de supermercados, depois bateu no solo do estacionamento. A aeronave, prefixo PR-EFC, sofreu danos graves. Mas ambos os ocupantes saíram conscientes.
Roberto e Alexandre foram levados ao Hospital João XXIII em Belo Horizonte. De acordo com funcionários da escola de aviação, o estado de saúde de ambos era estável, sem risco de morte. Um deles receberia alta já no dia seguinte. Os ferimentos foram classificados como leves — um resultado que a Efai atribuiu às características anti-crash do Cabri G2, um helicóptero de treinamento fabricado em 2015 com capacidade para apenas um passageiro além do piloto.
O motorista do caminhão, Ronaldo Gerônimo, havia acabado de estacionar seu veículo quando o helicóptero caiu. Por sorte, ele estava do lado de fora do caminhão no momento do impacto. O baú refrigerado, carregado com chocolates, ficou danificado, mas o motorista saiu ileso. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Rodrigo Munaiee, o piloto aparentemente havia reduzido a potência durante o pouso de emergência, o que diminuiu a energia do impacto. Não houve ignição nem combustão. O resgate foi rápido: ambulâncias do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram ao local em poucos minutos.
A causa da queda permanecia desconhecida. A Efai informou que o problema que levou a aeronave a não ganhar altura seria investigado pelos órgãos competentes. O helicóptero tinha certificado de aeronavegabilidade válido até janeiro de 2023, e ambos os pilotos possuíam habilitações e certificados médicos aeronáuticos válidos no momento do acidente. A aeronave estava sendo operada dentro dos limites de peso e balanceamento para as condições ambientes daquele dia.
Na terça-feira, 12 de abril, equipes do Seripa — Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos — chegaram ao local para fazer a perícia. O pátio permanecia isolado enquanto fotografias eram tiradas e os destroços recolhidos para análise. O Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, também foi acionado e seus investigadores trabalhariam para identificar indícios, ouvir testemunhas e reunir documentos. Não havia prazo previsto para conclusão da investigação — tudo dependeria da complexidade do caso.
Em sua nota oficial divulgada no dia do acidente, a Efai enfatizou a importância da formação inicial do piloto para a segurança de voo e elogiou a resposta rápida dos órgãos de emergência. O Centro de Controle de Aproximação de Belo Horizonte havia desencadeado as ações de atendimento assim que foi informado da ocorrência. A escola também destacou que havia preservado o local do acidente para auxiliar na investigação. Enquanto isso, as autoridades aéreas continuavam seu trabalho para determinar por que a aeronave não conseguiu ganhar altura naquela manhã de segunda-feira.
Citações Notáveis
A aeronave não obteve o ganho de altura esperado. O instrutor buscou efetuar um pouso de precaução no pátio de uma transportadora localizada no eixo de decolagem.— Escola de Aviação Efai, em comunicado oficial
O piloto parece que reduziu um pouco a potência, então não teve muita energia na queda. Não teve ignição, não teve nenhuma combustão.— Tenente Rodrigo Munaiee, Corpo de Bombeiros