TSE ordena remoção de posts com falsas acusações contra Lula sobre cristianismo

Um tuíte montado, fraudulento, jamais postado
A ministra do TSE descreveu o conteúdo removido como desinformação clara e grave que exigia ação imediata.
Mark

Por que o TSE precisou intervir especificamente neste tuíte? Não é comum candidatos serem alvo de boatos?

Mimi

É comum, mas este caso é diferente porque o conteúdo foi fabricado integralmente — não era uma interpretação distorcida de algo que Lula realmente disse. Era um tuíte falso apresentado como se fosse autêntico. Agências de checagem confirmaram isso.

Luke

Mas como o TSE determina que algo é "falso"? Quem fez a verificação? O tribunal se baseou em qual agência de checagem?

Mark

E a multa de dez mil reais — para quem exatamente se aplica?

Mimi

Para quem continuar compartilhando o conteúdo após a ordem de remoção. Plataformas e usuários que descumprirem a decisão.

Luke

Mas como o TSE monitora isso? Quantas pessoas já foram multadas? A decisão é executável em todas as plataformas ou só em algumas?

Mark

Isso faz parte de um padrão maior?

Mimi

Sim. Na mesma semana, o TSE removeu um vídeo de Nikolas Ferreira dizendo que Lula fecharia igrejas, e antes disso, conteúdos associando Lula ao satanismo. Parece ser uma estratégia coordenada de desinformação.

Luke

Coordenada por quem? A fonte diz que apoiadores de Bolsonaro estão por trás, mas não nomeia ninguém especificamente. Sabemos quem criou o tuíte falso original?

  • Um tuíte falso atribuído a Lula — no qual ele supostamente invocaria Xangô e prometeria acabar com o cristianismo — se espalhava velozmente nas redes sociais às vésperas do segundo turno.
  • Agências de checagem confirmaram que o conteúdo era uma montagem fraudulenta, nunca publicada pelo candidato em nenhuma de suas contas oficiais.
  • A campanha petista denunciou uma estratégia sistemática de apoiadores de Bolsonaro para retratar Lula como perseguidor de cristãos, amplificada em múltiplos formatos digitais.
  • O TSE já havia agido dias antes, ordenando a remoção de um vídeo de Nikolas Ferreira e de conteúdos que associavam Lula ao satanismo — sinalizando um padrão de intervenção judicial contra desinformação religiosa.
  • A ministra Bucchianeri classificou o caso como 'claríssima e gravíssima' desinformação e estabeleceu multa como mecanismo de dissuasão para plataformas e usuários que ignorassem a ordem.

No calor do segundo turno presidencial de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral interveio para conter uma mentira que viajava pelas redes sociais com a velocidade de uma faísca: um tuíte fabricado, jamais escrito por Lula, que o acusava de querer extinguir o cristianismo no Brasil. A ministra Maria Cláudia Bucchianeri assinou a ordem de remoção e impôs multa de dez mil reais aos infratores, reconhecendo que a desinformação religiosa, quando não contida, pode distorcer não apenas a percepção de um candidato, mas a própria consciência coletiva do eleitorado.

Na quarta-feira, 12 de outubro de 2022, a ministra Maria Cláudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral, ordenou a remoção imediata de posts que atribuíam falsamente ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a intenção de encerrar o cristianismo no Brasil. A decisão veio acompanhada de multa de dez mil reais para quem descumprisse a determinação.

O conteúdo circulava como se fosse um tuíte genuíno de Lula, no qual ele teria dito que venceria as eleições 'com ajuda do pai Xangô' e que acabaria com o cristianismo no país. Agências de verificação de fatos foram categóricas: a publicação era uma montagem, jamais postada pelo candidato em suas contas oficiais.

A campanha de Lula apontou que a narrativa fazia parte de um esforço coordenado de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para retratar o petista como inimigo dos cristãos. O TSE já havia agido em sentido semelhante dias antes, determinando a exclusão de um vídeo do deputado eleito Nikolas Ferreira e de conteúdos que associavam Lula ao satanismo.

Ao assinar a ordem, a ministra Bucchianeri foi direta: tratava-se de um tuíte 'montado, fraudulento', e a situação era 'claríssima e gravíssima'. A decisão integra uma série de intervenções do tribunal para impedir que falsidades sobre temas sensíveis — especialmente religião — distorcessem a percepção do eleitorado no período mais crítico da campanha presidencial.

A ministra Maria Cláudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral, assinou uma ordem na quarta-feira, 12 de outubro, determinando a remoção imediata de posts que atribuem falsamente ao presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a afirmação de que encerraria o cristianismo no Brasil. A decisão inclui multa de dez mil reais para quem descumprir.

O conteúdo em questão circulava nas redes sociais como se fosse um tuíte publicado pelo próprio Lula. Nele, o candidato supostamente teria dito que venceria as eleições "com ajuda do pai Xangô" e que acabaria com o cristianismo. Agências de verificação de fatos confirmaram que se trata de um tuíte fabricado, nunca postado pelo candidato petista em suas contas oficiais.

A campanha de Lula argumentou que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, têm insistido sistematicamente em afirmar que o petista perseguiria cristãos. Essa narrativa vinha sendo amplificada em diferentes formatos nas plataformas digitais. Na segunda-feira anterior, 10 de outubro, o TSE já havia ordenado a exclusão de um vídeo no qual o deputado eleito Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmava que Lula fecharia igrejas. Dias antes, o tribunal também determinou a remoção de conteúdos que associavam o candidato petista ao satanismo.

Em sua decisão, a ministra Bucchianeri foi clara sobre a gravidade do caso. Ela escreveu que os responsáveis pelo compartilhamento estavam propagando "um tuíte montado, fraudulento, jamais postado pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva", caracterizando a situação como "claríssima e gravíssima" desinformação que exigia ação imediata da Justiça Eleitoral.

A ordem reflete uma série de intervenções do TSE contra a disseminação de falsidades durante a campanha presidencial de 2022. O tribunal tem atuado para remover conteúdos que distorcem posições dos candidatos, particularmente aqueles que buscam explorar temas sensíveis como religião para influenciar o eleitorado. A multa estabelecida funciona como mecanismo de dissuasão para plataformas e usuários que continuem compartilhando o material após a notificação.

Os representados estão compartilhando um tuíte montado, fraudulento, jamais postado pelo candidato, em claríssima e gravíssima situação configuradora de desinformação
— Ministra Maria Cláudia Bucchianeri, TSE
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