Na Sérvia, o SC Braga conquistou uma vitória discreta mas valiosa — um golo de penálti de Ricardo Horta foi suficiente para vencer o Zeleznicar Pancevo por 1-0 na primeira mão da pré-eliminatória da Liga Conferência. O treinador Carlos Vicens reconhece que a equipa sobreviveu mais do que brilhou, encontrando no coletivo defensivo a sua maior virtude da noite. A vitória existe, mas serve sobretudo como ponto de partida para o que Vicens acredita que o Braga é verdadeiramente capaz de mostrar.
Vicens satisfeito com vitória, mas exige melhor futebol na segunda mão
Temos de ser melhores. Teremos mais uma semana de trabalho.
Vicens parecia satisfeito, mas também preocupado. Porque é que uma vitória 1-0 fora de casa não o deixou completamente tranquilo?
Porque sabe que o Braga tem mais para dar. Uma vitória é uma vitória, mas ele viu uma equipa que defendeu bem mas que não conseguiu controlar o jogo como gostaria. O Zeleznicar estava mais fresco, mais preparado fisicamente, e isso notou-se.
Ele disse que não foi surpreendido pelo Zeleznicar. Isso significa que o adversário era fraco?
Não, significa que Vicens fez o trabalho de casa. Conhecia os pontos fortes do Zeleznicar — a pressão, a intensidade física, a saída de bola — e estava preparado. Mas estar preparado e conseguir dominar são duas coisas diferentes.
A segunda mão é em casa. Isso muda tudo?
Muda muito. Braga terá o apoio dos seus adeptos, uma semana inteira de treino para integrar melhor os jogadores novos, e a vantagem de jogar em casa. Vicens acredita que pode fazer uma exibição muito melhor.
Mas e se o Zeleznicar vier com a mesma intensidade?
Então o Braga terá de estar mais fresco, mais preparado, e com mais futebol. Vicens sabe que não pode contar apenas com a defesa. Precisa de criar, de controlar, de dominar.
The Pulse
- O Braga venceu fora de casa, mas o treinador sabe que a equipa ficou aquém do seu potencial real.
- O Zeleznicar, mais adiantado na pré-época, pressionou com intensidade e criou dificuldades reais na fase final do jogo.
- A união defensiva foi o escudo que protegeu o resultado quando o cansaço e a frescura do adversário ameaçavam o 1-0.
- Vicens promete uma semana de trabalho intenso para aprofundar conceitos, melhorar a condição física e integrar os novos jogadores.
- A segunda mão a 30 de julho chega com o Braga em vantagem, mas com a exigência declarada de uma exibição muito superior.
Na Sérvia, o SC Braga conquistou uma vitória discreta mas valiosa — um golo de penálti de Ricardo Horta foi suficiente para vencer o Zeleznicar Pancevo por 1-0 na primeira mão da pré-eliminatória da Liga Conferência. O treinador Carlos Vicens reconhece que a equipa sobreviveu mais do que brilhou, encontrando no coletivo defensivo a sua maior virtude da noite. A vitória existe, mas serve sobretudo como ponto de partida para o que Vicens acredita que o Braga é verdadeiramente capaz de mostrar.
Carlos Vicens deixou a Sérvia com os três pontos que procurava, mas com a consciência de que o seu SC Braga tinha ficado longe do melhor futebol que é capaz de produzir. O golo de penálti de Ricardo Horta aos 67 minutos resolveu a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Conferência, mas o treinador espanhol sabia que havia muito mais por mostrar.
Vicens não foi apanhado de surpresa pelo adversário. Tinha estudado o Zeleznicar com cuidado e reconheceu em campo tudo o que esperava — organização defensiva, pressão agressiva e intensidade física. O que o satisfez foi a resposta coletiva da equipa depois de abrir o marcador, especialmente quando o adversário, mais avançado na preparação pré-época, começou a criar dificuldades. Nessa fase, o Braga defendeu sempre junto, como um bloco, e foi esse carácter que preservou o resultado.
Com a segunda mão agendada para 30 de julho, Vicens tem uma semana para trabalhar. Prometeu aos adeptos bracarenses uma exibição muito melhor do que a vista na Sérvia — não por arrogância, mas por confiança no trabalho que pretende fazer: aprofundar conceitos, melhorar a condição física e acelerar a integração dos jogadores recém-chegados. O 1-0 coloca o Braga numa posição confortável, mas para o treinador, a vitória é apenas o ponto de partida.
Carlos Vicens saiu do estádio do Zeleznicar Pancevo na noite de quarta-feira com a vitória que procurava, mas com a sensação de que o seu SC Braga tinha deixado futebol em cima do relvado. O golo de penálti convertido por Ricardo Horta aos 67 minutos tinha sido suficiente para vencer 1-0 na primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Conferência, na Sérvia, mas o treinador espanhol sabia que havia muito mais para mostrar.
Vicens não se deixou impressionar pela atitude do Zeleznicar. Tinha estudado o adversário com cuidado, identificado os seus pontos fortes — a saída de bola organizada na defesa, a pressão agressiva, a intensidade física — e reconheceu que nada do que viu em campo foi inesperado. O que o satisfez foi a forma como a sua equipa se comportou depois de abrir o marcador, especialmente quando o Zeleznicar, mais adiantado na sua preparação pré-época, começou a criar dificuldades. Nessa fase, o Braga precisou de se agarrar ao resultado, e foi aí que a união defensiva se tornou crucial.
O treinador descreveu o que viu na segunda metade do encontro com clareza: a equipa defendeu sempre junta, sempre como um bloco. Quando o cansaço começou a aparecer — aquele ponto extra de frescura que o adversário ainda possuía — os jogadores abraçaram-se uns aos outros, literalmente e no sentido tático. Não foi uma exibição brilhante, mas foi uma exibição de carácter.
Mas Vicens deixou claro que isto era apenas o primeiro passo. Com a segunda mão marcada para 30 de julho, tinha uma semana inteira para trabalhar. Prometeu aos adeptos bracarenses uma exibição muito melhor do que a que tinham visto na Sérvia. Não se tratava de arrogância — era confiança baseada no trabalho que sabia que podia fazer. Pretendia aprofundar os conceitos da equipa, trabalhar a vertente física e melhorar a ligação com os jogadores que tinham chegado nesta temporada, ainda em fase de integração.
O resultado de 1-0 deixava o Braga numa posição confortável para a volta, mas Vicens sabia que o futebol que tinha apresentado não era o que a sua equipa era capaz de fazer. A vitória era bem-vinda, a defesa tinha sido sólida, mas havia espaço para muito mais. A próxima semana seria dedicada a transformar esse potencial em realidade.
Notable Quotes
Não foi novidade nada do que fizeram. Sabíamos qual a qualidade deste adversário e das ideias que colocam em campo.— Carlos Vicens, treinador do SC Braga
Defendemos sempre juntos, sempre como uma equipa. Nesse período, devido ao facto do Zeleznicar estar mais avançado na sua preparação, sentimos algumas dificuldades.— Carlos Vicens