Três PMs morrem em queda de avião da PMMG em Santana do Paraíso

Três policiais militares morreram na queda da aeronave, incluindo uma tenente que havia retornado recentemente do período de maternidade e deixa dois filhos pequenos.
Um dia antes, a corporação celebrava seu retorno aos voos
Gabriela Emília Soares Lacerda Resende foi homenageada pelo Comave após retornar da licença-maternidade, em vídeo publicado 24 horas antes do acidente.
Mark

Por que esse acidente importa além da tragédia pessoal? Há algo sobre a aviação de segurança pública que o público deveria entender?

Mimi

Esses pilotos não fazem voos de rotina. Gabriela estava retornando de licença-maternidade para voar em missões críticas — transporte de órgãos para transplante, operações de segurança. Luis Silvestre tinha quase duas décadas especializando-se nisso. Perder essa experiência concentrada é uma perda operacional real para o estado.

Luke

Mas precisamos ser claros: não sabemos ainda por que o avião caiu. A documentação estava em dia, a aeronave tinha capacidade, a tripulação era experiente. Isso torna o acidente mais perturbador, não menos — porque significa que algo falhou de forma não óbvia.

Mark

E o timing do vídeo de homenagem? Um dia antes?

Mimi

Sim. O Comave publicou um vídeo celebrando Gabriela voltando aos voos, mostrando ela com a família. Vinte e quatro horas depois, ela estava morta. É o tipo de detalhe que fica.

Luke

Mas não podemos especular sobre causas a partir de timing. O que sabemos é que houve dois acidentes aéreos fatais em Minas Gerais no mesmo dia — isso é incomum o suficiente para merecer atenção, mas também não temos informação de que estejam conectados.

Mark

Então o que vem agora? Como se investiga algo assim?

Mimi

Há investigação em andamento, mas os detalhes técnicos — por que o motor falhou, se foi erro de pilotagem, condições meteorológicas — isso leva tempo. Entretanto, a perda imediata é clara: três profissionais altamente treinados, uma mãe de duas crianças pequenas, um comandante com quase vinte anos de especialização.

Luke

E precisamos notar que a documentação estava regularizada até abril de 2027. Isso não explica nada sobre o que aconteceu, mas descarta pelo menos uma categoria óbvia de negligência.

  • Um bimotor da Polícia Militar caiu logo após decolar em Santana do Paraíso, matando os três tripulantes a bordo sem deixar sobreviventes.
  • Entre as vítimas estava uma tenente que havia retornado aos voos apenas recentemente após a licença-maternidade, deixando dois filhos pequenos — um deles recém-nascido.
  • O comandante da aeronave acumulava 24 anos de carreira militar, sendo 19 deles dedicados à aviação, e atuava também como instrutor e examinador credenciado pela ANAC.
  • A aeronave, um Beechcraft Super King Air 300 com documentação válida até 2027, era usada em missões de segurança, transporte executivo e até transporte de órgãos para transplante.
  • O acidente foi o segundo ocorrido em Minas Gerais no mesmo dia, reforçando um cenário de tragédia aérea que deixou autoridades e a corporação em estado de luto e alerta.
  • As causas da queda seguem sob investigação, sem respostas ainda sobre o que levou a aeronave ao solo momentos após a decolagem.

Na tarde de uma sexta-feira de outubro, três policiais militares de Minas Gerais perderam a vida quando o avião em que tripulavam caiu logo após decolar do Aeroporto Regional de Ipatinga, em Santana do Paraíso. Entre eles, um comandante com quase um quarto de século dedicado à aviação de segurança pública e uma tenente que havia acabado de retornar da licença-maternidade. O acidente lembra, com peso silencioso, que o serviço público carrega consigo vidas inteiras — histórias, famílias e vocações — que se apagam de uma só vez quando o inesperado acontece.

Na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, um avião bimotor da Polícia Militar de Minas Gerais caiu nas proximidades do Aeroporto Regional de Ipatinga, em Santana do Paraíso, logo após decolar. Os três integrantes da tripulação morreram: o tenente-coronel Luis Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões do Comave, e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice Almeida. As circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas.

Luis Silvestre dedicou 19 dos seus 24 anos de serviço militar exclusivamente à aviação de segurança pública, atuando também como instrutor de voo e examinador credenciado pela ANAC. Gabriela havia retornado recentemente aos voos após a licença-maternidade — um dia antes do acidente, a corporação publicou uma homenagem a ela nas redes sociais, com um vídeo ao lado do marido e dos dois filhos. Alice Almeida, nascida em Governador Valadares, construiu sua trajetória desde a escola pública em Caratinga até a carreira de pilota da PMMG.

A aeronave, um Beechcraft Super King Air 300 fabricado em 1986, havia pousado em Ipatinga às 15h59, vindo de Belo Horizonte. A queda ocorreu logo após a segunda decolagem, próximo ao quilômetro 43 da BR-458. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 16h20. A documentação do avião estava regularizada até abril de 2027, e ele era utilizado em missões de segurança, transporte executivo e transporte aeromédico de órgãos. O acidente foi o segundo ocorrido em Minas Gerais naquele mesmo dia — horas antes, um monomotor havia caído em Belo Horizonte, também com vítima fatal. As investigações sobre as causas seguem em andamento.

Na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, um avião bimotor da Polícia Militar de Minas Gerais caiu nas proximidades do Aeroporto Regional de Ipatinga, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, logo após decolar. Morreram os três integrantes da tripulação: o tenente-coronel Luis Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave), e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice Almeida. As circunstâncias que levaram à queda ainda não foram esclarecidas.

Luis Silvestre era o comandante da unidade de aviões do Comave e acumulava mais de duas décadas na corporação. Dos seus 24 anos de serviço na Polícia Militar, dezenove foram dedicados exclusivamente à aviação de segurança pública. Além de piloto, atuava como instrutor de voo e examinador credenciado pela Agência Nacional de Aviação Civil. Gabriela Emília Soares Lacerda Resende integrava o Comave e era mãe de duas crianças, tendo dado à luz ao segundo filho recentemente. Um dia antes do acidente, a corporação publicou uma homenagem à tenente nas redes sociais, celebrando seu retorno aos voos após a licença-maternidade, em um vídeo onde ela aparecia ao lado do marido e dos filhos. Alice Almeida nasceu em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e se mudou para Caratinga aos seis anos, onde estudou na rede pública antes de ingressar na carreira militar como pilota da PMMG.

A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 de sexta-feira e pousou no terminal de Ipatinga às 15h59. Após a segunda decolagem, o avião caiu nas imediações do aeroporto, junto ao quilômetro 43 da BR-458. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado às 16h20 para atender à ocorrência.

A aeronave era um bimotor turbo-hélice Beechcraft modelo 300, conhecido como Super King Air 300, com prefixo PP-EJO. Fabricada em 1986, tinha capacidade original para nove passageiros e um piloto. A Polícia Militar utilizava o avião em missões de segurança, transporte executivo e transporte aeromédico de órgãos para transplantes. Segundo informações levantadas, a documentação da aeronave estava regularizada até abril de 2027. O tenente-coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação da PMMG, confirmou a morte dos três ocupantes.

O acidente em Santana do Paraíso foi o segundo acidente aéreo fatal registrado em Minas Gerais naquele dia. Horas antes, um monomotor havia caído no pátio de manutenção de trens da Estação São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte, resultando na morte do piloto. As investigações sobre as causas da queda em Santana do Paraíso continuam em andamento.

A aeronave caiu logo após decolar do terminal, por motivos ainda não esclarecidos
— Informação confirmada pela Polícia Militar de Minas Gerais
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