Terremoto de 7,1 no Japão causa feridos, apagões e desabamentos em Kumamoto

Feridos foram confirmados pela primeira-ministra; mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de retirada.
Prédios desabaram, incêndios eclodiram, e dezenas de milhares perderam energia
A primeira-ministra descreveu um cenário de múltiplas crises simultâneas após o terremoto de 7,1 em Kumamoto.
Mark

Por que um terremoto de 7,1 é tão significativo? Parece que o Japão lida com terremotos constantemente.

Mimi

A magnitude é apenas parte da história. Um 7,1 é forte o suficiente para derrubar prédios e interromper infraestrutura crítica — energia, ferrovias, telecomunicações. O que torna este particular significativo é que atingiu Kumamoto, uma região que já sofreu uma tragédia devastadora há dez anos.

Luke

Mas precisamos ser claros: neste momento, a primeira-ministra disse que havia feridos, mas não temos números de mortes ou ferimentos confirmados. Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigir para centros de retirada — isso é um número da agência de gerenciamento de desastres, não necessariamente o número de pessoas que realmente foram deslocadas.

Mark

E quanto às empresas de tecnologia? Por que a TSMC e a Sony retiram funcionários?

Mimi

Porque ambas têm fábricas na região e precisam proteger seus trabalhadores. A TSMC é o maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, então qualquer interrupção em suas operações tem implicações globais. Mas neste ponto, eles estão sendo cautelosos — monitorando, não necessariamente enfrentando danos graves.

Luke

Exatamente. Não sabemos ainda se houve danos reais às instalações. A retirada de funcionários é uma medida de precaução. A Sony está monitorando — isso significa que ainda não há informações de danos confirmados em suas operações.

Mark

Qual é o risco real nos próximos dias?

Mimi

Tremores secundários e deslizamentos de terra. As autoridades alertam que as pessoas devem permanecer vigilantes por cerca de uma semana. Isso não é apenas sobre o tremor inicial — é sobre o que vem depois.

Luke

E vale notar que as autoridades nucleares confirmaram que não houve irregularidades nas usinas nucleares. Isso é importante porque em um país com a história do Japão com energia nuclear, esse é um ponto crítico de monitoramento.

Mark

Como isso se compara ao terremoto de dez anos atrás?

Mimi

Aquele matou 275 pessoas e feriu 2.739. Danificou milhares de edifícios, incluindo o castelo histórico da cidade. Mas não sabemos ainda se este será comparável em termos de vítimas.

Luke

Não sabemos. Temos confirmação de feridos, mas nenhum número. Temos imagens de prédios desabados, mas não sabemos quantos. A avaliação de danos ainda está em andamento.

  • Um terremoto de 7,1 sacudiu Kumamoto com força suficiente para derrubar prédios, provocar incêndios e abrir fissuras em rodovias — incluindo uma via elevada.
  • Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a buscar centros de retirada, enquanto dezenas de milhares de residências ficaram às escuras sem energia elétrica.
  • A infraestrutura entrou em colapso parcial: trens-bala paralisados, aeroporto fechado, operadoras de telecomunicações com falhas e grandes empresas como TSMC e Sony evacuando ou monitorando suas instalações.
  • O alerta de tsunami foi emitido e depois cancelado, mas a Agência Meteorológica do Japão mantém o alerta para novos tremores fortes e deslizamentos de terra por pelo menos uma semana.
  • Autoridades confirmaram que as usinas nucleares da região não sofreram irregularidades, oferecendo um ponto de alívio em meio ao cenário de múltiplas crises simultâneas.

No coração do Anel de Fogo, a terra voltou a falar em Kumamoto: um terremoto de magnitude 7,1 sacudiu o sul do Japão nesta terça-feira, derrubando prédios, cortando energia e colocando mais de 150 mil pessoas em movimento rumo a abrigos. É um lembrete de que o Japão — nação que aprende a conviver com o tremor como parte de sua própria identidade — carrega não apenas uma geologia instável, mas também a memória viva de tragédias anteriores, incluindo o terremoto de 2016 que devastou a mesma região. A resiliência, aqui, não é virtude abstrata: é necessidade cotidiana.

Um terremoto de magnitude 7,1 sacudiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na terça-feira, deixando um rastro de destruição por toda a região de Kyushu. Prédios desabaram, incêndios eclodiram em várias áreas e dezenas de milhares de residências perderam energia elétrica. A primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou a existência de feridos em coletiva de imprensa em Tóquio e pediu aos cidadãos que buscassem locais seguros, descrevendo um cenário de crises simultâneas: cortes de energia, incêndios, danos a estradas e estruturas que simplesmente cederam.

As imagens da emissora pública NHK revelavam a dimensão do impacto — prédios em chamas, grandes fissuras em rodovias e um trem de carga fora dos trilhos. A agência de gerenciamento de desastres orientou mais de 150 mil pessoas a se dirigirem para centros de retirada. Grandes empresas reagiram rapidamente: a TSMC evacuou funcionários de sua fábrica local por precaução, enquanto a Sony monitorava a situação em sua instalação na área.

A infraestrutura foi atingida de forma abrangente. A Kyushu Electric Power registrou cerca de 40 mil residências sem energia. A JR Kyushu suspendeu seus serviços ferroviários, incluindo os trens-bala. O aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, forçando cancelamentos e desvios de voos. As operadoras KDDI e Docomo sofreram interrupções na telefonia móvel. Um alerta de tsunami para ondas de um metro foi emitido e posteriormente cancelado. As autoridades nucleares confirmaram que não houve irregularidades nas usinas da região.

O governo emitiu alertas para sete prefeituras de Kyushu, e a Agência Meteorológica recomendou vigilância por cerca de uma semana — tanto para novos tremores quanto para o risco de deslizamentos de terra. O contexto histórico pesa: há exatamente dez anos, um terremoto em Kumamoto matou 275 pessoas e danificou milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade. O tremor desta terça-feira chegou a um território que ainda carrega as cicatrizes daquela catástrofe — e que, como todo o Japão, aprendeu a conviver com a instabilidade do solo como condição permanente da existência.

Um terremoto de magnitude 7,1 sacudiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na terça-feira, deixando um rastro de destruição que se estendeu por toda a região de Kyushu. Prédios desabaram, incêndios eclodiram em várias áreas, e dezenas de milhares de residências perderam energia elétrica. A primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou em coletiva de imprensa em Tóquio que havia feridos, embora a extensão completa dos danos ainda estivesse sendo avaliada naquele momento. Ela pediu aos cidadãos que se protegessem e se dirigissem para locais seguros, descrevendo um cenário de múltiplas crises simultâneas: cortes de energia, incêndios, danos a estradas e pontes, e estruturas que simplesmente cederam.

As imagens transmitidas pela emissora pública NHK mostravam a magnitude do impacto — prédios em chamas ou já desabados, grandes fissuras atravessando rodovias, incluindo uma via elevada, e um trem de carga que havia saído dos trilhos. A agência de gerenciamento de desastres do Japão orientou mais de 150 mil pessoas a se dirigirem para centros de retirada, um número que reflete tanto a força do tremor quanto a densidade populacional da região. Grandes empresas de tecnologia reagiram rapidamente: a TSMC, maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, retirou seus funcionários da fábrica local por precaução, enquanto a Sony, que também opera uma instalação na área, começou a monitorar a situação.

O impacto na infraestrutura foi imediato e abrangente. A Kyushu Electric Power informou que aproximadamente 40 mil residências ficaram sem energia. A empresa ferroviária JR Kyushu suspendeu seus serviços, incluindo os trens-bala de alta velocidade que conectam a região. O aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, forçando companhias aéreas a desviarem e cancelarem voos. As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo enfrentaram interrupções em seus serviços de telefonia móvel, resultado tanto da falta de energia quanto de falhas nas linhas de transmissão. A Agência Meteorológica do Japão havia emitido inicialmente um alerta de tsunami para uma onda de um metro, mas posteriormente o cancelou.

O governo japonês emitiu alertas de terremoto para sete prefeituras na ilha de Kyushu: Kumamoto, Nagasaki, Kagashima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki. Um funcionário da Agência Meteorológica do Japão alertou que os moradores das áreas que sentiram os tremores mais fortes deveriam permanecer vigilantes por cerca de uma semana, não apenas para novos terremotos de grande magnitude, mas também para o risco de deslizamentos de terra. As autoridades nucleares do país confirmaram que não houve irregularidades nas usinas nucleares da região.

O Japão situa-se ao longo do "Anel de Fogo", uma região de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, tornando o país um dos mais propensos a terremotos do mundo. Um tremor ocorre ali pelo menos a cada cinco minutos, e o país responde por aproximadamente 20% de todos os terremotos de magnitude 6,0 ou superior registrados globalmente. Esse contexto geológico não é abstrato — há exatamente dez anos, um terremoto em Kumamoto matou 275 pessoas, feriu outras 2.739 e danificou milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos. O tremor de terça-feira ocorreu em um território que ainda carrega as cicatrizes daquela catástrofe anterior.

Já fomos informados de que houve feridos. Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios.
— Primeira-ministra Sanae Takaichi
Moradores das áreas que sentiram os tremores mais fortes devem ficar atentos a novos terremotos fortes por cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra.
— Funcionário da Agência Meteorológica do Japão
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur CNN Brasil ↗
Nous contacter FAQ