TRE-PR e Simepar atuam juntos para monitorar clima nas Eleições 2026

Planejamento conjunto permite identificar onde atuar e quando realocar eleitores
O desembargador explicou como a parceria entre TRE-PR e Simepar transformaria dados meteorológicos em ações concretas.
Mark

Por que o TRE-PR achou necessário criar essa parceria especificamente com o Simepar para as eleições?

Mimi

Porque eventos climáticos extremos podem desorganizar completamente um processo eleitoral. Se uma tempestade forte atinge uma região, eleitores não conseguem chegar aos locais de votação, urnas podem ser danificadas, mesários podem não comparecer. A parceria permite antecipar esses problemas.

Luke

Mas o comunicado não diz quantas vezes no passado chuvas realmente impediram votação no Paraná. Sabemos que é um risco potencial, mas qual é a escala real do problema que estão tentando resolver?

Mark

O sistema monitora 4.841 locais de votação. Isso é muito ou pouco para um estado?

Mimi

É praticamente todos os locais de votação do Paraná. O sistema foi desenhado para cobrir a totalidade do estado, então qualquer tempestade em qualquer região teria visibilidade.

Luke

Certo, mas o comunicado diz que o sistema "detecta" pontos em alerta vermelho ou amarelo. Detecta como? Qual é a tecnologia por trás? Não fica claro se é um sistema automático ou se depende de análise humana.

Mark

A previsão apontava chuvas fortes no oeste, sudoeste e noroeste. Essas regiões têm mais locais de votação que outras?

Mimi

O comunicado não especifica a distribuição. Mas sim, se chuvas estão concentradas em três regiões, a realocação de votação seria mais localizada, não um problema estadual.

Luke

Exatamente. E aqui está o ponto: não sabemos se 4.841 locais é um número que permite realocação fácil ou se seria logisticamente caótico realocar votação em escala. O comunicado assume que realocação é viável, mas não explica como.

Mark

O desembargador garantiu que as eleições ocorreriam de forma tranquila. Isso é uma promessa realista?

Mimi

É uma promessa baseada em planejamento. Eles têm dados meteorológicos, têm um sistema de alertas, têm um plano. Mas clima é imprevisível — uma tempestade pode ser mais forte do que previsto.

Luke

Sim, e essa é a lacuna. A garantia é tão boa quanto a previsão meteorológica. Se o Simepar errar na previsão, a garantia cai. O comunicado não menciona margem de erro ou limitações da previsão.

  • Chuvas intensas estão previstas para as regiões oeste, sudoeste e noroeste do Paraná justamente no domingo das eleições, criando uma ameaça concreta à logística do voto.
  • O sistema 'Alertas Meteorológicos em Período Eleitoral' monitora todos os 154 municípios com Fóruns Eleitorais e 4.841 locais de votação, emitindo alertas vermelhos e amarelos em tempo real.
  • Desde segunda-feira, o Simepar já vinha emitindo boletins diários, sinalizando que a preocupação com o clima não surgiu de improviso — foi planejada com antecedência.
  • A parceria prevê ações concretas em caso de temporais: acionar a Copel e realocar eleitores de locais ameaçados antes que o caos logístico se instale.
  • Eleitores são orientados a consultar seus locais de votação pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título antes de sair de casa no domingo.

Na véspera das eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e o Simepar apresentaram uma parceria que coloca a ciência meteorológica a serviço da democracia: um sistema de alertas capaz de monitorar 4.841 locais de votação em tempo real, antecipando tempestades antes que elas possam interromper o exercício do voto. A iniciativa reflete uma compreensão madura de que o ato cívico não existe no vácuo — ele acontece em corpos, em ruas, sob céus que nem sempre cooperam. Ao transformar previsão climática em decisão institucional, as duas entidades apostam na antecipação como forma de preservar a tranquilidade do pleito paranaense.

Na manhã de sábado, véspera do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, e o meteorologista Marco Antonio Rodrigues Jusevicius, do Simepar, reuniram-se com a imprensa na sede do tribunal para apresentar o plano de contingência climática que guiaria as decisões do dia seguinte. O propósito era claro: mostrar como as duas instituições trabalhariam juntas para que tempestades não comprometessem o pleito.

O desembargador garantiu que a colaboração permitiria identificar com precisão onde as condições climáticas poderiam afetar o processo eleitoral, abrindo caminho para respostas rápidas — da acionamento da Copel à realocação de eleitores em áreas ameaçadas. Pediu ainda que os paranaenses verificassem seus locais de votação com antecedência, pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título.

Jusevicius explicou que o monitoramento operava em duas camadas: a previsão antecipada, baseada em modelos climáticos, e o acompanhamento em tempo real, que permitia ajustar as leituras conforme os eventos se desenvolviam. Desde o início da semana, os dados já apontavam para chuvas intensas nas regiões oeste, sudoeste e noroeste do estado.

O sistema desenvolvido pelas duas instituições — batizado de 'Alertas Meteorológicos em Período Eleitoral' — funcionava como um radar, mapeando 154 municípios com Fóruns Eleitorais e 4.841 locais de votação em todo o Paraná. Ao detectar pontos em alerta vermelho ou amarelo, o sistema tornava possível antecipar realocações antes que temporais, raios ou tempestades interrompessem o processo. Boletins diários vinham sendo emitidos desde segunda-feira, consolidando uma abordagem que apostava na antecipação — e não na reação — como principal ferramenta para garantir eleições tranquilas.

No sábado pela manhã, véspera do primeiro turno das eleições de 2026, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, e Marco Antonio Rodrigues Jusevicius, coordenador de operação e meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), compareceram à imprensa na sede do TRE-PR para detalhar como as duas instituições trabalhariam juntas durante o pleito. O encontro tinha um propósito claro: apresentar o plano de contingência que orientaria as decisões sobre eventos climáticos no domingo, quando os paranaenses iriam às urnas.

O desembargador enfatizou que a colaboração entre a Justiça Eleitoral e o Simepar permitiria identificar com precisão onde tempestades poderiam afetar o processo. Segundo ele, essa inteligência compartilhada abriria caminho para ações rápidas — desde acionar a Copel até realocar eleitores de locais ameaçados. Carrasco ofereceu uma garantia ao cidadão paranaense: as eleições transcorreriam sem sobressaltos. Antes de encerrar sua fala, pediu aos eleitores que consultassem seus locais de votação antecipadamente, seja pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título, que deveria estar atualizado.

Jusevicius explicou que o monitoramento funcionava em duas camadas. A primeira era a previsão — modelos que antecipavam onde e quando a chuva chegaria. A segunda era o acompanhamento em tempo real, que permitia ajustar as previsões conforme os eventos se desenrolavam. Desde o início daquela semana, os dados apontavam para uma probabilidade consistente de chuvas intensas em três regiões do estado: oeste, sudoeste e noroeste. Mas o Simepar não apenas olhava para o que poderia acontecer; atualizava continuamente sua leitura do tempo para que decisões pudessem ser tomadas com informação fresca.

O plano de contingência em si era ambicioso em escala. O TRE-PR e o Simepar haviam desenvolvido um sistema chamado "Alertas Meteorológicos em Período Eleitoral" que mapeava todos os 154 municípios que sediavam Fóruns Eleitorais no estado, além de 4.841 locais de votação espalhados pelo Paraná. O sistema funcionava como um radar: detectava pontos em alerta vermelho ou amarelo para temporais, antecipando a chegada de chuvas, raios e tempestades. Essa capacidade de previsão antecipada era o que tornava possível realocar votação de áreas que enfrentariam as piores condições.

Desde a segunda-feira anterior, o Simepar já emitia boletins diários atualizando a situação meteorológica do estado. A iniciativa tinha um objetivo duplo: mitigar os impactos de eventos climáticos no andamento do pleito e, ao mesmo tempo, minimizar a possibilidade de que tempestades interrompessem ou atrasassem o processo eleitoral. O trabalho conjunto das duas instituições representava uma tentativa de antecipar problemas em vez de apenas reagir a eles — uma abordagem que, se bem executada, poderia fazer a diferença entre eleições tranquilas e eleições marcadas por caos logístico.

O planejamento conjunto entre as instituições nos permite identificar a localização do evento meteorológico, em qual evento é necessário atuar, por exemplo, acionando a Copel, e em quais situações pode ser necessário realocar os eleitores
— Desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, presidente do TRE-PR
O Simepar também acompanha o desenrolar do evento meteorológico, atualizando a previsão inicial para a tomada de decisões
— Marco Antonio Rodrigues Jusevicius, coordenador de operação e meteorologista do Simepar
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