Vídeo flagra assassinato de cabeleireira em salão de Salvador

Vanessa Souza Cerqueira, cabeleireira de 33 anos, foi morta a tiros dentro de seu salão de beleza na frente da mãe, que conseguiu escapar ilesa.
Ela pediu para que ele não cometesse o crime. Ele disparou 13 vezes.
O vídeo de segurança mostra o momento em que Vanessa Souza Cerqueira foi assassinada dentro de seu salão.

Numa tarde de quinta-feira em Salvador, uma cabeleireira de 33 anos foi assassinada dentro do próprio salão enquanto atendia a mãe — e as câmeras registraram cada disparo, treze ao todo, como se a violência precisasse deixar prova de si mesma. Vanessa Souza Cerqueira morreu no lugar onde ganhava a vida, no bairro de Pituaçu, e o homem que chegou de motocicleta para matá-la ainda não foi encontrado. O caso não é uma exceção: é o reflexo de uma cidade que ocupa o terceiro lugar nacional em homicídios dolosos, dentro de um estado que é o segundo mais violento do Brasil.

  • Um homem chegou de motocicleta, invadiu o salão e disparou pelo menos 13 vezes contra Vanessa — mesmo depois de ela pedir que ele não cometesse o crime.
  • A mãe da vítima escapou ilesa, mas ficou para trás a filha morta no chão do salão onde trabalhava.
  • O suspeito fugiu após o crime e permanece foragido, apesar de buscas e rondas intensificadas pela polícia na região.
  • O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa abriu investigação, mas autoria e motivação seguem sem resposta.
  • Salvador registrou 669 homicídios dolosos em 2025 e ocupa o terceiro lugar no ranking nacional — e a Bahia é o segundo estado mais violento do país.

Vanessa Souza Cerqueira tinha 33 anos e estava atendendo a própria mãe no salão de beleza onde trabalhava, no bairro de Pituaçu, em Salvador, quando um homem chegou de motocicleta e invadiu o estabelecimento. Ela percebeu o perigo e pediu que ele não cometesse o crime. Ele não ouviu. As câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito disparou contra ela pelo menos 13 vezes — chegando a se afastar e voltar para efetuar novos tiros. A mãe de Vanessa conseguiu fugir sem ferimentos. A filha ficou no chão do salão.

Depois do crime, o homem desapareceu. A polícia realizou buscas e intensificou rondas na região, mas o suspeito segue foragido. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa abriu investigação para apurar autoria e motivação — perguntas que, por enquanto, permanecem sem resposta.

O assassinato de Vanessa acontece dentro de um cenário que os números já tornaram familiar: a Bahia foi o segundo estado mais violento do Brasil em 2024, com 40,6 mortes por 100 mil habitantes, e concentra 13 cidades entre as 100 mais violentas do país. Salvador ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de homicídios dolosos, com 669 casos registrados em 2025 — atrás apenas do Rio de Janeiro e de Fortaleza. É a primeira vez em cinco anos que a capital baiana não lidera a violência no Nordeste. Não é uma conquista. É apenas o sinal de que a tragédia continua, todos os dias, em salões de beleza, ruas e casas.

Vanessa Souza Cerqueira estava trabalhando numa quinta-feira à tarde quando tudo mudou. A cabeleireira de 33 anos estava atendendo a própria mãe dentro do salão de beleza onde trabalhava, no bairro de Pituaçu, em Salvador, quando um homem invadiu o estabelecimento. Ele chegou de motocicleta. O que aconteceu nos minutos seguintes ficou registrado pelas câmeras de segurança do salão — um documento brutal do que se tornou mais um homicídio numa cidade que já perdeu a conta de quantos.

Nas imagens, é possível ver o momento exato em que Vanessa e sua mãe foram surpreendidas pela chegada do homem. A cabeleireira, percebendo o perigo, pediu ao suspeito que não cometesse o crime. Ele não ouviu. O vídeo mostra o homem disparando contra ela pelo menos 13 vezes. Em determinado momento, ele se afastou do salão, mas voltou e efetuou novos disparos, como se quisesse garantir que não houvesse dúvida sobre suas intenções. A mãe de Vanessa conseguiu fugir do local sem sofrer ferimentos, deixando para trás a filha morta no chão do salão onde ela ganhava a vida.

Depois de cometer o crime, o homem desapareceu. A polícia foi acionada, buscas foram realizadas na região, rondas foram intensificadas, mas até o momento ninguém foi preso. O suspeito permanece foragido. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa abriu investigação para tentar esclarecer tanto a autoria quanto a motivação por trás do assassinato — perguntas que, por enquanto, não têm resposta.

O caso de Vanessa é um retrato do que a Bahia vive. O estado apareceu como o segundo mais violento do Brasil em 2024, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública. Apenas o Amapá, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes, ficou à frente. A Bahia registrou 40,6 mortes por 100 mil habitantes, seguida pelo Ceará com 37,5, Pernambuco com 36,2 e Alagoas com 35,4. Dentro dessa realidade sombria, o estado concentra 13 cidades entre as 100 mais violentas do Brasil.

Salvador, a capital baiana, é uma delas. A cidade ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de homicídios dolosos, com 669 notificações registradas em 2025. Apenas o Rio de Janeiro, com 1.152 casos, e Fortaleza, com 718 casos, ficaram à frente. Para Salvador, há um detalhe que marca uma mudança: é a primeira vez em cinco anos que a capital baiana não lidera os números de violência no Nordeste. Não é uma vitória — é apenas um deslocamento de uma tragédia que continua acontecendo em salões de beleza, nas ruas, nas casas, todos os dias.

A vítima pediu para que o suspeito não cometesse o crime
— Descrição do vídeo de segurança
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o vídeo importa tanto neste caso?

Model

Porque tira o crime da abstração. Não é um número numa estatística — é um homem chegando de motocicleta, é uma mãe vendo a filha morrer, é a câmera registrando cada disparo. O vídeo força a gente a olhar.

Inventor

A mãe estava lá. Como ela vive com isso?

Model

A reportagem não diz. Mas ela fugiu ilesa, o que significa que ela viu tudo e conseguiu sair. Não há palavra para isso.

Inventor

O suspeito ainda não foi encontrado. Isso é comum?

Model

Em Salvador, sim. Muitos crimes ficam sem solução. A polícia busca, mas a cidade é grande, as pistas secam, e o tempo passa. Alguns casos viram frio.

Inventor

Por que Salvador caiu para terceiro lugar em homicídios?

Model

Não é porque ficou mais segura. É porque outras cidades — Fortaleza, Rio de Janeiro — tiveram números ainda piores. É como dizer que você está melhor porque seu vizinho está pior.

Inventor

Isso muda algo para Vanessa?

Model

Não. Ela continua morta num salão de beleza, em frente à mãe, com 13 disparos no corpo. Os números nacionais não trazem ela de volta.

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