Estamos acompanhando atentamente e preparados para agir
Furacão Melissa foi o primeiro categoria 5 no Atlântico desde 2019, mais forte que Katrina, causando inundações e deslizamentos na Jamaica. Jamaica declarou-se zona de catástrofe com danos críticos em hospitais e estradas; furacão agora atinge Cuba com risco de inundações repentinas.
- Furacão Melissa: categoria 5, ventos de 295 km/h, atingiu Jamaica na terça-feira
- Primeiro furacão categoria 5 no Atlântico desde 2019; mais forte que Katrina
- Jamaica declarada zona de catástrofe; mais de 700 mil evacuados em Cuba
O furacão Melissa, categoria 5, devastou a Jamaica com ventos de 295 km/h, levando o presidente Trump a oferecer ajuda humanitária. O furacão agora afeta Cuba com mais de 700 mil evacuados.
O furacão Melissa chegou à Jamaica na terça-feira com a força de uma tempestade histórica. Ventos acima de 295 quilômetros por hora explodiram pela ilha caribenha, acompanhados de chuva torrencial e ondas que inundaram comunidades inteiras. O olho do furacão tocou terra em Westmoreland, no sudoeste da ilha, às 12h02 da tarde, hora local. Quando o primeiro-ministro jamaicano Andrew Holness declarou o país uma zona de catástrofe naquele mesmo dia, a dimensão do desastre já era clara: inundações generalizadas, deslizamentos de terra, hospitais danificados, estradas destruídas. O ministro responsável pela resposta a desastres, Desmond McKenzie, detalhou a devastação em coletiva de imprensa, pintando um quadro de infraestrutura crítica em colapso.
Este foi o primeiro furacão de categoria 5 a atingir o Atlântico desde 2019, quando Dorian devastou as Bahamas. Melissa superou em intensidade o furacão Katrina, que em 2005 atingiu a categoria 5 no golfo do México e deixou marcas profundas no sul dos Estados Unidos. A Jamaica não tinha enfrentado algo assim em sua história recente. Enquanto a ilha tentava contar seus feridos e avaliar seus perdidos, o furacão não parou. Enfraquecido para categoria 3, continuou sua marcha pelo Caribe.
A bordo do avião presidencial a caminho da Coreia do Sul, Donald Trump respondeu à crise com uma promessa. Disse que ajudaria a Jamaica a se recuperar, citando razões humanitárias. "Temos que fazer isso", afirmou. "Estamos acompanhando atentamente e preparados para agir. O furacão está causando danos tremendos." A declaração veio enquanto o furacão se aproximava de Cuba, onde as autoridades já movimentavam pessoas para segurança.
Cuba enfrentou o impacto na manhã de quarta-feira. Melissa tocou a costa leste perto de Chivirico, próximo a Santiago de Cuba, a segunda cidade mais populosa do país, com ventos próximos de 195 quilômetros por hora. O regime cubano classificou o furacão como "extremamente perigoso", alertando para o risco de inundações repentinas, deslizamentos de terra, penetração do mar em zonas costeiras baixas e possível ruptura de barragens. Mais de 700 mil pessoas foram evacuadas para abrigos em toda a ilha — um número que ilustra a escala da precaução e do medo.
O que começou como uma tempestade devastadora em uma ilha se transformou em uma crise regional. A Jamaica contava seus danos. Cuba protegia sua população. E Trump, em trânsito para a Ásia, sinalizava que os Estados Unidos estariam atentos ao que viria a seguir.
Notable Quotes
Por razões humanitárias, temos que fazer isso. Estamos acompanhando atentamente e preparados para agir.— Donald Trump, presidente dos EUA
Furacão extremamente perigoso com risco de inundações repentinas, deslizamentos de terra e ruptura de barragens.— Autoridades cubanas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que um furacão de categoria 5 é tão diferente dos outros? O que muda na prática?
A categoria 5 significa ventos acima de 250 quilômetros por hora. Nessa velocidade, não é só chuva e vento — é destruição estrutural. Casas não resistem. Infraestrutura inteira desaba. A Jamaica não tinha experiência recente com isso.
Melissa foi mais forte que Katrina, certo? Mas Katrina é mais famosa. Por quê?
Katrina atingiu os Estados Unidos, uma potência global. Melissa atingiu uma ilha caribenha. A cobertura, a atenção, os recursos mobilizados — tudo é diferente. Mas em termos de força bruta, Melissa foi superior.
Trump ofereceu ajuda enquanto voava para a Coreia. Isso é sério ou é apenas retórica?
Ele disse que estava acompanhando e preparado para agir. Isso é promessa, não ação. O que importa agora é se os recursos chegam, se há coordenação com as autoridades jamaicanas, se há follow-up real.
Cuba evacuou 700 mil pessoas. Isso é muito ou pouco para um país?
Cuba tem cerca de 11 milhões de habitantes. Então é algo entre 6 e 7 por cento da população. Não é evacuação total, mas é uma mobilização massiva. Mostra que o governo levou a ameaça a sério.
O que vem depois? Quando o furacão passa, o que fica?
Fica a contagem de mortos, a avaliação de danos, a reconstrução. Fica a pergunta sobre preparação climática — esses furacões estão ficando mais fortes. E fica a questão de ajuda internacional: quem paga a conta?