Pela segunda vez, Donald Trump tenta remover Lisa Cook do Federal Reserve — a primeira mulher negra a ocupar o cargo —, desta vez criando um comitê investigativo que alegará falsas declarações em documentação hipotecária. A Suprema Corte já havia bloqueado uma tentativa anterior em junho de 2026, exigindo 'justa causa' e processo formal, precedente sem paralelo desde a fundação do Fed em 1913. O movimento levanta questões duradouras sobre os limites do poder executivo e a independência das instituições que sustentam a ordem econômica.
Trump cria comitê para investigar novamente diretora do Fed após derrota na Suprema Corte
Recusei-me a ceder à pressão política sobre as taxas de juros
Por que Trump está tentando novamente remover Cook se a Suprema Corte já bloqueou isso?
A Corte não disse que ele não podia tentar — disse que ele precisava de "justa causa" e de um processo claro. Trump está tentando construir esse processo agora através do comitê.
Mas a questão é: o que mudou? As mesmas acusações foram investigadas no ano passado. O Reuters já havia encontrado documentação que contradiz a alegação sobre Atlanta.
Cook diz que tudo isso é sobre política monetária, não sobre hipotecas. Como sabemos o que é verdade?
Cook recusou-se a baixar as taxas de juros conforme Trump queria. Ela manteve as decisões baseadas no que considerava melhor para a economia. Trump quer alguém mais alinhado com seus objetivos.
Isso é o que Cook alega. O que temos de fato é que as acusações originais foram rejeitadas pela Suprema Corte, que exigiu mais rigor no processo. Agora há um novo comitê, mas não sabemos que novas provas ele pode apresentar.
E se o comitê encontrar "justa causa"? O que acontece?
Teoricamente, Trump poderia tentar novamente remover Cook. Mas isso provavelmente voltaria à Suprema Corte, porque a independência do Fed está em jogo.
O precedente histórico é importante aqui — nenhum presidente havia tentado isso desde 1913. A Corte sinalizou que há limites ao poder presidencial sobre o banco central.
Il Polso
- Trump assinou memorando presidencial criando comitê para investigar Cook, reacendendo uma disputa que a Suprema Corte já havia interrompido com uma votação apertada de 5 a 4.
- As acusações — de que Cook teria declarado dois imóveis simultaneamente como residência principal — são contestadas por documentos obtidos pela Reuters, que indicam que ela registrou o apartamento em Atlanta como 'casa de férias'.
- Cook responde que as ações presidenciais são pretexto político para puni-la por não ceder pressão sobre as taxas de juros, defendendo que suas decisões de política monetária foram tomadas exclusivamente no interesse público.
- O comitê realizará audiência de até quatro horas na Casa Branca para avaliar se há 'justa causa' para a destituição — tentativa de contornar, dentro dos limites formais, a barreira imposta pelo tribunal.
- O caso permanece sem precedente histórico: nenhum presidente havia tentado remover um diretor do Fed desde sua criação, e o mandato de Cook se estende até 2038.
Pela segunda vez, Donald Trump tenta remover Lisa Cook do Federal Reserve — a primeira mulher negra a ocupar o cargo —, desta vez criando um comitê investigativo que alegará falsas declarações em documentação hipotecária. A Suprema Corte já havia bloqueado uma tentativa anterior em junho de 2026, exigindo 'justa causa' e processo formal, precedente sem paralelo desde a fundação do Fed em 1913. O movimento levanta questões duradouras sobre os limites do poder executivo e a independência das instituições que sustentam a ordem econômica.
Donald Trump assinou um memorando presidencial criando um comitê investigativo contra Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, acusando-a de ter feito declarações falsas sobre financiamentos imobiliários. É a segunda tentativa do presidente de removê-la do cargo — a primeira foi bloqueada pela Suprema Corte em junho de 2026, numa votação de 5 a 4, que exigiu 'justa causa' e processo formal antes de qualquer destituição.
Cook, primeira mulher negra a dirigir o Fed, nega as acusações com veemência. Ela afirma que Trump busca removê-la porque ela se recusou a subordinar as decisões de política monetária a pressões políticas, agindo sempre no que julgou ser o melhor interesse do povo americano.
As alegações partiram de William Pulte, aliado de Trump e diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, que sustentou que Cook havia declarado dois imóveis como residência principal ao mesmo tempo. Documentos obtidos pela Reuters, porém, mostram que ela registrou o imóvel em Atlanta como 'casa de férias', contradizendo a versão oficial.
O novo comitê realizará uma audiência presencial na Casa Branca, com duração máxima de quatro horas, para determinar se existe base legal para a destituição. O caso é historicamente singular: desde a fundação do Fed, em 1913, nenhum presidente havia tentado remover um de seus diretores. Cook foi nomeada por Joe Biden em 2022 e reconduzida em 2023, com mandato que se estende até 2038.
Donald Trump criou um comitê investigativo na sexta-feira para reabrir acusações contra Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, alegando que ela teria feito declarações falsas sobre financiamentos imobiliários. O anúncio veio através de um memorando presidencial publicado no site da Casa Branca e marca a segunda tentativa do presidente de remover Cook do cargo.
Esta não é a primeira vez que Trump persegue a diretora. No ano passado, ele anunciou sua demissão sob acusação de fraude na documentação de uma hipoteca. A Suprema Corte, porém, bloqueou essa ação em junho de 2026 por uma votação apertada de 5 a 4, determinando que o presidente precisaria demonstrar "justa causa" e seguir um processo claro antes de destituir qualquer diretor do banco central. A decisão devolveu o caso a um tribunal distrital federal, mas impediu Trump de agir unilateralmente.
Cook, a primeira mulher negra a ocupar o cargo de diretora do Fed, nega categoricamente as acusações. Ela caracteriza a ação presidencial como um pretexto político, argumentando que Trump busca removê-la porque ela se recusou a ceder à pressão política ao estabelecer as taxas de juros. Segundo Cook, suas decisões sobre política monetária foram baseadas exclusivamente no que considerava melhor para o povo americano, não em considerações políticas.
As acusações originais vieram de William Pulte, aliado de Trump e diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação. Pulte alegou que Cook havia designado um condomínio em Atlanta como sua residência principal enquanto simultaneamente declarava sua casa no Michigan com o mesmo status. Ele também investigou uma propriedade que Cook possui em Massachusetts. No entanto, um documento obtido pela agência Reuters indicou que Cook havia declarado o imóvel em Atlanta como "casa de férias", não como residência principal, contradizendo as alegações do Departamento de Justiça.
O novo comitê realizará uma audiência presencial na Casa Branca com duração máxima de quatro horas. Seu objetivo é analisar as provas e acusações contra Cook para determinar se existe "justa causa" para sua destituição. Trump afirmou no comunicado que o comitê o auxiliará no cumprimento dessa responsabilidade.
O que torna este caso historicamente significativo é que nenhum outro presidente, desde a fundação do Federal Reserve em 1913, havia tentado remover um diretor do banco central. Cook é uma de apenas três diretoras com mandatos que se estendem além do período de governo de Trump. Ela foi nomeada para o conselho do Fed em 2022 pelo ex-presidente Joe Biden e reconduzida em 2023 para um mandato que se estende até 2038.
A decisão da Suprema Corte estabeleceu um precedente importante ao exigir que o presidente siga procedimentos formais e apresente provas sólidas antes de destituir diretores do banco central, protegendo a independência institucional do Fed. Agora, com este novo comitê, Trump tenta contornar essa decisão através de um processo investigativo que, segundo o memorando presidencial, determinará se há base legal para prosseguir com a destituição.
Citazioni salienti
Foi uma tentativa de me destituir sob um pretexto inventado porque me recusei a ceder à pressão política e continuei a definir a taxa de juros com base apenas no que melhor serviria ao povo norte-americano— Lisa Cook, diretora do Fed