Em novembro de 2025, Catarina Kasten, estudante de 31 anos, foi emboscada e morta a caminho de uma aula de natação em Florianópolis — um trajeto ordinário que se tornou o cenário de uma violência premeditada. Um homem de 21 anos, preso e confesso, responderá pelo crime diante do Tribunal do Júri após a Justiça de Santa Catarina pronunciá-lo em maio de 2026. O caso, ainda sem data de julgamento, convoca a sociedade a refletir sobre a vulnerabilidade das mulheres nos espaços que deveriam ser simplesmente cotidianos.
Tribunal do Júri vai julgar acusado de matar estudante Catarina Kasten em SC
Ele se escondeu atrás de uma lixeira, observando o movimento
Por que esse caso vai para o Tribunal do Júri e não é julgado por um juiz?
No Brasil, crimes contra a vida — homicídio, feminicídio — são julgados por júri popular. É uma garantia constitucional. Sete cidadãos comuns, sorteados, decidem sobre culpa e pena.
Mas a confissão já não resolve tudo? Por que ainda há julgamento?
A confissão estabelece os fatos, mas o júri precisa avaliar se há qualificadoras — se foi premeditado, se houve tortura, se foi feminicídio. Isso muda a pena.
E como se prova que foi emboscada, já que o acusado confessou?
A denúncia detalha: ele se escondeu atrás de uma lixeira, observou o movimento, agiu quando ela passou. Isso é premeditação. Depois ocultou o corpo.
Tudo isso está na confissão dele ou em evidências físicas?
A denúncia menciona ambas as coisas, mas o documento não especifica o que veio de cada fonte. Testemunhas e peritos falarão no julgamento.
Quando será o julgamento?
Ainda não há data. Pode levar meses. O sistema está sobrecarregado.
E se o júri discordar da acusação? Se votarem por absolvição?
É possível, embora raro em casos com confissão. Mas o júri tem poder absoluto — sua decisão é soberana.
Le Pouls
- Catarina Kasten foi assassinada em emboscada premeditada enquanto seguia para uma aula de natação, vítima de estupro e asfixia a poucos metros de uma trilha pública em Florianópolis.
- O acusado, de 21 anos, havia se posicionado estrategicamente no local antes da chegada da vítima, revelando planejamento deliberado — e depois ocultou o corpo entre mata e pedras para dificultar a descoberta.
- Preso e confesso, o jovem enfrenta acusações de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes que agravam sua situação jurídica.
- A Justiça de Santa Catarina pronunciou o réu em 8 de maio de 2026, reconhecendo a admissibilidade das acusações e encaminhando o caso ao Tribunal do Júri.
- O julgamento, ainda sem data marcada, será decidido por sete cidadãos sorteados, com acusação e defesa tendo cada uma hora e meia para apresentar seus argumentos.
Em novembro de 2025, Catarina Kasten, estudante de 31 anos, foi emboscada e morta a caminho de uma aula de natação em Florianópolis — um trajeto ordinário que se tornou o cenário de uma violência premeditada. Um homem de 21 anos, preso e confesso, responderá pelo crime diante do Tribunal do Júri após a Justiça de Santa Catarina pronunciá-lo em maio de 2026. O caso, ainda sem data de julgamento, convoca a sociedade a refletir sobre a vulnerabilidade das mulheres nos espaços que deveriam ser simplesmente cotidianos.
Na manhã de 21 de novembro de 2025, Catarina Kasten saiu de casa em Florianópolis rumo a uma aula de natação na praia do Matadeiro — um trajeto de rotina que ela nunca concluiu. Quando não retornou, seu companheiro acionou a Polícia Militar por volta do meio-dia. O que as investigações revelaram foi um crime de violência extrema e caráter premeditado.
O acusado, um homem de 21 anos, havia se posicionado estrategicamente próximo ao acesso à praia, aguardando a passagem da vítima. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, ele cometeu violência sexual contra Catarina e a matou por asfixia, arrastando em seguida o corpo para um local de difícil acesso, escondido entre mata e pedras. O jovem foi preso e confessou o crime, respondendo por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes.
Em 8 de maio de 2026, a Justiça pronunciou o réu, declarando as acusações admissíveis e encaminhando o caso ao Tribunal do Júri. O julgamento ainda não tem data definida e será conduzido por sete cidadãos sorteados entre quinze convocados. Acusação e defesa terão uma hora e meia cada para argumentar, com direito a réplica e tréplica.
A morte de Catarina — premeditada, cometida contra uma mulher desarmada em plena rotina — expõe a vulnerabilidade feminina nos espaços públicos. O julgamento que se aproxima colocará nas mãos de cidadãos comuns a tarefa de avaliar a culpa de um homem que confessou interromper, de forma brutal, um dia que para ela seria apenas mais um.
Na manhã de 21 de novembro de 2025, Catarina Kasten saiu de casa pouco antes das sete da manhã em Florianópolis. A estudante de pós-graduação de 31 anos seguia para uma aula de natação na praia do Matadeiro, um trajeto que fazia regularmente. Ela nunca chegou ao destino. Quando o tempo passou e ela não retornou, seu companheiro acionou a Polícia Militar por volta do meio-dia. O que se seguiu foi a confirmação de um crime que chocou a comunidade: Catarina havia sido morta em uma emboscada próxima ao acesso à praia.
Os detalhes do que aconteceu naquele final de manhã revelam o caráter premeditado da violência. O acusado, um homem de 21 anos, havia se posicionado estrategicamente atrás de uma lixeira, observando o movimento no local. Quando Catarina passou, ele agiu. Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, o jovem envolveu um objeto ao redor do pescoço da vítima, causando morte por asfixia. Antes disso, havia cometido violência sexual contra ela. Após o feminicídio, ele arrastou o corpo para um local de difícil acesso, escondido entre mata e pedras, longe da trilha principal — um esforço deliberado para ocultação.
O acusado foi preso e confessou o crime. O Ministério Público o denunciou por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, incluindo qualificadoras e agravantes na acusação. Na sexta-feira, 8 de maio de 2026, a Justiça de Santa Catarina pronunciou o réu, declarando as acusações de crime contra a vida admissíveis e encaminhando o caso para a segunda fase do processo: o julgamento pelo Tribunal do Júri. Não há data estipulada para o julgamento.
O Tribunal do Júri será composto por sete cidadãos sorteados entre 15 pessoas convocadas. O processo seguirá o rito padrão: apresentação de documentos, depoimentos de testemunhas, perícias e interrogatório do acusado. A acusação e a defesa terão, cada uma, uma hora e meia para apresentar seus argumentos. Após isso, ambas as partes terão direito a uma hora adicional para réplica e tréplica, caso desejem.
O caso de Catarina Kasten integra a série de feminicídios que marcam o país. A morte dela — violenta, premeditada, cometida contra uma mulher desarmada a caminho de uma atividade cotidiana — representa a vulnerabilidade que mulheres enfrentam em espaços públicos. O julgamento que se aproxima será conduzido por cidadãos comuns, chamados a avaliar não apenas os fatos, mas a intenção e a culpa de um homem que confessou tirar a vida de uma mulher que tinha planos para aquele dia.
Citations marquantes
Ele responde por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes— Ministério Público de Santa Catarina