Em Porto Feliz, São Paulo, a Justiça condenou o empresário Thiago Brennand a mais de 31 anos de prisão em regime fechado pelos crimes cometidos contra sua ex-companheira em 2021 — estupro, agressão, coação e humilhações que incluíram obrigá-la a tatuar suas iniciais no próprio corpo. A sentença, que também impõe indenização de R$ 100 mil à vítima, chega num momento em que a sociedade brasileira continua a interrogar os limites do poder, da impunidade e da violência de gênero. O caso Brennand tornou-se, ao longo dos anos, um espelho incômodo das estruturas que protegem homens de posição enquant
Thiago Brennand é condenado a 31 anos de prisão por estupro e agressão
Obrigada a tatuar as iniciais dele no corpo, marcada permanentemente
Como um homem condenado por estupro consegue se casar enquanto está preso?
Pelo direito brasileiro, a pessoa encarcerada mantém certos direitos civis, incluindo o de contrair matrimônio. O casamento por procuração permite que isso aconteça sem presença física. Mas a Justiça intervém quando há risco — neste caso, a guarda de uma criança.
O que significa que ele obrigou a vítima a tatuar as iniciais dele?
É um ato de posse e humilhação. Marca o corpo da vítima permanentemente com o nome dele. Mostra controle absoluto, não apenas no momento do crime, mas para sempre.
Por que ele foi absolvido em outros casos se há tantas condenações?
Cada caso é julgado separadamente. Absolvições em segunda instância podem ocorrer por questões processuais, falta de provas suficientes ou interpretações diferentes da lei. Não significa que os crimes não aconteceram — significa que o tribunal entendeu que a acusação não provou além de dúvida razoável.
A indenização de R$ 100 mil é adequada para o que ela sofreu?
Nunca é adequada. Nenhuma quantia em dinheiro compensa estupro, agressão e humilhação sistemática. A indenização é um reconhecimento mínimo do dano, mas a vítima carrega as cicatrizes — literais e psicológicas — para o resto da vida.
O que muda agora que ele foi condenado?
Ele cumpre uma pena muito mais longa. Mas há também a questão de quantas outras mulheres ele agrediu e quantas casos ainda podem vir à tona. A condenação é justiça para uma vítima, mas levanta perguntas sobre quantas outras ficaram sem voz.
The Pulse
- Sete crimes distintos foram reconhecidos pela Justiça, incluindo estupro, lesão corporal, coação processual e a imposição de uma tatuagem como marca de posse sobre o corpo da vítima.
- A condenação a 31 anos contrasta com absolvições recentes em outros processos, revelando a imprevisibilidade e as contradições do sistema judicial diante de casos de violência sexual.
- Enquanto cumpre pena na Penitenciária Álvaro de Carvalho 2, Brennand casou-se por procuração com uma advogada, e a Justiça reagiu determinando que ela perdesse a guarda do filho, sinalizando preocupação com o entorno do condenado.
- A vítima, que sofreu anos de silêncio antes de os crimes virem à luz em 2022, vê na sentença um reconhecimento tardio, mas concreto, da violência sistemática que viveu.
Em Porto Feliz, São Paulo, a Justiça condenou o empresário Thiago Brennand a mais de 31 anos de prisão em regime fechado pelos crimes cometidos contra sua ex-companheira em 2021 — estupro, agressão, coação e humilhações que incluíram obrigá-la a tatuar suas iniciais no próprio corpo. A sentença, que também impõe indenização de R$ 100 mil à vítima, chega num momento em que a sociedade brasileira continua a interrogar os limites do poder, da impunidade e da violência de gênero. O caso Brennand tornou-se, ao longo dos anos, um espelho incômodo das estruturas que protegem homens de posição enquanto silenciam as mulheres que ousam denunciá-los.
A Justiça de São Paulo condenou o empresário Thiago Brennand a 31 anos, 5 meses e 24 dias de prisão em regime fechado. A sentença, proferida pela 1ª Vara de Porto Feliz, abrange sete crimes cometidos contra sua ex-companheira em 2021: constrangimento ilegal, lesão corporal, estupro, coação no curso do processo, divulgação de cena de estupro, registro não autorizado de ato sexual e a imposição de que a vítima tatuasse as iniciais dele no próprio corpo. Além da pena, Brennand foi condenado a pagar R$ 100 mil em indenização à vítima.
Os crimes só vieram a público em 2022. Brennand já era conhecido por ter agredido uma mulher em uma academia de ginástica — imagens captadas pelas câmeras do local circularam amplamente. O caso que agora resultou em condenação revela um padrão mais sombrio: violência sistemática, coerção sexual e humilhação deliberada contra a ex-companheira.
A condenação chega em meio a um histórico judicial contraditório. Na mesma semana, Brennand foi absolvido em segunda instância por outro processo de estupro, no qual havia sido condenado a 8 anos em primeira instância. Em 2024, também foi absolvido de acusação envolvendo uma massagista. As idas e vindas nos tribunais expõem as dificuldades do sistema em lidar com casos de violência sexual de forma consistente.
Atualmente preso na Penitenciária Álvaro de Carvalho 2, em Potim, Brennand casou-se por procuração em julho de 2026 com a advogada Karina de Paula Kufa. A Justiça reagiu rapidamente: em decisão liminar, determinou que Kufa perdesse a guarda do filho, avaliando que a situação representaria risco para a criança — um desdobramento que estende as consequências do caso para além dos muros da prisão.
A Justiça de São Paulo condenou o empresário Thiago Brennand a 31 anos, 5 meses e 24 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro e agressão contra sua ex-companheira. A sentença, proferida pela 1ª Vara de Porto Feliz, também o obriga a pagar R$ 100 mil em indenização à vítima. A condenação abrange sete crimes distintos: constrangimento ilegal, lesão corporal, estupro, coação no curso do processo, divulgação de cena de estupro, registro não autorizado de ato sexual e a obrigação de que a vítima tatuasse as iniciais dele no próprio corpo.
Os crimes ocorreram em 2021, mas só vieram à luz em 2022. Antes dessa condenação, Brennand já havia ganho notoriedade por agredir uma mulher dentro de uma academia de ginástica — a agressão foi capturada pelas câmeras do estabelecimento e as imagens circularam amplamente na mídia e redes sociais. O caso que agora resultou em condenação revela um padrão de violência sistemática contra a ex-companheira, incluindo coerção sexual, agressão física e humilhação deliberada.
Esta condenação chega após uma semana em que Brennand foi absolvido em outro processo. Naquele caso, ele havia sido condenado em primeira instância a 8 anos de prisão por conduzir uma mulher a um hotel enquanto ela estava incapacitada e praticar sexo sem seu consentimento. A absolvição em segunda instância também o livrou de uma condenação ao pagamento de R$ 200 mil em danos morais. Em 2024, ele também foi absolvido de acusação de estupro contra uma massagista, crime que teria ocorrido em 2022 e pelo qual havia recebido sentença de 8 anos.
Atualmente, Brennand cumpre pena na Penitenciária Álvaro de Carvalho 2, em Potim, no interior de São Paulo. Em julho de 2026, enquanto encarcerado, ele se casou por procuração com a advogada Karina de Paula Kufa. Poucos dias depois, a Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, que Kufa perdesse a guarda do filho após o casamento, considerando que a situação representaria risco para a criança. A decisão reflete preocupações sobre a segurança de menores no contexto da vida pessoal de um condenado por crimes de natureza tão grave.
Notable Quotes
Brennand foi condenado por constrangimento ilegal, lesão corporal, estupro e coação no curso do processo, divulgação de cena de estupro e registro não autorizado de ato sexual— Sentença da 1ª Vara de Porto Feliz