Tesouro dos EUA compra ienes em primeira intervenção com Japão em mais de uma década

Primeira ação coordenada em mais de uma década marca retorno à estabilização
Washington e Tóquio intervêm juntos no mercado cambial pela primeira vez desde 2011, sinalizando preocupação com a queda acelerada do iene.
Mark

Por que os EUA decidiram intervir agora, depois de mais de uma década sem fazer isso?

Mimi

O iene caiu para níveis de quarenta anos. Quando uma moeda se desvaloriza tão rapidamente, afeta não apenas o Japão, mas também a estabilidade dos mercados globais. Os EUA têm interesse em manter a ordem.

Mark

Mas o Japão já estava tentando conter a queda sozinho. Por que precisava de ajuda?

Mimi

O Japão gastou quase 59 bilhões de dólares em um único dia. Mesmo com todo esse esforço, a moeda continuava caindo. Quando um país sozinho não consegue estabilizar sua própria moeda, é sinal de que algo maior está acontecendo — apostas especulativas, fluxos de capital descontrolados. Aí entra a coordenação internacional.

Mark

A foto do bloco de notas de Bessent mencionando cinco a dez bilhões — isso é muito dinheiro?

Mimi

É significativo, mas não é o suficiente para resolver o problema sozinho. É mais um sinal de intenção, uma declaração de que Washington está disposto a agir. O mercado respondeu imediatamente quando soube da intervenção.

Mark

E essa linha de crédito FIMA que mencionaram? Como funciona?

Mimi

É um mecanismo criado durante a pandemia. Permite que o Japão pegue emprestado dólares do Federal Reserve sem precisar vender seus títulos do Tesouro americano. Preserva a capacidade de intervenção do Japão sem criar pressão adicional.

Mark

Qual é o risco se não conseguirem estabilizar o iene?

Mimi

Um iene fraco prejudica as importações japonesas, aumenta a inflação, afeta o poder de compra das pessoas. Além disso, desestabiliza os mercados globais. Outros países começam a questionar suas próprias moedas. É um efeito dominó.

Mark

Isso vai funcionar?

Mimi

Depende. A coordenação entre EUA e Japão é um bom sinal. Mas se as apostas especulativas continuarem, se os fluxos de capital não mudarem de direção, uma ou duas intervenções não serão suficientes. O anúncio de uma política conjunta na próxima semana pode ser mais importante que a própria compra de ienes.

  • O iene tocou quase 164 unidades por dólar — o nível mais fraco desde 1986 —, acendendo alarmes em Tóquio e Washington sobre a velocidade da desvalorização.
  • O Japão queimou até US$ 58,97 bilhões numa única quinta-feira tentando segurar a moeda sozinho, revelando a magnitude da pressão especulativa sobre o iene.
  • O Tesouro americano entrou no mercado na sexta-feira vendendo euros por ienes, com Goldman Sachs e Morgan Stanley como intermediários, numa ação inédita em mais de uma década.
  • A intervenção coordenada surtiu efeito imediato: o dólar recuou de cerca de 158,9 para 157,6 ienes em poucas horas, sinalizando que os investidores levaram o recado a sério.
  • Ambos os países podem anunciar uma política conjunta já na semana seguinte, e o Japão ainda dispõe de linhas de crédito do Fed criadas na pandemia para ampliar sua liquidez sem vender títulos americanos.

Pela primeira vez desde 2011, Washington e Tóquio agiram em conjunto para sustentar o iene, uma moeda que havia afundado a mínimas de quarenta anos — lembrando que as grandes economias, quando ameaçadas por forças especulativas, ainda recorrem à cooperação como último bastião de estabilidade. O Tesouro americano vendeu euros para comprar ienes numa sexta-feira de agosto de 2026, enquanto o Japão já havia despendido quase 59 bilhões de dólares no dia anterior. O gesto conjunto não é apenas técnico: é um recado aos mercados de que há limites para a desvalorização tolerada por duas das maiores economias do mundo.

Na sexta-feira de 31 de agosto de 2026, o Tesouro dos Estados Unidos deu um passo raro ao entrar no mercado cambial para comprar ienes, coordenando a ação diretamente com Tóquio pela primeira vez desde 2011. O Federal Reserve de Nova York executou a operação vendendo euros, usando Goldman Sachs e Morgan Stanley como intermediários. Um bloco de notas fotografado em Camp David sugeriu que o secretário Scott Bessent havia cogitado uma compra entre cinco e dez bilhões de dólares — embora o valor exato não tenha sido confirmado oficialmente.

A urgência da medida ficou clara pelo contexto: o iene havia despencado para quase 164 unidades por dólar, seu patamar mais fraco desde 1986. Na quinta-feira anterior, o Japão já havia gastado sozinho até 58,97 bilhões de dólares tentando conter a queda, e voltou a intervir na sexta-feira durante o horário de Nova York. A resposta dos mercados foi imediata — o dólar recuou de aproximadamente 158,9 para 157,6 ienes ao longo da tarde.

O Ministério das Finanças japonês lembrou publicamente que dispõe de ferramentas adicionais, entre elas a Linha de Recompra permanente do Fed criada em 2020, que permite ao Japão ampliar sua liquidez em dólares sem precisar liquidar títulos do Tesouro americano. Segundo a agência Kyodo, os dois países devem anunciar uma política conjunta já na semana seguinte — um sinal deliberado contra as apostas especulativas que têm pressionado a moeda japonesa e uma tentativa de restaurar a confiança nos mercados.

Na sexta-feira, 31 de agosto, o Tesouro dos Estados Unidos entrou no mercado de câmbio para comprar ienes, marcando a primeira ação coordenada com Tóquio em mais de uma década. O movimento veio em resposta à queda acentuada da moeda japonesa, que havia caído para níveis não vistos em quarenta anos. O Federal Reserve de Nova York executou a operação vendendo euros em troca de ienes, utilizando o Goldman Sachs e o Morgan Stanley como intermediários, conforme informou o Financial Times.

O tamanho exato da compra não foi divulgado imediatamente, mas um bloco de notas fotografado durante uma reunião de gabinete em Camp David revelou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia anotado uma possível compra de cinco a dez bilhões de dólares em ienes. No mesmo dia, o Tesouro notificou vários bancos de que poderia intervir novamente no mercado cambial e pediu que estivessem preparados para futuras ações.

O Japão já havia feito seu próprio esforço de contenção na quinta-feira, gastando até 58,97 bilhões de dólares para comprar sua própria moeda. Tóquio voltou a intervir durante o horário de negociação em Nova York na sexta-feira. Esses movimentos refletem uma preocupação crescente com a desvalorização do iene, que havia atingido quase 164 ienes por dólar — seu nível mais fraco desde 1986.

A notícia da intervenção americana teve efeito imediato nos mercados. O dólar caiu de aproximadamente 158,9 ienes para cerca de 157,6 ienes no final da tarde, sinalizando que os investidores responderam positivamente à ação coordenada. O Ministério das Finanças do Japão publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que as autoridades monetárias possuem uma ampla gama de ferramentas à disposição, incluindo acesso à Linha de Recompra permanente do Federal Reserve para autoridades monetárias estrangeiras e internacionais.

Essa linha de crédito, estabelecida em 2020 durante a pandemia de Covid-19, permite que o Japão aumente sua liquidez em dólares sem precisar vender diretamente títulos do Tesouro americano, aliviando potencialmente a pressão financeira sobre Tóquio para futuras intervenções. A última vez que Washington havia apoiado diretamente o iene foi em 2011, quando coordenou ações com outros países do G7 após o terremoto e tsunami que devastaram o Japão.

Segundo a agência de notícias Kyodo, os dois países podem anunciar uma política conjunta já na próxima semana para lidar com a desvalorização contínua. O anúncio serviria como um sinal claro contra apostas especulativas que pressionaram a moeda japonesa, com o objetivo de estabilizar os mercados. O Tesouro dos EUA, o Federal Reserve de Nova York e o Morgan Stanley não responderam imediatamente aos pedidos de comentários, enquanto o Goldman Sachs se recusou a fazer declarações.

Continuamos preparados para utilizar as ferramentas disponíveis, conforme necessário, para apoiar o funcionamento ordenado do mercado
— Ministério das Finanças do Japão
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