Em um conflito que começou em 28 de fevereiro, os Estados Unidos conduzem uma campanha militar contra o Irã que, segundo o próprio presidente Trump, ainda está longe de seu pico. Falando à CNN com a serenidade de quem acredita controlar o ritmo da história, Trump anunciou que uma 'grande onda' de ataques está por vir, enquanto 49 líderes iranianos já perderam a vida e países árabes aliados se viram surpreendidos pela agressividade iraniana. O mundo observa uma escalada que o presidente americano estima durar cerca de quatro semanas — mas que carrega, em cada declaração, a sombra de um horizont
Trump promete 'grande onda' de ataques contra Irã em breve
A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve
Trump está dizendo que ainda nem começou de verdade contra o Irã. Como a gente entende o que "grande onda" significa na prática?
Ele está sinalizando que há mais operações aéreas e ataques de mísseis por vir. Quando diz que estão "um pouco adiantados em relação ao cronograma" de quatro semanas, está sugerindo que o ritmo pode acelerar ainda mais.
Mas ele não especifica o que essa onda seria. Mais bombardeios? Operações terrestres? Ele deixa aberto, o que é útil para manter a incerteza sobre o Irã, mas também significa que não sabemos realmente o que está sendo planejado.
Ele mencionou 49 líderes iranianos mortos. Esse número vem de onde?
Trump citou esse número na entrevista, mas não explicou como foi calculado ou qual a fonte. É um número que ele está usando publicamente.
Exatamente. É uma afirmação do presidente, não uma confirmação independente. Precisaríamos de verificação de outras fontes para saber se 49 é preciso ou se é uma estimativa americana.
A reação dos países árabes o surpreendeu. Por quê?
Ele esperava que Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos se envolvessem minimamente. Mas o Irã atacou esses países, e eles responderam com mais agressividade do que Trump havia previsto.
Isso sugere que a dinâmica regional é mais complexa do que o planejamento americano antecipava. Os aliados árabes têm seus próprios interesses e não estão simplesmente seguindo o roteiro dos EUA.
E quanto às tropas terrestres? Trump deixou a porta aberta.
Sim. Ele disse explicitamente que não descarta enviar tropas se necessário, diferente de outros presidentes que prometem não fazer isso.
Mas "se necessário" é vago. Necessário segundo quem? Segundo os critérios militares? Políticos? Ele está mantendo a opção aberta sem se comprometer com nada específico.
O Reino Unido cedeu rápido no final.
Starmer resistiu inicialmente, mas autorizou o uso de bases britânicas para fins defensivos específicos e para ataques a instalações de mísseis iranianos. Trump chamou a demora de inédita entre os dois países.
Importante notar que Starmer disse que o Reino Unido não se juntaria aos ataques naquele momento. Então as bases estão disponíveis para os americanos, mas o Reino Unido mantém uma separação formal. É uma autorização, não uma participação.
El Pulso
- Trump ligou diretamente para a CNN para avisar que os ataques mais devastadores ainda não começaram — a 'grande onda' está a caminho.
- 49 líderes iranianos já foram mortos, e o Irã respondeu atacando aliados árabes como Bahrein, Jordânia e Emirados, surpreendendo até Washington.
- O presidente não descarta o envio de tropas terrestres, rompendo com a postura cautelosa de administrações anteriores.
- O Reino Unido cedeu à pressão americana e autorizou o uso de bases militares britânicas — incluindo Diego Garcia — para operações contra o Irã, mas se mantém formalmente fora da ofensiva.
- Trump pediu ao povo iraniano que permaneça em casa, sinalizando que as operações devem se intensificar nas próximas semanas.
Em um conflito que começou em 28 de fevereiro, os Estados Unidos conduzem uma campanha militar contra o Irã que, segundo o próprio presidente Trump, ainda está longe de seu pico. Falando à CNN com a serenidade de quem acredita controlar o ritmo da história, Trump anunciou que uma 'grande onda' de ataques está por vir, enquanto 49 líderes iranianos já perderam a vida e países árabes aliados se viram surpreendidos pela agressividade iraniana. O mundo observa uma escalada que o presidente americano estima durar cerca de quatro semanas — mas que carrega, em cada declaração, a sombra de um horizonte incerto.
Na manhã de segunda-feira, 2 de março, Donald Trump pegou o telefone e ligou para a CNN. Em nove minutos de conversa com Jake Tapper, deixou uma mensagem inequívoca: o que aconteceu até agora é apenas o prólogo. Os Estados Unidos estão, nas palavras do presidente, 'dando uma surra' no Irã — mas a 'grande onda' de ataques ainda não chegou. Trump estimou que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, duraria cerca de quatro semanas, e disse estar satisfeito com o andamento das operações, afirmando estar 'um pouco adiantado em relação ao cronograma'.
O presidente revelou que 49 líderes iranianos foram mortos e expressou esperança de que o país encontrasse uma nova liderança mais pragmática. Ele também mencionou tentativas fracassadas de negociação sobre o enriquecimento de urânio antes do início do conflito. Uma das surpresas do cenário foi a reação iraniana: ao atacar Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, o regime em Teerã foi muito mais agressivo do que Washington havia previsto. 'Ficamos surpresos', admitiu Trump.
Em entrevista ao New York Post, Trump foi além e sinalizou que não descarta o envio de tropas terrestres caso seja necessário — uma postura que o diferencia de presidentes anteriores. Ele também pediu ao povo iraniano que permaneça em casa por segurança, sugerindo que as operações devem se intensificar.
Antes das entrevistas, Trump havia criticado publicamente o primeiro-ministro britânico Keir Starmer pela demora em autorizar o uso de bases militares do Reino Unido. Starmer acabou cedendo, permitindo que os americanos operassem a partir de território britânico — incluindo o estratégico complexo de Diego Garcia — para 'fins defensivos específicos e limitados'. Em coletiva de imprensa, o premier esclareceu que o Reino Unido não participaria diretamente da ofensiva, mantendo o país formalmente afastado dos ataques, mas presente nos bastidores da operação.
Donald Trump telefonou para a CNN na segunda-feira, 2 de março, com uma mensagem clara: o que os Estados Unidos fizeram até agora contra o Irã é apenas o começo. Em uma conversa de nove minutos com o apresentador Jake Tapper, o presidente americano descreveu a campanha militar em curso como um trabalho ainda inacabado, afirmando que os EUA estão "dando uma surra" no país, mas que "a grande onda ainda nem chegou". Segundo Trump, essa onda chegaria em breve.
O conflito havia começado no sábado anterior, 28 de fevereiro. Trump estimava que duraria cerca de quatro semanas e disse estar satisfeito com o ritmo das operações. "Acho que está indo muito bem. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as", declarou. Quando questionado sobre a possibilidade de prolongamento da guerra, deixou claro sua preferência por uma conclusão rápida, embora tenha afirmado estar "um pouco adiantado em relação ao cronograma".
O presidente também revelou que 49 líderes iranianos foram mortos durante os ataques. Ele expressou esperança de que o Irã conseguisse uma nova liderança que "saiba o que está fazendo". Trump mencionou ainda que havia tentado negociar com o regime iraniano sobre o enriquecimento de urânio, mas sem sucesso. Segundo sua descrição, o material enriquecido estava em tão mau estado que "a montanha basicamente desabou".
Uma das surpresas para Trump foi a reação dos países árabes da região. O Irã atacou Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos — uma agressividade que o presidente não havia antecipado. "Ficamos surpresos", disse Trump. "Dissemos a eles: 'Nós resolvemos isso', e agora eles querem brigar. E estão brigando agressivamente." Ele havia esperado um envolvimento muito menor desses países nas operações.
Trump também sinalizou abertura para uma escalada ainda maior. Em entrevista ao jornal New York Post, afirmou não ter receio de enviar tropas terrestres se necessário, diferenciando-se de presidentes anteriores que descartavam essa possibilidade. "Eu não digo isso", afirmou. "Eu digo: 'Provavelmente não precisamos delas', (ou) 'se fossem necessárias'." Ele também mencionou que os EUA promoveriam ações para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, mas pediu que todos permanecessem em casa por enquanto, pois "não é seguro lá fora".
Antes da entrevista à CNN, Trump havia criticado duramente o Reino Unido. Em conversa com o jornal Daily Telegraph, expressou desapontamento com a demora do primeiro-ministro Keir Starmer em autorizar o uso de bases militares britânicas em operações contra o Irã. Trump chamou a resistência inicial de "inédita entre nossos países". Starmer acabou cedendo e autorizou o uso das bases para "fins defensivos específicos e limitados", incluindo ataques a instalações de mísseis iranianos, conforme solicitado por Washington. O complexo militar estratégico de Diego Garcia estava entre as bases envolvidas.
Em coletiva de imprensa na tarde de segunda-feira, Starmer esclareceu que o Reino Unido não se juntaria aos ataques naquele momento, mas continuaria com "nossas ações defensivas na região". A autorização, portanto, permitia que os americanos operassem a partir do território britânico, mas mantinha o Reino Unido formalmente afastado da ofensiva.
Citas Notables
Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve— Donald Trump, em entrevista à CNN
Não tenho receio nenhum em relação ao envio de tropas terrestres. Tipo, todo presidente diz: 'Não haverá tropas terrestres'. Eu não digo isso— Donald Trump, em entrevista ao New York Post