Ventania persiste em São Paulo e Rio nesta quinta, mas com menor intensidade

Frente fria causou morte de pelo menos cinco pessoas em São Paulo e Rio de Janeiro na quarta-feira (29).
Os ventos seguem como a principal preocupação, mas com força reduzida
Quinta-feira em São Paulo e Rio de Janeiro mantém o padrão de ventania, porém menos intensa que a quarta.
Mark

Por que a ventania continua se a frente fria já passou?

Mimi

A frente fria não desaparece de uma hora para outra. Ela se desloca lentamente, e enquanto se move, continua gerando ventos. O que muda é a intensidade — os ventos de quinta serão mais fracos que os de quarta.

Mark

Cinco pessoas morreram. Como isso acontece com vento?

Mimi

Árvores caem, estruturas desabam, objetos voam. Uma ventania forte não é apenas incômodo — é força bruta. Galhos, telhados, postes de energia. Quando você não espera, quando está na rua ou perto de uma janela, a morte vem rápido.

Mark

Por que o Rio Grande do Sul melhora enquanto São Paulo piora?

Mimi

A frente fria se move de sul para norte. Quando sai do Rio Grande do Sul, deixa para trás um ar mais seco e frio que traz estabilidade. Mas em São Paulo e Rio, ela ainda está presente, ainda está gerando chuva e vento.

Mark

A umidade baixa em Minas Gerais é perigosa?

Mimi

Muito. Entre 12% e 20% é crítico. Aumenta o risco de incêndios florestais, resseca as mucosas, piora problemas respiratórios. É o oposto do que São Paulo está vivendo agora.

Mark

E os rios no Rio Grande do Sul? Vão transbordar?

Mimi

Já estão altos demais. A chuva parou, mas a água que caiu durante dias segue nos rios. Pode haver transbordamentos nos próximos dias, mesmo sem mais chuva. É uma questão de tempo e volume.

  • Pelo menos cinco pessoas morreram durante a passagem da frente fria na quarta-feira, e os danos materiais em São Paulo e no Rio de Janeiro ainda estão sendo contabilizados.
  • Nesta quinta, os ventos perdem força, mas o céu permanece fechado — máximas de 24°C em SP e 28°C no Rio, com chuviscos e rajadas moderadas concentradas no litoral e no leste paulista.
  • No interior de Minas Gerais, a umidade relativa do ar despenca para entre 12% e 20% no oeste, noroeste e norte do estado, criando risco sério de incêndios em pleno inverno.
  • No Rio Grande do Sul, a estabilidade climática começa a retornar, mas rios com níveis elevados mantêm o alerta hidrológico aceso — o risco de transbordamentos persiste nos próximos dias.
  • No Paraná, a transição segue em andamento: chuvas fortes cedem espaço à melhora gradual, embora novas pancadas com trovoadas possam surgir à tarde no oeste e no interior.

Uma frente fria que varreu o Sudeste brasileiro na quarta-feira cobrou um preço humano doloroso — ao menos cinco vidas perdidas em São Paulo e no Rio de Janeiro — e segue seu curso nesta quinta, deixando ventos mais brandos, mas céu ainda carregado. A natureza, quando se move em massa, não pede licença; ela apenas passa, e cabe às cidades e às pessoas recolher os cacos. O Sul do país respira com mais leveza após dias de tempestade, mas a água acumulada nos rios lembra que a memória da chuva dura mais do que a chuva em si.

A frente fria que chegou com violência ao Sudeste na quarta-feira deixou ao menos cinco mortos e um rastro de destruição em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nesta quinta, o sistema avança com menos força, mas o tempo ainda não abre: céu nublado, chuviscos esparsos e ventos de sudeste marcam o dia nas duas capitais.

Em São Paulo, a manhã começa fria, com termômetros em torno de 15°C na região metropolitana. O sol aparece apenas em lampejos, e a máxima não deve passar de 24°C. A umidade acima de 55% traz algum alívio, e à noite uma garoa fina deve cobrir especialmente a zona sul. No Rio, a tarde e a madrugada guardam chuva fraca e rajadas moderadas a fortes, com máxima de 28°C — o litoral fluminense e o leste paulista seguem como as áreas de maior atenção.

No interior de Minas Gerais, um cenário oposto preocupa: no oeste, noroeste e norte do estado, a umidade relativa do ar está entre 12% e 20%, perigosamente baixa para uma tarde de inverno com temperaturas elevadas.

Mais ao sul, o Rio Grande do Sul respira após dias consecutivos de tempestades. A frente fria perde influência, e uma massa de ar seco e frio avança sobre o estado. Mas a meteorologista Lívia Caetano alerta: os rios seguem com níveis elevados, e o risco de enchentes e transbordamentos permanece real nos próximos dias. No Paraná, a transição também está em curso — chuvas fortes cedem gradualmente, embora novas pancadas com trovoadas possam surgir à tarde no oeste e no interior.

A frente fria que varreu São Paulo e Rio de Janeiro na quarta-feira deixou um rastro de destruição. Pelo menos cinco pessoas morreram, e a ventania intensa que acompanhou a chegada dessa massa de ar frio causou danos significativos em ambos os estados. Mas o alívio não virá tão cedo. Nesta quinta-feira, o tempo segue praticamente o mesmo padrão do dia anterior, embora com uma diferença importante: os ventos devem perder força.

Em São Paulo, a quinta será marcada por nebulosidade generalizada, com chuviscos esparsos e uma queda notável na temperatura. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura prevê que a manhã comece com muitas nuvens e termômetros em torno de 15°C na região metropolitana. Ao longo do dia, o sol aparecerá apenas em breves momentos, enquanto ventos de sudeste sopram com algumas rajadas. A máxima não deve ultrapassar 24°C, e a umidade relativa do ar permanecerá acima de 55%, um alívio considerável em relação aos dias anteriores. À noite, garoa ocasional é esperada, especialmente na zona sul.

No Rio de Janeiro, o cenário é ligeiramente diferente. A manhã será nublada, mas à tarde e à noite há previsão de chuva fraca acompanhada de rajadas de vento moderadas a fortes durante a madrugada. A temperatura máxima deve atingir 28°C, alguns graus acima de São Paulo. A ventania, porém, segue como a principal preocupação, concentrando-se no litoral fluminense e em áreas do leste paulista, onde a Grande São Paulo está localizada.

Segundo a Climatempo, o padrão de chuvas varia conforme a região. No oeste e sudoeste paulista, pancadas de chuva começam desde as primeiras horas da manhã e se estendem para o interior, com maior intensidade no extremo oeste. No noroeste, as chuvas são fracas. Ao longo do dia, a frente fria continua seu deslocamento, mantendo previsão de chuva fraca e isolada no litoral e leste de São Paulo, além de pontos do litoral fluminense, da Zona da Mata e do leste de Minas Gerais. Nas demais áreas, o tempo permanece estável.

Uma preocupação adicional emerge no interior de Minas Gerais. No oeste, noroeste e norte do estado, principalmente na divisa com Goiás e Bahia, a umidade relativa do ar segue perigosamente baixa, entre 12% e 20%. As temperaturas continuam elevadas durante a tarde, embora a mudança nos ventos comece a reduzir os termômetros no sul e litoral paulista e no centro-sul fluminense.

Mais ao sul, no Rio Grande do Sul, a situação muda de figura. Após vários dias consecutivos de tempestades, a frente fria perde influência sobre a região, permitindo que uma massa de ar mais seco e frio avance gradualmente. Isso marca o retorno da estabilidade climática no estado. Porém, a meteorologista Lívia Caetano alerta que a situação hidrológica permanece delicada. Os acumulados de chuva desde o início da semana mantêm os rios com níveis elevados, criando risco de novas enchentes e transbordamentos nos próximos dias.

No Paraná, a transição também está em curso. Na faixa norte e noroeste, chuvas moderadas a fortes continuam entre a madrugada e as primeiras horas da manhã, com melhora esperada ao longo da manhã. No litoral, chuva fraca persiste por influência da umidade marítima. À tarde, novas pancadas podem ocorrer no oeste e em áreas do interior, acompanhadas de trovoadas. Nas demais regiões, o tempo segue firme, com maior variação de nuvens apenas na costa leste e no litoral.

Apesar da diminuição da chuva, a situação hidrológica segue em atenção devido aos elevados acumulados registrados desde o início da semana, que mantêm rios com níveis elevados e risco de novas elevações e transbordamentos
— Lívia Caetano, meteorologista da Climatempo
Contact Us FAQ