No último dia das eleições parlamentares russas, a Ucrânia lançou mais de mil drones contra Moscou — o maior ataque aéreo já registrado contra a capital russa — transformando o céu da cidade num campo de batalha simbólico e real ao mesmo tempo. Dois civis morreram, vinte ficaram feridos, e uma refinaria de petróleo foi atingida, enquanto o presidente Zelenskyy descrevia o ataque como pressão econômica deliberada sobre a máquina de guerra de Putin. O episódio revela até onde chegou a guerra de drones: não mais apenas nas linhas de frente, mas no coração das capitais, onde política e conflito se
Ucrânia lança recorde de 1.000 drones contra Rússia no último dia de eleições
São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra
Por que a Ucrânia escolheu lançar mil drones justamente no último dia das eleições russas? Parece uma mensagem deliberada.
Zelenskyy deixou claro que o objetivo é pressionar a economia russa e a população para forçar negociações de paz. Atacar infraestruturas petrolíferas e logísticas durante um momento político sensível amplifica o impacto.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A Rússia afirma ter abatido 1.110 drones. Se isso for verdade, significa que a Ucrânia lançou mais de mil e a Rússia interceptou praticamente todos? Os números não batem perfeitamente.
Boa observação. Então os danos em Moscou — a refinaria, o prédio residencial — vieram de quantos drones exatamente?
A fonte não especifica. Sabemos que houve danos confirmados, mas não temos clareza sobre quantos drones conseguiram passar pela defesa aérea russa.
Exatamente. E quanto aos números de mortos e feridos? Dois mortos e vinte feridos em Moscou vêm do governador local. Mas em Kherson, um membro do comitê eleitoral foi morto. Esses números refletem a realidade completa ou apenas o que foi reportado oficialmente?
A Ucrânia está realmente liderando em tecnologia de drones militares, ou isso é uma narrativa que ambos os lados estão construindo?
A fonte menciona que sua tecnologia impressionou governos e fabricantes de defesa em todo o mundo. Há evidência disso — os mísseis Flamingo e Pelican são de fabricação ucraniana. Mas a escala real de sua superioridade tecnológica não está documentada aqui.
E quanto ao encontro com Trump? Zelenskyy confirmou que vão se encontrar em Nova York na próxima semana. Mas não sabemos o que será discutido ou se isso mudará a posição americana sobre a guerra.
Então o que realmente importa nessa história?
Que a Ucrânia está escalando sua capacidade de atacar o coração econômico russo, e que isso está acontecendo enquanto as negociações de paz ainda parecem distantes.
E que Putin ainda não mostrou qualquer sinal de querer parar.
Il Polso
- Mais de mil drones ucranianos cruzaram o espaço aéreo russo num único dia, estabelecendo um novo e perturbador recorde na história do conflito.
- A Refinaria de Petróleo de Moscou foi diretamente atingida, e um prédio residencial também sofreu danos — a guerra chegou à vida cotidiana da capital russa.
- Enquanto Moscou era atacada, Kiev também sangrava: dois adultos e três crianças morreram em ataques russos, incluindo uma criança que sucumbiu no hospital no domingo.
- Zelenskyy enquadrou o ataque como estratégia financeira — 'bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra' — sinalizando que a pressão econômica é agora tão central quanto o combate terrestre.
- O presidente ucraniano confirmou conversa com Trump e encontro previsto na ONU, sugerindo que a escalada militar caminha lado a lado com uma diplomacia ainda frágil e incerta.
No último dia das eleições parlamentares russas, a Ucrânia lançou mais de mil drones contra Moscou — o maior ataque aéreo já registrado contra a capital russa — transformando o céu da cidade num campo de batalha simbólico e real ao mesmo tempo. Dois civis morreram, vinte ficaram feridos, e uma refinaria de petróleo foi atingida, enquanto o presidente Zelenskyy descrevia o ataque como pressão econômica deliberada sobre a máquina de guerra de Putin. O episódio revela até onde chegou a guerra de drones: não mais apenas nas linhas de frente, mas no coração das capitais, onde política e conflito se entrelaçam de forma cada vez mais indistinguível.
No domingo que encerrava as eleições parlamentares russas, a Ucrânia executou o maior ataque com drones já registrado contra Moscou, disparando mais de mil aparelhos contra o território russo. Dois civis morreram — um homem de 74 anos e uma mulher de 44 — e vinte ficaram feridos na região metropolitana da capital. A Refinaria de Petróleo de Moscou, uma das principais instalações que abastecem a cidade, sofreu danos diretos, assim como um prédio residencial.
O prefeito Sergei Sobyanin classificou a onda de drones como sem precedentes, mas afirmou que o objetivo de perturbar o processo eleitoral havia fracassado. O Ministério da Defesa russo alegou ter abatido 1.110 drones em todo o território. Zelenskyy confirmou o uso de mísseis de fabricação ucraniana — os Flamingo e Pelican — direcionados a instalações petrolíferas e logísticas, descrevendo o ataque como pressão econômica deliberada: 'São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra.'
O conflito, porém, cobrou seu preço dos dois lados. Um drone russo destruiu um mosteiro em Kherson no sábado, matando um membro do clero. Em Kiev, um ataque russo na noite anterior matou uma mãe e duas crianças; uma quarta criança ferida no mesmo ataque morreu no hospital no domingo.
Zelenskyy confirmou conversa com o presidente Trump e um encontro previsto para a próxima semana na Assembleia Geral da ONU. O ataque ocorreu no contexto de um duelo crescente de ataques aéreos de longo alcance — e no último dia de uma eleição parlamentar russa que incluiu votações nas regiões ucranianas anexadas por Moscou, denunciadas por Kiev como ilegais.
No domingo que encerrava as eleições parlamentares russas, as forças ucranianas dispararam mais de mil drones contra o território russo — o maior ataque aéreo já registrado contra Moscou. Dois civis morreram e vinte ficaram feridos na região metropolitana da capital, segundo o governador local Andrei Vorobyov. Os mortos eram um homem de 74 anos e uma mulher de 44 anos. Em Kherson, região ucraniana ocupada pela Rússia, um ataque ucraniano matou um membro do comitê eleitoral local.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, descreveu a onda de drones como sem precedentes na cidade. A Refinaria de Petróleo de Moscou, uma das principais instalações que abastecem a capital, sofreu danos diretos. Um prédio residencial também foi atingido. Sobyanin caracterizou o ataque como uma tentativa de perturbar o processo eleitoral, mas afirmou que "o inimigo falhou nesse aspecto". O Ministério da Defesa russo alegou ter abatido 1.110 drones ucranianos em todo o território russo, sobre a Crimeia e nas águas do Mar Negro.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy confirmou que Kiev utilizou uma variedade de mísseis e drones no ataque, incluindo os mísseis Flamingo e Pelican de fabricação ucraniana, direcionados a instalações petrolíferas e logísticas. "São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra", disse Zelenskyy em publicação nas redes sociais, referindo-se à pressão financeira que a Ucrânia espera exercer sobre a economia russa. A estratégia reflete o objetivo de Kiev de fazer a população russa sentir as consequências da guerra e pressionar Vladimir Putin a negociar um acordo de paz — algo que o presidente russo ainda não demonstrou intenção de fazer.
Os ataques ucranianos ocorreram enquanto a Rússia enfrentava ataques russos simultâneos. Um drone russo atingiu um mosteiro na região de Kherson no sábado, matando um membro do clero e ferindo quatro pessoas. Na capital ucraniana, um ataque russo na noite de sábado matou duas crianças e sua mãe. Tymur Tkachenko, chefe da administração estatal regional de Kiev, informou posteriormente que uma quarta criança ferida no mesmo ataque morreu no hospital no domingo.
Zelenskyy confirmou que conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, no domingo. Os dois concordaram em se encontrar na próxima semana durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. Desde a invasão russa há mais de quatro anos, a Ucrânia consolidou-se como líder mundial em tecnologia de drones militares, desenvolvendo sistemas de longo alcance de fabricação nacional que impressionaram governos e fabricantes de defesa em todo o mundo.
O ataque ocorreu no contexto de um duelo crescente de ataques aéreos de longo alcance entre Moscou e Kiev. Ao longo da linha de frente de aproximadamente 1.250 quilômetros no leste e sul da Ucrânia, os combates terrestres diminuíram, restringidos pela proliferação de drones e robôs que ameaçam os movimentos das tropas. O domingo marcou o último dia da primeira eleição parlamentar em tempos de guerra na Rússia — um pleito que também incluiu votações nas quatro regiões ucranianas que Moscou anexou após o início da invasão, mas que ainda não controla totalmente, e na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. Kiev denunciou essas votações como ilegais.
Citazioni salienti
O ataque foi descrito como o maior ataque de drones já registrado em Moscou, com danos a infraestruturas estratégicas— Sergei Sobyanin, prefeito de Moscou
A Ucrânia utilizou uma variedade de mísseis e drones, incluindo os mísseis Flamingo e Pelican de fabricação ucraniana, para atingir instalações petrolíferas e logísticas— Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia