The Town: 4º dia reúne Foo Fighters, Garbage e Yeah Yeah Yeahs em noite de rock intenso

A noite em que o festival reconhece que existe um público que quer decibéis
O quarto dia do The Town concentra bandas que definiram o rock alternativo dos últimos 25 anos.
Mark

Por que o The Town não tem um "dia do metal" oficial como o Rock in Rio faz desde 1985?

Mimi

Porque o The Town é um festival mais eclético, menos focado em categorias de gênero. Mas isso não significa que não haja noites mais pesadas — este sábado é exatamente isso, uma concentração de rock alternativo e indie que funciona como o equivalente.

Mark

O Foo Fighters é realmente o destaque, ou há algo mais que torna esta noite especial?

Mimi

O Foo Fighters é o nome maior, sim, mas o que torna a noite especial é a sequência: Garbage, Yeah Yeah Yeahs, Foo Fighters. São três bandas que definiram o rock alternativo de forma diferente, cada uma com sua linguagem. Juntas, criam uma narrativa.

Mark

E quanto a Josh Freese na bateria? Isso muda algo para quem vai ver?

Mimi

Muda tudo e nada ao mesmo tempo. A morte de Taylor Hawkins foi um trauma para a banda e para os fãs. Josh Freese é um baterista respeitado, mas representa um novo ciclo — e nem todos estão prontos para isso. Alguns vão para ver como a banda se reinventou, outros vão para se despedir de uma era.

Mark

A transmissão gratuita muda o significado de ir ao festival?

Mimi

Muda completamente. Quando você pode assistir de graça pela TV Globo ou Globoplay, a escolha de estar lá presencialmente vira uma decisão consciente, não uma necessidade. Você vai porque quer estar naquele lugar, naquele momento, com aquelas pessoas.

Mark

Há algo que o público deveria saber sobre a programação além do Skyline?

Mimi

Que o festival não é apenas rock. Enquanto o Foo Fighters toca, há jazz no São Paulo Square, eletrônico no New Dance Order, hip-hop no Factory. É possível viver várias noites em uma noite só.

  • Os Foo Fighters sobem ao palco Skyline pela primeira vez desde 2019 carregando a ausência visível de Taylor Hawkins e a presença nova de Josh Freese na bateria — uma noite que é, ao mesmo tempo, celebração e cicatriz.
  • Yeah Yeah Yeahs, Garbage e Pitty constroem uma sequência rara no Brasil: quatro horas de rock alternativo ininterrupto, do nacional ao internacional, do indie ao experimental.
  • A transmissão simultânea por quatro canais — Multishow, Canal Bis, Globoplay e TV Globo — elimina qualquer barreira de acesso, transformando o festival num evento verdadeiramente público.
  • Enquanto o palco Skyline concentra os decibéis, outros quatro palcos funcionam em paralelo com hip-hop, jazz, eletrônico e música brasileira, revelando a ambição plural do The Town.
  • O sábado se consolida como a noite mais intensa do festival — não pelo rótulo do metal, mas pela densidade sonora de bandas que exigem presença total do público que as escolheu.

No coração de São Paulo, o quarto dia do festival The Town convoca uma linhagem de bandas que moldaram décadas de rock alternativo e indie — Foo Fighters, Yeah Yeah Yeahs, Garbage e Pitty —, reunindo num único sábado o peso sonoro que raramente se concentra em uma só noite. É um momento em que a cidade se torna palco de uma conversa entre gerações, entre lutos superados e guitarras que persistem, entre o público que foi e o que chegou depois. A transmissão aberta pela TV Globo e Globoplay dissolve as fronteiras entre o festival e a casa, lembrando que a música ao vivo, quando verdadeira, não precisa de ingresso para alcançar quem precisa dela.

O quarto dia do The Town chega como a noite que mais se aproxima da energia do rock pesado — não pelo metal explícito, mas pela concentração de bandas que fizeram do palco um exercício de intensidade. É o sábado em que as camisas pretas ganham sentido.

O Foo Fighters carrega o peso maior da noite. Dave Grohl retorna ao Brasil com Josh Freese na bateria, assumindo o lugar deixado pela morte de Taylor Hawkins. O repertório promete os clássicos que definiram gerações — "My Hero", "Times Like These", "Best of You" —, com o álbum "Medicine at Midnight" como pano de fundo mais recente. Antes deles, às 20h25, o Yeah Yeah Yeahs sobe ao palco com Karen O e a formação que lançou "Cool It Down". O Garbage abre a sequência às 18h15 com seu som denso e experimental, e Pitty inicia tudo às 16h05 com o rock nacional que atravessou décadas.

A transmissão acontece por quatro canais — Multishow, Canal Bis, Globoplay e TV Globo —, sendo que tanto a TV aberta quanto a Globoplay permitem acesso gratuito aos shows principais. Não há barreira: apenas a escolha entre estar lá ou acompanhar de casa.

O palco Skyline não está sozinho. O The One recebe Wet Leg e Barão Vermelho com Samuel Rosa; o Factory concentra hip-hop com MC Don Juan e Grag Queen; o São Paulo Square oferece jazz com Stanley Jordan e Hamilton de Holanda. O festival é, de fato, múltiplo — mas neste sábado, é o rock que dita o tom.

O quarto dia do The Town chega como a noite mais pesada do festival — não porque traga o metal puro que o Rock in Rio consagrou desde 1985 com datas específicas dedicadas ao gênero, mas porque reúne bandas que transformam o palco em um exercício de intensidade sonora e presença. Sem uma programação explicitamente rotulada como "dia do metal", o sábado, 9 de setembro, funciona como aquele que mais se aproxima dessa energia, aquele em que as camisas pretas ganham sentido.

O Foo Fighters é o nome que carrega o peso maior da noite. Dave Grohl, o baterista que se tornou guitarrista e voz, traz a banda americana mais premiada pelo Grammy em décadas recentes. Eles estiveram no Rock in Rio em 2019, antes disso em 2001, e agora retornam com um novo ciclo — literalmente, porque Josh Freese assumiu a bateria após a morte trágica de Taylor Hawkins, que deveria ter vindo com o grupo para o Lollapalooza do ano anterior. O repertório promete girar em torno dos sucessos que definiram gerações: "My Hero", "Times Like These", "Best of You". Seu álbum mais recente, "Medicine at Midnight", recebeu elogios da crítica, mas são os clássicos que preenchem o imaginário do público.

Antes do Foo Fighters, que toca às 23h no palco Skyline, vem o Yeah Yeah Yeahs. Karen O na voz, Nicolas Zinner na guitarra, Brian Chase na bateria, David Pajo tocando guitarra, baixo, teclado e sintetizadores — a formação que lançou "Cool It Down" no ano anterior. O grupo sobe ao palco às 20h25, trazendo o indie rock que marcou gerações desde o início dos anos 2000. Antes ainda, às 18h15, o Garbage abre a sequência de rock alternativo com sua própria linhagem de som denso e experimental. Pitty, às 16h05, completa a programação do Skyline com o rock nacional que atravessou décadas.

O festival oferece múltiplos pontos de entrada para quem quer acompanhar. Quatro canais de televisão transmitem a programação: Multishow, Canal Bis, Globoplay e TV Globo. A transmissão gratuita pela TV Globo abre o acesso para quem não tem assinatura. A Globoplay, por sua vez, exibe os shows principais também para não assinantes, tornando a experiência completamente aberta. Não há barreira de acesso — apenas a escolha de ficar em casa ou ir até o local.

O palco Skyline não é o único em funcionamento. O palco The One traz Wet Leg, Barão Vermelho com Samuel Rosa, Detonautas e Terno o Rei com convidados. O Factory concentra o hip-hop e a música eletrônica com MC Don Juan, Yunk Vino, MC Dricka e Grag Queen. O São Paulo Square oferece jazz e música brasileira com Stanley Jordan, Hamilton de Holanda e a São Paulo Big Band. O New Dance Order fecha a noite com eletrônico e showcase de artistas da cena de dança. A programação, portanto, não é monolítica — é um festival de fato, com múltiplas linguagens acontecendo simultaneamente, cada uma em seu espaço, cada uma com seu público.

O que torna este sábado diferente das outras noites do The Town é a concentração de bandas que definiram o rock alternativo e o indie rock dos últimos 25 anos. Não é metal no sentido tradicional, mas é rock em sua forma mais densa, mais exigente, mais voltada para quem veio para ouvir guitarra, bateria e voz em primeiro plano. É a noite em que o festival reconhece que existe um público que quer decibéis, que quer presença, que quer ser movido pela força bruta da música ao vivo.

É um novo ciclo, dizem seguidores
— Fãs do Foo Fighters sobre a chegada de Josh Freese na bateria
Contact Us FAQ