Trump cria comitê para investigar diretora do Fed Lisa Cook

Primeira mulher negra a dirigir o Fed, Cook nega tudo
Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, rejeita acusações de fraude hipotecária e afirma que são pretexto político.
Mark

Por que Trump está tão determinado a remover Cook? As acusações de fraude hipotecária são específicas ou mais genéricas?

Mimi

As acusações existem, mas Cook nega completamente. O que parece mais claro é que Trump e Cook discordam profundamente sobre política monetária — como o Fed deve gerenciar juros e inflação. Para Trump, ela representa uma abordagem que ele acha prejudicial.

Luke

Mas aqui está o problema: a Suprema Corte não disse que as acusações são falsas. Disse apenas que Cook não recebeu as proteções processuais devidas. Não sabemos ainda se um tribunal examinará o mérito real das alegações de fraude.

Mimi

Exatamente. E agora Trump está criando este comitê, que parece ser uma tentativa de construir um registro mais formal antes de tentar novamente.

Mark

O comitê é imparcial? Quem o compõe?

Luke

A fonte não especifica. Sabemos que é um comitê presidencial que fará uma audiência de quatro horas na Casa Branca. Mas não temos informações sobre quem são seus membros ou como foram selecionados.

Mimi

É um detalhe importante que falta. Um comitê composto por aliados de Trump teria uma credibilidade muito diferente de um comitê independente.

Mark

E se o comitê recomendar a destituição? Cook pode recorrer novamente à Suprema Corte?

Luke

Provavelmente. Mas desta vez Trump terá um registro mais documentado. A Suprema Corte pode ser mais relutante em intervir se o processo parecer mais rigoroso.

Mimi

Cook tem até 2038 em seu mandato. Isto pode se arrastar por anos nos tribunais.

  • Trump assinou um memorando criando um comitê formal para investigar Cook, com audiência de até quatro horas na Casa Branca — escalando uma disputa que já dura mais de um ano.
  • Cook nega categoricamente as acusações de fraude hipotecária e afirma que o processo é uma manobra para afastá-la por discordar da direção da política monetária.
  • A Suprema Corte já bloqueou uma tentativa anterior de demissão em junho, por 5 a 4, sinalizando que o processo violou os direitos de defesa da diretora.
  • A Casa Branca recuou temporariamente após a derrota judicial, mas retomou a ofensiva em agosto, concedendo a Cook três semanas para responder às acusações.
  • O novo comitê parece projetado para construir um registro jurídico mais robusto — uma tentativa de contornar os obstáculos que derrubaram a primeira investida.

Quando o poder executivo avança sobre instituições concebidas para operar à distância da política, o que está em jogo não é apenas o destino de uma funcionária, mas a arquitetura de independência que sustenta a confiança econômica. Donald Trump assinou, em 7 de outubro, um memorando criando uma comissão para investigar Lisa Cook, diretora do Federal Reserve — a primeira mulher negra a ocupar o cargo —, buscando fundamento legal para sua destituição. Cook, nomeada por Biden e com mandato até 2038, nega as acusações de fraude hipotecária e as interpreta como pretexto para silenciar divergências sobre política monetária. A disputa, já bloqueada uma vez pela Suprema Corte, revela a tensão permanente entre autoridade presidencial e a independência das instituições que regulam a economia.

Em 7 de outubro, Donald Trump assinou um memorando criando uma comissão para investigar Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, e avaliar se há justificativa legal para sua destituição. O comitê realizará uma audiência presencial na Casa Branca, com duração máxima de quatro horas, antes de recomendar ao presidente os próximos passos.

A disputa não é nova. Trump já havia tentado demitir Cook em 2025, alegando fraude hipotecária — acusação que ela nega com veemência. Nomeada por Biden em 2022 e reconduzida em 2023 para um mandato que vai até 2038, Cook argumenta que as alegações são um pretexto para removê-la por divergências sobre política monetária. Ela é a primeira mulher negra a ocupar o cargo de diretora do Fed.

Em junho, a Suprema Corte bloqueou a demissão por 5 a 4, não por avaliar o mérito das acusações, mas por entender que Cook não havia tido direito adequado de defesa. O caso foi devolvido aos tribunais inferiores. Em agosto, a Casa Branca retomou a pressão com uma carta formal, concedendo três semanas para resposta. O advogado de Cook classificou as alegações como sem fundamento.

O novo comitê parece ser uma tentativa de construir um processo mais sólido juridicamente — um registro que resista ao escrutínio judicial que derrubou a primeira tentativa. O destino de Cook no cargo, e o que sua disputa revela sobre os limites da independência do Fed, ainda está por ser definido.

Donald Trump assinou um memorando em 7 de outubro criando uma comissão encarregada de investigar acusações contra Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, e determinar se existe justificativa legal para sua destituição. O comitê realizará uma audiência presencial na Casa Branca com duração máxima de quatro horas, durante a qual analisará as provas e as alegações contra a diretora antes de informar ao presidente sobre a viabilidade de removê-la do cargo.

Esta é a mais recente manobra em uma disputa que se estende há mais de um ano. Trump tentou demitir Cook em 2025, acusando-a de fraude hipotecária — uma acusação que ela categoricamente nega. Cook, que em 2022 foi nomeada por Joe Biden e reconduzida em 2023 para um mandato que se estende até 2038, argumenta que as acusações funcionam como pretexto para removê-la devido a divergências fundamentais sobre como conduzir a política monetária do país.

Em junho deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos bloqueou temporariamente a demissão anterior por votação de 5 a 4. A decisão não avaliou se as acusações de fraude eram verdadeiras. Em vez disso, a corte determinou que Cook tinha direito às proteções legais que lhe permitissem contestar as alegações e devolveu o caso aos tribunais inferiores. A corte essencialmente sinalizou que o processo anterior havia violado seus direitos de defesa.

Em agosto, após essa derrota judicial, a Casa Branca retomou a ofensiva. Trump enviou uma carta formal à diretora informando que considerava afastá-la e concedeu a Cook três semanas para responder às acusações. Seu advogado, Abbe D. Lowell, respondeu classificando as alegações como destituídas de fundamento e afirmando que não existia causa válida para a demissão.

Cook é a primeira mulher negra a ocupar a posição de diretora do Federal Reserve. Sua permanência no cargo até 2038 agora depende de como este novo processo se desenrola — tanto da investigação do comitê quanto de possíveis recursos judiciais que possam seguir. O memorando presidencial estabelece um cronograma e um formato específico para a audiência, sinalizando que Trump está tentando construir um registro mais sólido para justificar a remoção desta vez.

As acusações são um pretexto de Trump para afastá-la do cargo por divergências sobre a condução da política monetária
— Lisa Cook, diretora do Federal Reserve
As alegações são sem fundamento e não há causa válida para a demissão
— Abbe D. Lowell, advogado de Lisa Cook
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