Vídeo mostra batida entre surfista embriagado e sargento da Marinha morto no Rio

Sargento da Marinha Diego Gomes da Silva, 36 anos, morreu na colisão frontal causada pelo carro do surfista embriagado.
Ria durante o exame, fala de forma repetitiva e confusa
Descrição do estado de Cesarano no laudo de alcoolemia, horas após a colisão que matou o sargento.
Mark

Por que a polícia está investigando a festa se já tem a perícia de alcoolemia?

Mimi

Porque a perícia só prova que ele estava embriagado no momento do acidente. A polícia quer entender a sequência — quando começou a beber, quanto tempo passou, se havia outras substâncias envolvidas. Isso pode importar para o julgamento.

Mark

E quanto ao fato de ele ser um surfista famoso? Isso muda algo?

Mimi

Muda a narrativa pública, mas não deveria mudar a lei. O que importa é que um homem de 36 anos, um militar, morreu. Cesarano era conhecido, tinha status, tinha acesso. Agora está respondendo por homicídio culposo.

Mark

Ele foi solto. Como a família do sargento vê isso?

Mimi

Não sabemos. A matéria não traz reação da família. Mas é importante notar: ele foi solto porque a lei permite, não porque o crime foi menor. A habilitação foi suspensa, há medidas cautelares. Ele continua respondendo.

Mark

O que aquele laudo sobre ele rir durante o exame revela?

Mimi

Revela o estado dele naquele momento — desorientado, incapaz de realizar testes simples, sem noção clara do tempo ou do lugar. Não é uma acusação de caráter. É evidência de intoxicação severa.

Mark

E se a festa for importante para a defesa dele?

Mimi

Pode ser. Se conseguir provar que ele foi drogado sem saber, ou que havia algo além do álcool, muda a narrativa. Mas por enquanto, a perícia é clara: ele estava embriagado e dirigiu.

  • Um surfista famoso por domar ondas colossais perdeu o controle de seu carro e atravessou o canteiro central, matando um militar que cumpria seu dever na madrugada carioca.
  • No IML, Cesarano ria sem razão aparente, repetia frases sem sentido e não conseguia tocar o próprio nariz — incapaz de explicar por que estava ali às sete da manhã.
  • A polícia investiga a festa onde o surfista esteve antes do acidente, buscando confirmar relatos de consumo intenso de álcool e drogas e identificar possíveis responsáveis pelo evento.
  • Liberado no dia seguinte, Cesarano teve a habilitação suspensa e enfrenta medidas cautelares enquanto aguarda julgamento — e deletou sua conta no Instagram após a prisão.
  • O sargento Diego Gomes seria enterrado na sexta-feira, enquanto a Marinha anunciou apoio à família e uma câmera de segurança preservou para sempre os segundos que separaram a vida da morte.

Na madrugada de uma quarta-feira no Rio de Janeiro, uma colisão frontal na Autoestrada Lagoa-Barra encerrou a vida do sargento da Marinha Diego Gomes da Silva, 36 anos, que estava a serviço quando seu veículo foi atingido pelo carro de Felipe Cesarano, surfista de ondas gigantes que dirigia embriagado. O exame pericial confirmou o estado de Cesarano, e a Justiça o liberou sob medidas cautelares para responder por homicídio culposo de trânsito. O episódio coloca em relevo uma tensão permanente nas sociedades modernas: a distância moral entre o prazer irresponsável de uma noite e as consequências irreversíveis que ele pode impor a quem nada tem a ver com ele.

A câmera de segurança não perdoou nenhum detalhe. Na madrugada de quarta-feira, Felipe Cesarano — conhecido no mundo do surfe como Gordo — perdeu o controle de seu carro na Autoestrada Lagoa-Barra, atravessou o canteiro central e colidiu de frente com o veículo do sargento da Marinha Diego Gomes da Silva, 36 anos. Silva estava a serviço. Morreu no local.

No Instituto Médico Legal, o quadro era perturbador. Cesarano ria sem motivo, falava de forma repetitiva e confusa, e não conseguia realizar manobras básicas do teste neurológico. Disse ter estado em uma boate por volta das cinco da manhã. Eram sete horas, e ele não conseguia explicar como havia chegado ali. O laudo de alcoolemia confirmou o que os policiais já suspeitavam. Cesarano afirmou ter bebido apenas cerveja.

A Justiça o liberou na quinta-feira. Ele responderia em liberdade por homicídio culposo de trânsito, com habilitação suspensa e medidas cautelares. O sargento seria enterrado na sexta-feira no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio. A Marinha anunciou apoio à família.

A investigação, porém, não havia terminado. Cesarano relatou aos policiais ter participado de uma reunião com amigos marcada por grande consumo de bebidas e drogas. O delegado Daniel Rosa, da 15ª Delegacia, anunciou que buscaria confirmar a história: onde era o evento, quem participava, se alguém o promovia. Os detalhes da noite anterior ao acidente permaneciam obscuros.

Cesarano não era um nome qualquer no surfe. Especialista em ondas gigantes, teve uma de suas ondas usada no filme Jurassic World em 2018 e era figura conhecida em Nazaré, Portugal. Surfava ao lado de nomes como Pedro Scooby e havia competido pelo prêmio máximo da WSL em ondas grandes. Após a prisão, deletou sua conta no Instagram.

A câmera de segurança capturou tudo em alguns segundos. Felipe Cesarano, surfista conhecido como Gordo, perdera o controle de seu carro na Autoestrada Lagoa-Barra na quarta-feira à noite. Atravessou o canteiro central e colidiu de frente com o veículo do sargento da Marinha Diego Gomes da Silva, 36 anos. Silva estava a serviço no momento do impacto. Morreu no local.

O exame de alcoolemia confirmou o que os policiais já suspeitavam: Cesarano estava embriagado. O laudo revelou detalhes que iam além dos números. Durante o procedimento no Instituto Médico Legal, o surfista ria, falava de forma repetitiva e confusa. Quando perguntado sobre seu paradeiro, disse que havia estado em uma boate por volta das cinco da manhã. Agora eram sete horas e ele estava no IML, mas não conseguia explicar por quê. Não conseguia realizar as manobras básicas do teste neurológico — andar em linha reta, tocar o nariz com o dedo. Afirmava ter bebido apenas cerveja.

Na quinta-feira, a Justiça mandou soltá-lo. Cesarano responderia em liberdade, mas sua habilitação foi suspensa e ele teria de cumprir uma série de medidas cautelares. Seria acusado de homicídio culposo de trânsito — morte causada sem intenção, mas por negligência. O sargento seria enterrado na sexta-feira à tarde no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio. A Marinha informou que prestaria apoio à família.

A polícia, porém, ainda tinha perguntas. Cesarano havia dito aos investigadores que participava de uma reunião com amigos onde havia grande consumo de bebidas e drogas. O delegado Daniel Rosa, da 15ª Delegacia de Polícia, anunciou que a investigação buscaria confirmar essa história. Onde era essa reunião? Quem participava? Alguém estava promovendo o evento? Cesarano realmente estava lá? As substâncias foram consumidas horas antes da colisão? A polícia queria saber tudo.

Cesarano não era um surfista desconhecido. Era um dos maiores especialistas em ondas gigantes do Brasil. Sua onda havia sido usada em uma cena do filme Jurassic World em 2018. Era conhecido em Nazaré, a cidade portuguesa famosa por suas ondas colossais, e costumava surfar ao lado de estrelas da modalidade como Pedro Scooby. Havia competido pelo prêmio máximo da WSL — a liga mundial de surfe em ondas grandes. Após a prisão, deletou sua conta no Instagram.

O acidente havia sido registrado na 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana. Cesarano foi levado primeiro para a central de flagrantes, depois para o presídio de Bangu. Sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros ainda na pista. A investigação prosseguiria na 15ª Delegacia, na Gávea. Enquanto isso, a polícia buscava informações sobre a festa, sobre quem estava lá, sobre o que havia sido consumido e quando. Os detalhes da noite anterior ao acidente ainda não estavam claros.

Ele estaria numa reunião com amigos, onde estava havendo um grande consumo de bebidas e drogas. A investigação quer descobrir se isso é verdade ou não.
— Delegado Daniel Rosa, 15ª DP (Gávea)
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