Tuchel explica substituições e lamenta passividade da Inglaterra na eliminação

Ficamos passivos demais depois que marcamos
Tuchel lamenta a falta de controle inglesa após o gol de Gordon, que levou à virada argentina em sete minutos.
Mark

Por que tirar Gordon, o homem que tinha acabado de marcar?

Mimi

Tuchel viu a Argentina dominando pelo ar, cruzamentos constantes. Precisava de mais corpos na defesa, mais altura. Gordon era um atacante, e a prioridade virou proteger.

Mark

Mas isso não deixou a Inglaterra mais frágil ofensivamente?

Mimi

Deixou. Mas naquele momento, a Argentina estava avassaladora. Tuchel escolheu não levar mais gols a sofrer mais cruzamentos. Era uma aposta defensiva.

Mark

E funcionou?

Mimi

Não. Sete minutos depois, a Argentina virou. Talvez a passividade tenha vindo justamente dessa mudança — a equipe recuou demais, perdeu a iniciativa.

Mark

Tuchel se arrepende?

Mimi

Ele diz que é fácil criticar depois do resultado. Mas sim, há arrependimento. Ele reconhece que a equipe ficou passiva demais após o gol.

Mark

O que ele deveria ter feito?

Mimi

Talvez manter a agressividade. Talvez não recuar tanto. Mas no calor do jogo, com a Argentina pressionando, é difícil saber.

Mark

Então foi um erro tático ou um erro de execução?

Mimi

Provavelmente os dois. O plano era fechar espaços. Mas a equipe não conseguiu manter a posse, não conseguiu controlar o ritmo. O plano falhou porque os jogadores não conseguiram executá-lo.

  • Anthony Gordon marcou aos 10 minutos do segundo tempo
  • Argentina virou com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez em sete minutos
  • Tuchel fez três substituições defensivas: Gordon por Konsa, Reece James por Dan Burn, Declan Rice por O'Reilly
  • Argentina enfrenta Espanha na final no domingo no MetLife Stadium

Tuchel tentou reforçar a defesa com linha de cinco após sofrer pressão aérea argentina, mas a equipe não conseguiu manter o nível após o gol de Gordon. A Argentina virou em apenas sete minutos com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, aproveitando a falta de controle inglesa após o empate.

Thomas Tuchel explicou suas substituições defensivas na virada da Argentina sobre a Inglaterra e lamentou a passividade da equipe após abrir vantagem, resultando na eliminação.

Thomas Tuchel saiu da sala de entrevistas com o peso de uma decisão que não funcionou. A Inglaterra havia aberto o placar contra a Argentina aos dez minutos do segundo tempo, com Anthony Gordon marcando o que parecia ser o gol da classificação. Sete minutos depois, tudo tinha desabado. Enzo Fernández e Lautaro Martínez viraram a partida, e a Inglaterra estava fora da Copa.

Na coletiva, o técnico alemão foi direto ao ponto: explicou cada troca que havia feito, cada ajuste tático, cada tentativa de frear o ataque argentino. Tuchel havia visto a Argentina dominar o jogo aéreo, cruzamento após cruzamento chegando à área inglesa, espaços abertos demais na defesa. Aos 27 minutos do segundo tempo, tirou Anthony Gordon — justamente o homem que havia marcado — e colocou Ezri Konsa, um defensor puro. Depois trocou Reece James por Dan Burn na lateral. Depois ainda substituiu Declan Rice, seu volante, por O'Reilly. Três mudanças em poucos minutos, todas buscando fechar as brechas, reforçar a estrutura defensiva, montar uma linha de cinco para sufocarem a pressão argentina.

Mas a passividade que se seguiu ao gol inglês foi o verdadeiro problema, e Tuchel não fugiu disso. "Ficamos passivos demais depois que marcamos", disse ele à BBC, a voz carregada de frustração contida. A equipe não conseguiu inverter a posse de bola. Continuou cedendo cruzamentos, chance após chance, chute após chute. A Argentina, que havia estado pressionando sem sucesso, de repente encontrou o caminho. Sete minutos foram suficientes.

O técnico reconheceu a responsabilidade que lhe cabe. "É fácil dizer que foi errado depois do resultado final", admitiu, mas a verdade é que suas substituições não conseguiram estabilizar o jogo. Ele havia tentado ofensivamente em outros momentos da Copa, colocando jogadores para atacar, para ajudar. Desta vez, tentou o oposto — reforçar, proteger, consolidar. Nada funcionou como planejado.

A decepção era visível. Estiveram tão perto, disse Tuchel. Tão perto de uma final. Mas não conseguiram manter o nível depois que marcaram. Não conseguiram controlar o jogo quando mais importava. A Argentina, por sua vez, seguia para a final contra a Espanha no domingo, no MetLife Stadium em Nova Jersey. A Inglaterra voltava para casa com a sensação de uma oportunidade desperdiçada, de um gol que deveria ter sido suficiente mas não foi, de substituições que pareciam sensatas no momento mas que deixaram a equipe ainda mais vulnerável à pressão que viria.

Ficamos passivos demais depois que marcamos e concedemos muitas chances. Não conseguimos inverter a posse de bola.
— Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra
A responsabilidade é do treinador e, se não dá certo, é fácil dizer que foi errado.
— Thomas Tuchel
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