No verão de 2021, pesquisadores americanos ofereceram ao mundo uma resposta clara sobre o que as vacinas de mRNA eram capazes de fazer: entre profissionais de saúde — aqueles mais expostos ao coronavírus — a proteção contra infecção grave chegava a 91% com o esquema completo. O estudo, publicado no New England Journal of Medicine, não apenas confirmava a eficácia das vacinas da Pfizer e da Moderna, mas revelava que mesmo quem adoecia após a vacinação sofria menos, descansava menos dias e carregava menos vírus — sugerindo que a imunização protegia não só o indivíduo, mas também quem estava ao s
Vacinas de mRNA reduzem risco de COVID grave em 91%, aponta estudo nos EUA
A vacina as protegeu contra o contágio da doença
Por que escolher profissionais de saúde para este estudo? Não seria mais representativo da população geral?
Exatamente o oposto. Profissionais de saúde estão expostos ao vírus constantemente, em concentrações altas. Se a vacina funciona para eles, funciona para quase qualquer pessoa. É o teste mais rigoroso possível.
E quanto àqueles 16 vacinados que ainda contraíram COVID? Isso não sugere que a vacina falhou?
Não. Nenhuma vacina oferece proteção de 100%. O que importa é o que aconteceu com eles. Tiveram febre 58% menos frequente, precisaram de 60% menos dias de repouso. Não foram hospitalizados. A vacina mudou o resultado.
Essa redução de 40% do vírus no nariz — o que significa na prática?
Significa que mesmo quando infectados, vacinados transmitem menos. É a diferença entre espalhar o vírus para três pessoas ou para duas. Em uma pandemia, isso importa enormemente.
A primeira dose oferecendo 81% de proteção — por que não esperar pela segunda?
Porque 81% é proteção real. Se você está exposto diariamente, como um médico, essa diferença pode ser a diferença entre ficar doente ou não. E depois vem a segunda dose, que leva para 91%.
Como você interpreta o fato de que nenhuma das três pessoas hospitalizadas era vacinada?
É o resultado mais claro do estudo. Não é coincidência. É o que a vacina foi projetada para fazer — proteger contra a doença grave.
El Pulso
- Profissionais de saúde em oito estados americanos foram acompanhados em condições de exposição máxima ao vírus — o cenário mais exigente possível para testar qualquer vacina.
- Dos 204 infectados entre os quase 4 mil participantes, 156 não tinham recebido nenhuma dose; os três hospitalizados eram todos não vacinados.
- A proteção não esperava pela segunda dose: já na segunda semana após a primeira aplicação, o risco de infecção caía 81%, revelando que o corpo começa a se defender muito antes do esquema completo.
- Vacinados que mesmo assim contraíram COVID tiveram febre 58% menos frequentemente, precisaram de 60% menos dias de repouso e carregavam 40% menos vírus no nariz — reduzindo também o risco de transmitir a doença.
- Com a publicação formal em uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, os dados preliminares do CDC ganharam peso definitivo e ampliaram a base de confiança na vacinação em massa.
No verão de 2021, pesquisadores americanos ofereceram ao mundo uma resposta clara sobre o que as vacinas de mRNA eram capazes de fazer: entre profissionais de saúde — aqueles mais expostos ao coronavírus — a proteção contra infecção grave chegava a 91% com o esquema completo. O estudo, publicado no New England Journal of Medicine, não apenas confirmava a eficácia das vacinas da Pfizer e da Moderna, mas revelava que mesmo quem adoecia após a vacinação sofria menos, descansava menos dias e carregava menos vírus — sugerindo que a imunização protegia não só o indivíduo, mas também quem estava ao seu redor.
No verão de 2021, um estudo publicado no New England Journal of Medicine trouxe evidências concretas sobre o desempenho das vacinas de mRNA contra a COVID-19. A pesquisa acompanhou quase 4 mil profissionais de saúde em oito estados americanos — pessoas na linha de frente, expostas ao vírus diariamente. Dos 204 que testaram positivo, 156 não tinham recebido nenhuma dose. Os três casos que exigiram hospitalização eram todos de não vacinados.
Os dados mostravam que duas doses das vacinas da Pfizer ou da Moderna reduziam em 91% o risco de infecção. Mas a proteção não esperava pelo esquema completo: já duas semanas após a primeira dose, a eficácia chegava a 81%. O corpo começava a se defender desde o primeiro contato com a vacina.
Para quem adoecia mesmo após a vacinação, a diferença também era significativa. A febre aparecia 58% menos, o tempo de repouso necessário caía 60%, e a concentração do vírus no nariz era 40% menor — o que sugeria menor capacidade de transmissão para outras pessoas. O pesquisador Sarang Yoon destacou o peso prático disso: em profissões onde cada ausência afeta o sistema de saúde inteiro, a vacina permitia que as pessoas continuassem funcionando.
A escolha de estudar profissionais de saúde não era acidental. Eram o grupo com maior exposição possível ao vírus — o teste mais rigoroso que uma vacina poderia enfrentar. Se funcionava para eles, havia razão sólida para acreditar que funcionaria para todos.
No verão de 2021, pesquisadores americanos publicaram dados que ofereciam uma visão clara sobre o que as vacinas de mRNA conseguiam fazer contra a COVID-19. O estudo, divulgado na revista New England Journal of Medicine, acompanhou profissionais de saúde em oito estados — incluindo Flórida e Texas — pessoas que estavam na linha de frente do combate ao coronavírus, expostas ao vírus dia após dia. Entre os 3.975 participantes recrutados, apenas 204 testaram positivo para o SARS-CoV-2. Desses, 156 não haviam recebido nenhuma dose de vacina. Dezesseis tinham proteção completa ou parcial. Três foram hospitalizados — nenhum deles vacinado.
Os números revelavam um padrão consistente. Pessoas que completaram o esquema vacinal com duas doses — usando as fórmulas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna — apresentavam 91% menos probabilidade de desenvolver infecção pelo coronavírus em comparação com os não vacinados. Mas a proteção começava mais cedo. Duas semanas após a primeira dose, antes mesmo da segunda aplicação, a eficácia já atingia 81% na redução do risco de infecção. Isso significava que a imunização não era um processo que exigia espera; a defesa do corpo começava a se construir desde o primeiro contato com a vacina.
Para aqueles que, apesar da vacinação, contraíram a doença, a diferença era igualmente marcante. A febre — um dos sintomas mais incômodos e preocupantes da COVID-19 — ocorria 58% menos frequentemente em vacinados. O tempo de repouso necessário caía 60%. Sarang Yoon, um dos autores da pesquisa, explicou o significado prático disso: essas eram pessoas em profissões onde a ausência importava, onde cada dia de trabalho perdido afetava a capacidade do sistema de saúde de responder à pandemia. A vacina não apenas as protegia; permitia que continuassem funcionando.
Havia ainda outra dimensão, menos visível mas potencialmente significativa. Os participantes vacinados que contraíram COVID-19 apresentavam uma concentração 40% menor do coronavírus no nariz — o local onde o vírus se replica e de onde é transmitido para outras pessoas. Isso sugeria que mesmo quando a infecção ocorria, a carga viral era reduzida, o que poderia diminuir a capacidade de transmissão. Yoon resumiu o achado de forma direta: os profissionais de saúde que receberam as vacinas foram protegidos contra o contágio. Aqueles que infelizmente adoeceram mesmo assim ainda estavam em situação melhor do que os não vacinados.
O estudo se baseava em dados preliminares que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americanos haviam divulgado em março daquele ano. Agora, com a publicação formal em uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, os dados ganhavam peso adicional. A escolha de estudar profissionais de saúde não era casual — eram pessoas com exposição máxima ao vírus, o cenário mais desafiador possível para testar a eficácia de uma vacina. Se funcionava para eles, havia razão para acreditar que funcionaria para a população em geral.
Citas Notables
Essas são as pessoas que estão se expondo ao vírus dia após dia, e a vacina as protegeu contra o contágio da doença— Sarang Yoon, autor do estudo